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Com apoio do governo, Companhia Nacional de Abastecimento entrega 61 mil cestas básicas para famílias impactadas pela seca no Acre

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Carolina Torres

Devido aos impactos causados pela seca no Acre, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com apoio do governo do Estado, por meio da Secretaria da Casa Civil (Secc), entregou nesta terça-feira, 12, um total de 61 mil cestas básicas de alimentos, no Ginásio Poliesportivo Eduardo Lopes Pessoa, em Brasileia. 

Ação irá beneficiar mais de 60 mil famílias. Foto: Railton Aráujo

A operação foi executada com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), gestor da Ação de Distribuição de Alimentos (ADA), que faz parte da política pública do governo federal para garantir atendimento a famílias impactadas pela seca na região amazônica.

Diretor Executivo Nacional da Conab, Arnoldo Campos representou governo federal na ação. Foto: Railton Aráujo

O diretor executivo nacional da Conab, Arnoldo Campos, destaca que se trata de uma ação contínua e importante para a segurança alimentar e para a proteção social. 

“Temos o programa de aquisição de alimentos [PAA] aqui no Acre, um programa muito importante, valorizando o produtor e ajudando as famílias que recebem os alimentos produzidos localmente. Também temos a alimentação escolar. Uma das primeiras medidas do presidente Lula foi aumentar o recurso para a alimentação escolar, aumentar o recurso para o Bolsa Família e para o programa de aquisição de alimentos, garantindo assim o direito à alimentação”, explicou. 

Secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni falou sobre participação ativa do governo federal no estado. Foto: Railton Aráujo

O secretário da Casa Civil, Jonathan Donadoni, enfatizou que a ação é de grande importância, ao beneficiar as famílias acreanas que estão vulneráveis, tanto no período de seca quanto nos momentos de enchentes no estado. 

“Para trazer um alento para a população acreana, temos aqui um retrato do que é a realidade dessa população. A maioria vive no limite da linha da pobreza e precisa dessa assistência, dessa atuação do governo federal, que se faz essencial para garantir dignidade às nossas famílias. Como o Estado também não possui condições suficientes para atender de maneira satisfatória a todas as necessidades, essa ajuda se torna fundamental e é muito bem-vinda”, realçou.

Representantes do Setor de Segurança Alimentar e Nutricional da SEASDH participaram da ação. Foto: Railton Aráujo

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) também participou da ação, por meio da titular em exercício, Amanda Vasconcelos, que mencionou a relevância da iniciativa na garantia da segurança alimentar de milhares de famílias. 

“Foram 61 mil cestas básicas encaminhadas para o estado do Acre, que serão distribuídas para os municípios afetados pelas crises hídricas, para o abastecimento das pessoas que sofreram abalo pelas questões hídricas do nosso estado. A partir deste momento, aproveitando a visita do diretor nacional, a gente vai propor uma conversa para estreitar a relação e trabalhar de maneira transversal o olhar da política local com as políticas que vêm sendo trabalhadas no âmbito nacional, para a construção de uma política mais precisa para a nossa região”, afirmou.

Cestas serão distribuídas nos municípios. Foto: Railton Aráujo

A ação será executada por dois órgãos demandantes: o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cujo público são os povos e comunidades tradicionais residentes nas unidades de conservação da Reserva Chico Mendes e a Defesa Civil Estadual, cujo público são as pessoas que vivem numa situação de insegurança alimentar, nutricional e social que foram atingidas pelos eventos extremos de crise climática, como enchentes e estiagem.

Cada cesta contém 21,5 kg de alimentos: arroz, feijão, macarrão, leite em pó, flocos de milho, farinha de mandioca, açúcar cristal, sardinha, sal e óleo de soja.

Também participaram da entrega a Secretaria de Governo (Segov) e a Defesa Civil do Estado.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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