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‘Cinco bebês na incubadora’: HRW em perigo para mulheres grávidas, bebês em Gaza | Notícias de direitos humanos

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A guerra de 15 meses de Israel em Gaza, bem como restrições graves que isso impôs ao fluxo de ajuda humanitária e ataques das forças israelenses Instalações de saúde e direcionamento de profissionais de saúdelevaram a “perigo com risco de vida” para mulheres e bebês grávidas, disse a Human Rights Watch (HRW) em um novo relatório.

Apesar do em andamento cessar -fogoas condições precárias sob as quais as mulheres em Gaza estão dando à luz é improvável que melhore, o grupo observado no relatório publicado na terça -feira, como legislação israelense direcionada ao Agência das Nações Unidas para Relevo e Obras para Refugiados da Palestina (UNRWA) e que entra em vigor nesta semana deverá limitar severamente a entrega de alívio humanitário ao território devastado.

O grupo descobriu que as mulheres em Gaza foram levadas para fora de hospitais superlotados, às vezes poucas horas depois de dar à luz, a fim de abrir espaço para baixas de guerra. Os cuidados recém-nascidos também foram severamente impactados, com um médico no Hospital de Maternidade Al-Emilal Al-Emirati em Rafah dizendo que a instalação tinha tão poucas incubadoras e tantos bebês prematuros que os médicos foram forçados a colocar “quatro ou cinco bebês em uma incubadora ”.

“A maioria deles não sobrevive”, acrescentou o médico.

Vários bebês morreram da falta de abrigo em meio a temperaturas congelantes.

Nas 56 páginas relatórioA HRW concluiu que Israel – como o poder de ocupação em Gaza – violou os direitos de mulheres e meninas grávidas, incluindo o direito a cuidados dignificados na gravidez, parto e período pós -parto, bem como o direito de cuidados recém -nascidos.

O grupo também enfatizou que duas partes da legislação aprovadas pelo Knesset israelense no ano passado e entrando em vigor na terça -feira ameaçam “exacerbar ainda mais os danos à saúde materna e recém -nascida”. Os projetos de lei, que impedem a UNRWA de operar em Israel e Jerusalém Oriental ocupados e o governo israelense do contato com a agência, tornam impossível para a UNRWA obter licenças para sua equipe e entregar ajuda necessária a Gaza.

Belkis Wille, crise associada da HRW, diretor de conflitos e armas, disse à Al Jazeera que “apesar do fato de o cessar -fogo poder oferecer uma oportunidade para o sistema de saúde em Gaza começar a ser restaurado, por causa das leis que entram em vigor, proibindo as operações da UNRWA, a realidade é que essas próximas semanas podem levar a mulheres grávidas e recém -nascidos que sofrem ainda mais do que eles já têm ”.

“As disposições do cessar -fogo não atendem a nenhuma das necessidades significativas descritas no relatório”, acrescentou Wille.

Segundo o relatório, a partir deste mês, os cuidados obstétricos e recém -nascidos emergencial estão disponíveis apenas em sete dos 18 hospitais parcialmente funcionais em Gaza, quatro dos 11 hospitais de campo e um centro comunitário de saúde.

Todas as instalações médicas que operam em Gaza enfrentam “condições insalubres e superlotadas” e escassez grave de suprimentos essenciais de saúde, incluindo medicamentos e vacinas. E trabalhadores médicos, “famintos, sobrecarregados e, às vezes, sob ataque militar”, estão se esforçando para tender a vítimas de ataques, além de abordar inúmeros casos de doenças transmitidas pela água e outras doenças transmissíveis, acrescenta o relatório.

A HRW realizou entrevistas com mulheres grávidas enquanto moravam em Gaza durante a guerra, trabalhadores médicos de Gaza e funcionários médicos internacionais que trabalham com organizações humanitárias internacionais e agências que operam equipes em Gaza.

As entrevistas pintam uma imagem horrível do impacto da guerra no acesso aos cuidados básicos durante a gravidez e o nascimento.

Pouca informação está disponível sobre a taxa de sobrevivência de recém -nascidos ou o número de mulheres que sofrem de complicações graves ou morrendo durante a gravidez, nascimento ou pós -parto, observa HRW. Mas o grupo aponta para testemunhos de especialistas em saúde de maternidade que relataram que a taxa de aborto em Gaza aumentou em até 300 % desde que a guerra começou em 7 de outubro de 2023. Também apontou relatórios da ONU de que pelo menos oito bebês e recém -nascidos morreram de hipotermia devido à falta de abrigo básico.

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A guerra de Israel levou a um deslocamento sem precedentes de cerca de 90 % dos moradores de Gaza, muitos dos quais foram deslocados várias vezes. Isso tornou impossível para as mulheres grávidas acessarem os serviços de saúde com segurança, segundo o relatório, observando que mães e recém -nascidos quase não tiveram acesso aos cuidados pós -natais.

No final do ano passado, a Human Rights Watch concluiu em um relatório diferente que Israel estava cometendo “Atos de genocídioAo negar água limpa aos palestinos em Gaza. Também descobriu que o uso de Israel de “fome como método de guerraLevou a insegurança alimentar grave.

As mulheres grávidas têm sido particularmente impactadas pela falta de acesso a alimentos e água, com consequências críticas para sua própria saúde e desenvolvimento fetal. Muitas mulheres grávidas relataram desidratação ou não conseguem se lavar, acrescentou o relatório.

“Violações flagrantes e repetidas das autoridades israelenses do direito internacional humanitário e da lei de direitos humanos em Gaza tiveram um impacto particular e agudo em mulheres e meninas grávidas e recém -nascidos”, disse Wille. “Somente o cessar -fogo não terminará essas condições horríveis. Os governos devem pressionar Israel para garantir urgentemente que as necessidades de mulheres e meninas grávidas, recém -nascidos e outras pessoas que exigem assistência médica sejam atendidas. ”



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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