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CNJ aplica pena leve a juiz que negociou a nomeação de parentes – 11/12/2024 – Frederico Vasconcelos
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1 ano atrásem
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) afastou por 60 dias o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por negociar a nomeação do filho e da mulher como funcionários públicos fantasmas. Ele propôs um esquema de “rachadinha” para dividir os salários, beneficiando a sogra.
A decisão foi tomada por unanimidade na terça-feira (10). Durante o período de disponibilidade, ele receberá os vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
Diante da gravidade dos fatos apurados, a sanção pode ser considerada um prêmio, como observou um operador do direito. As penas aplicadas pelo CNJ são: advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade, aposentadoria compulsória e demissão.
“Os diálogos interceptados com autorização judicial evidenciam o desejo do magistrado de assegurar que os benefícios financeiros resultantes das nomeações fossem revertidos em favor de seu núcleo familiar”, afirmou a relatora, juíza federal Daniela Madeira.
Ela disse que a corregedoria do CNJ teve conhecimento dos fatos através de reportagem da Folha.
Ela entendeu que os diálogos “configuram flagrante violação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e do Código de Ética dos Magistrados”.
O desembargador indicou o filho, Guilherme Souza Victor de Carvalho, para um cargo comissionado na Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG), em substituição à mulher, Andreza Campos Victor de Carvalho, que ocuparia uma vaga na Assembleia Legislativa.
O subprocurador-geral da República José Adônis Callou de Sá esclareceu que a rejeição, pelo Superior Tribunal de Justiça, da denúncia por corrupção passiva não prejudica a aplicação da sanção disciplinar por violação dos deveres funcionais dos magistrados.
Callou de Sá disse que os diálogos gravados reproduzem “uma conduta inadequada para um magistrado”.
Na sustentação oral, o advogado Eugênio Aragão afirmou que o diálogo resultou de um “encontro fortuito de provas”.
Daniela Madeira lembrou que as alegações de nulidade das interceptações telefônicas “foram afastadas no julgamento da Ação Penal 957 (no STJ) no voto do ministro Luis Felipe Salomão, convergindo no entendimento do (relator) ministro Herman Benjamin”.
A relatora leu trecho de conversa, entre Alexandre e sua mulher, gravada pela Polícia Federal: “Se o Guilherme não quiser, tem que ver alguém. Estava pensando na sua mãe, sabe? Aí, ela ficava com “trêszinho” [R$ 3.000] e você com “trêszinho”.
Alexandre de Carvalho começou a ser investigado no STJ a partir de diálogos mantidos com o advogado Kalid Antônio, que estava sob monitoramento telefônico pela Polícia Federal. O desembargador teria despesas pessoais de lazer (viagem a local turístico) custeadas pelo advogado, que também captaria causas criminais em benefício de Guilherme.
A denúncia foi rejeitada por maioria (oito votos a quatro).
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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