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Cientistas estão intrigados com recordes de temperatura – 16/12/2024 – Ambiente

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Nick Perry

O planeta vem se tornando mais quente há décadas, mas um aumento súbito e extraordinário nas temperaturas levou o clima a um território desconhecido, e os cientistas ainda tentam entender o motivo.

Nos últimos dois anos, os recordes de temperatura foram repetidamente quebrados por uma série tão persistente e desconcertante que colocou à prova as melhores previsões científicas disponíveis sobre como o clima funciona.

Os cientistas concordam que a queima de combustíveis fósseis foi o principal motor do aquecimento global a longo prazo e que a variabilidade climática natural pode influenciar nas temperaturas de um ano para o outro.

No entanto, o aumento do calor foi excepcional, e o debate sobre suas causas mal começou.

Alguns especialistas apontam que há menos nuvens em baixa altitude, o que permite maior passagem de raios solares.

Outros atribuem a uma diminuição da poluição do ar, que também reflete os raios solares e, por fim, a uma menor absorção de CO2 no nível das florestas e dos oceanos.

Serão necessários mais um ou dois anos para ter uma ideia mais clara do que está acontecendo.

“O aquecimento de 2023 ficou muito acima de qualquer outro ano, e 2024 será igual“, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, em novembro. “Gostaria de saber o porquê, mas não sei”, acrescentou.

Território desconhecido

Quando são queimados, os combustíveis fósseis emitem gases de efeito estufa como o dióxido de carbono, que prendem o calor perto da superfície da Terra.

À medida que as emissões de combustíveis fósseis aumentaram, até alcançar um nível recorde em 2023, a temperatura média da superfície do mar e do ar subiram, em uma tendência de aquecimento consistente durante décadas.

Mas em uma onda sem precedentes, de junho de 2023 a setembro de 2024, as temperaturas globais alcançaram níveis nunca vistos, segundo a OMM (Organização Meteorológica Mundial).

O calor foi tão extremo que fez com que 2023 e 2024 fossem os anos mais quentes da história.

“O recorde do calor global dos últimos dois anos levou o planeta a um território desconhecido”, disse Richard Allan, climatologista da Universidade de Reading, Reino Unido, à AFP.

O que aconteceu ficou “no limite do que poderíamos esperar com base nos modelos climáticos existentes”, disse à AFP Sonia Seneviratne, climatologista da ETH Zurich.

Difícil de explicar

Para os cientistas, há fenômenos climáticos habituais que podem ajudar a explicar o que aconteceu.

O ano de 2023 foi precedido por um raro fenômeno do La Niña de três anos, que teve um forte efeito de resfriamento no planeta ao empurrar o excesso de calor para as profundidas do oceano.

Essa energia foi liberada de volta para a superfície quando fenômeno oposto, o El Niño, começou a acontecer em meados de 2023, aumentando de uma só vez a média da temperatura mundial.

No entanto, o calor persistiu mesmo depois de o El Niño alcançar seu ponto máximo em janeiro.

As temperaturas não baixaram tão rápido quanto subiram, e novembro ainda foi o segundo mês mais quente já registrado.

“É difícil explicar isso neste momento”, disse Robert Vautard, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU. “Nos falta um pouco de perspectiva.”

“Se as temperaturas não baixarem mais bruscamente em 2025, realmente teremos que nos perguntar sobre a causa”, disse à AFP.

Incerteza

Os cientistas estão procurando pistas em outros lugares.

Uma teoria sugere que uma mudança global para combustíveis marítimos mais limpos em 2020 acelerou o aquecimento ao reduzir as emissões de enxofre, que fazem com que as nuvens reflitam mais luz solar.

Em dezembro, outro estudo examinou se a redução das nuvens baixas havia permitido que mais calor chegasse à superfície da Terra.

Na conferência da União Geofísica Americana neste mês, Schmidt reuniu cientistas para explorar essas e outras teorias, inclusive se os ciclos solares ou a atividade vulcânica oferecem pistas.

Existe a preocupação de que, sem um quadro mais completo, os cientistas possam estar perdendo mudanças ainda mais profundas e transformadoras no clima.

“Não podemos descartar que outros fatores também tenham ampliado ainda mais as temperaturas… O veredicto ainda não foi dado”, disse Seneviratne.

Este ano, os cientistas alertaram que os sumidouros de carbono da Terra, como florestas e oceanos que absorvem CO2 da atmosfera, sofreriam um “enfraquecimento sem precedentes” em 2023.



Leia Mais: Folha

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A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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