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Claire Braud, Olivier Cadiot, Donatien Grau, Marie Pavlenko, Jacques Rancière, Aurélie Wellenstein…

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Romances, poesias, ensaios, contos, histórias em quadrinhos, ficção científica, história da arte, filosofia, juventude… Aqui estão breves resenhas de dezesseis obras notáveis ​​nesta quadragésima terceira semana do ano.

Romance. “As Presenças Imperfeitas”, de Youness Bousenna

Uma grande geração separa Marc Pépin, o narrador de Presenças imperfeitas nascido em 1961, filho de Youness Bousenna, autor deste primeiro romance, de 34 anos (e colaborador de Mundo). Isso não impede que o segundo dê à confissão do primeiro o grão de autenticidade, o sentimento de rigor resoluto, ao longo deste texto onde a personagem, à beira dos sessenta anos, regressa a uma existência vivida fugindo do tédio, um forte sentimento da sua adolescência em uma família de classe média residente nos subúrbios de Paris. Esta sede de outro lugar levou-o a tornar-se jornalista, repórter do serviço internacional de Fígaroacostumados a zonas de guerra e outros terrenos perigosos. Mas podemos escapar de nós mesmos?

Youness Bousenna empresta a Marc Pépin, a quem também dotou de uma carreira de escritor, a pena de um moralista elegante, com um classicismo ligeiramente afetado, para elaborar esta avaliação existencial. Com pura lucidez, ele relembra uma vida cuja raiva fez com que perdesse o essencial e alguns movimentos históricos coletivos importantes dos últimos cinquenta anos. R.L.

“Les Présences imperfectes”, de Youness Bousenna, Rivages, 210 p., 19,50€, digital 15€.

BD. “La Chiâle”, de Claire Braud

Como, a partir de um assunto tão pouco atraente no papel como a exploração da depressão, podemos criar um trabalho de sinceridade comovente? A proeza de Claire Braud reside na distância cheia de ironia com que ela se esforça para encontrar a origem das torrentes de lágrimas que regularmente inundam seu rosto. Escondida atrás de um avatar burlesco chamado Carilé, a autora disseca sem rodeios suas vulnerabilidades, martirizada por dois acontecimentos que parecem traumáticos: os ataques de novembro de 2015, que ela “viveu” escondida no porão de uma loja parisiense, rezando para que seu status de provinciana fosse proteja-a das balas; um massacre estatal num país asiático, cujo horror ela contou como assistente de um documentário.

Não recusando nenhuma audácia narrativa, como o uso do antropomorfismo para evocar ressentimentos familiares num ambiente agrícola em rápida mudança, a linha do artista, menos casual do que parece, examina de passagem certos males da época, desde o patriarcado recalcitrante até à destruição da natureza. , que nenhuma quantidade de lágrimas poderia contrabalançar. F. P.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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