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Clínica oftalmológica é interditada em Belém – 20/10/2024 – Equilíbrio e Saúde

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Catarina Scortecci

A ala de cirurgia de uma clínica particular em Belém (PA), que mantém convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde), foi interditada temporariamente nesta sexta-feira (18) pela Vigilância Sanitária municipal depois que 24 pacientes tiveram sequelas graves após passarem por procedimentos oftalmológicos no local.

Informações ainda preliminares da Secretaria Municipal de Saúde apontam que, dos 24 pacientes, dez tiveram perda de visão após cirurgias.

A reportagem ligou para o telefone da clínica São Lucas ao longo da tarde deste domingo (20) e para o celular do dono da unidade, que fica no distrito de Icoaraci, mas não foi atendida. A Folha não conseguiu o contato de defesa do local.

Ao portal G1, o advogado da clínica disse, em nota, que trabalha “em estreita colaboração com especialistas e autoridades em saúde para investigar cada caso individualmente” e que presta “todo o suporte necessário aos pacientes e familiares”. Também disse que a clínica “cumpre rigorosamente com os protocolos de prevenção e controle de infecção hospitalar”.

Até agora, o que se sabe a partir de laudos é que três pacientes contraíram infecção bacteriana, vinculada ao agente infeccioso Serratia marcescens.

Em nota, a secretaria diz que as investigações epidemiológicas estão em fase inicial. “Até o momento, não é possível afirmar quantos pacientes necessitaram de remoção do globo ocular, uma vez que os procedimentos não foram realizados pela rede municipal de saúde, sendo necessária uma investigação minuciosa”.

De acordo com a pasta, eventos adversos ocorreram durante procedimentos realizados em 12 de junho e em 1º de julho. Parte dos pacientes atendidos nas duas datas tiveram problemas. A maioria se submetia a cirurgias de catarata, procedimentos de rotina realizados na clínica semanalmente.

A secretaria diz que eventos adversos deveriam ter sido comunicados pela clínica, o que não aconteceu. Diz ainda ter tomado conhecimento sobre o assunto apenas em 11 de outubro, mais de três meses após o início dos problemas.

A Polícia Civil do Pará investiga o caso, apurado sob sigilo, e diz aguardar o resultado de perícias para informar sobre possíveis casos de perda de visão. Testemunhas ainda estão sendo ouvidas. O caso está na Delegacia do Consumidor, vinculada à Divisão de Investigação e Operações Especiais.

A Vigilância Sanitária diz ter determinado a interdição temporária do bloco cirúrgico e do Centro de Material e Esterilização da clínica por três infrações sanitárias.

São elas: o não cumprimento dos protocolos de segurança do paciente, como a higienização das mãos; falta de comprovação do reprocessamento (limpeza e esterilização) dos instrumentais levados pelos médicos e estrutura física incompatível com o número de cirurgias realizadas.

Os locais devem permanecer interditados até que sejam atendidas as exigências da autoridade sanitária.



Leia Mais: Folha

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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