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Clóvis de Barros Filho prega desapego após doença – 30/12/2024 – Equilíbrio e Saúde

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Marcos Candido

Durante a entrevista para a Folha, Clóvis de Barros Filho, 58, olhava para baixo. Mas não era tristeza. Há dois anos, o professor e filósofo foi diagnosticado com a doença de Behçet, uma condição que causa fragilidade do sistema imunológico, propiciando aftas e inflamações, em especial nos olhos. A doença é autoimune, rara, sem cura e pode levá-lo à morte.

Por isso, ele evita olhar a luminosidade que entra pela janela do escritório onde trabalha, em Higienópolis, na região central de São Paulo. Na rua, aderiu aos óculos escuros. Nos consultórios médicos, foi submetido a um tratamento com imunossupressores, medicamentos manipulados e anti-inflamatórios contra os sintomas.

Segundo a SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), a doença de Behçet foi descrita nos anos 1930 pelo médico turco de mesmo nome que a detectou na Ásia e no Mediterrâneo. A causa é desconhecida pela ciência e o diagnóstico não costuma ser simples, e foi ainda mais surpreendente por ter uma incidência maior entre asiáticos.

“Achei que a inflamação nos olhos era alergia à tinta de jornal. Depois, à pólen de flor. Sempre achei que as aftas na boca decorriam de abacaxi. Coisas sempre triviais”, diz Clóvis.

O diagnóstico foi dado por uma biópsia, recomendada por uma amiga médica. Desde então, passa por reumatologistas e toda uma “parafernalha” de exames. Uma situação que diz ser necessária para que a fragilidade crônica não agrave o atual quadro de saúde.

Com a medicação, o apetite diminuiu e ele perdeu peso para conter os índices glicêmicos e o colesterol. A sonolência aumentou. Mas a agenda quase diária, por outro lado, continua a mesma: voos pelo Brasil para participar de palestras, gravação de podcasts, escrita de livros. Todo esforço físico tornou-se calculado. “O resto do tempo é de recuperação”, diz.

Clóvis defende duas formas de encarar uma situação como a dele: viver o momento. A outra, se desapegar. O desapego que tem praticado é em relação às expectativas alheias e também sobre os planos próprios almejados para o futuro.

“Todo mundo com dois neurônios sabe que pode morrer a qualquer momento, mas com uma doença em nível muito elevado, como é meu caso, essa possibilidade de deixar de existir integra a vida de maneira muito mais diária”, diz.

“Naturalmente, nessa minha nova condição, não faz muito sentido eu orquestrar a vida do presente para desfrutar daqui a 20 anos”, diz.

No passado, Clóvis seguiu as etapas que lhe eram esperadas como professor: mestrado, doutorado, pós-doutorado, artigos, conchavos acadêmicos, títulos, discursos em formaturas.

Desde que se afastou das salas de aula, onde lecionou na USP (Universidade de São Paulo), se arrisca na carreira solo como comunicador. Foi uma decisão imprevisível, mas também calculada.

No início deste semestre, deu continuidade à trajetória como comunicador com o livro “Projeto de Vida: caminhos para uma vida que valha a pena” (Citadel Grupo Editorial), uma provocação às obras de autoajuda para “ajudar a pensar melhor a vida e, quem sabe, tomar decisões mais auspiciosas”, diz.

Então, usando um pouco da lucidez, eu passo a focar o dia no próprio dia e realmente comemoro cada dia suplementar

O tratamento o ajudou a divulgar a obra e a dar entrevistas. Fisicamente, diz que quem o vê pode achá-lo como vivendo uma “vida normal”. Filosoficamente, também diz que a doença pouco mudou a interpretação ambígua mantida sobre a vida, com suas boas e más notícias.

“O mundo é infinitamente criativo e competente para devastar, aniquilar, entristecer, mas também sempre soube que a vida, esse pântano de paixões tristes, é salpicada de gotas de alegria, de exuberância vital. É encantadora”, diz. Por isso, não se diz entristecido. Nem com medo.

“Sempre procurei chamar atenção para pensamentos que enfatizam a imediatidade da vida, a necessidade de trazer a consciência para o instante vivido”, diz. “A principal mudança é a redução da relevância do futuro.”

Assim, a preocupação em manter e agradar os seguidores nas redes sociais o preocupa muito menos do que antes. As etapas seguidas na carreira acadêmica —que chama de “pedágios”— também se tornaram menos determinantes. Isso o permitiu a se conhecer com mais autenticidade.

“Vejo a angústia como uma oportunidade, diria, necessária, para o pleno conhecimento de si. Posso ver até aonde vai minha coragem, até aonde vai a minha covardia, até aonde vai meu desejo de viver autenticamente, até aonde estou disposto a negociar a ser um mero joguete das forças da natureza e das forças sociais”, acrescenta.

“Ora, a vida vivida do jeito que a vivo hoje não tem caminho pré-aberto para lugar nenhum. Para qualquer lado que eu me virar, será desvirginar”, diz. “Então, usando um pouco da lucidez, eu passo a focar o dia no próprio dia e realmente comemoro cada dia suplementar.”

Ele continua: “Isso também joga na cara a nossa condição de soberania, de autonomia, de liberdade. Inventar a própria vida. Não tem por que ir atrás do que já foi feito, não tem por que seguir protocolos já sovados, não tem por que percorrer percursos já desgastados. Fica explícita a possibilidade fundamental do possível”.

Para 2025, sustenta um plano: o de trabalhar menos até, lentamente, se aposentar. Exercendo, assim, a soberania que as circunstâncias lhe proporcionaram nos últimos dois anos. “Toda a vida é muito mais motivo de perplexidade do que, propriamente, resultado de uma projeção, de um planejamento”, diz. “O mundo avança sem que ninguém tenha muito controle.”



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas-c.jpg

A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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