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Com dívida de R$ 12 milhões, empresários querem R$ 200 mil por mês do Estado para manter Peixes da Amazônia
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7 anos atrásem
O governador do Estado do Acre em exercício, Nicolau Júnior, recebeu empresários e deputados estaduais para discutirem a viabilidade econômica do Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia S.A. O empreendimento público-privado, um dos maiores e mais modernos da Região Norte, tenta se reerguer e mostrar-se competitivo no promissor mercado do pescado nacional e internacional.
Durante reunião nesta quarta-feira, 27, os empresários manifestaram preocupação com a atual cenário financeiro do empreendimento. A dívida da Peixes da Amazônia está estimada em R$ 12 milhões, a maior parte em empréstimos bancários e dívidas trabalhistas.
Os investidores solicitaram um aporte financeiro mensal de R$ 200 mil por parte do Governo, em contrapartida, os empresários garantiriam outros R$ 100 mil para assegurar o pagamento de funcionários e a manutenção do empreendimento durante um ano.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Peixes da Amazônia, Beto Moretto, os recursos asseguram a continuidade da Peixes da Amazônia até o fim do processo de recuperação judicial que a empresa enfrenta.
De acordo com o presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac), Inácio Moreira, empresários rondonienses já demonstraram interesse em investir no empreendimento após a conclusão dos trâmites jurídicos.
A intenção é que o pescado produzido no estado vizinho seja processado na Peixes da Amazônia e depois exportado para o Peru. Conforme Pereira, os peruanos já são clientes do empreendimento e têm grande interesse em ampliar o volume de compras.
Para Nicolau Júnior, o momento de unir forças para salvar a Peixes da Amazônia. O governador em exercício disse estar empenhado em buscar alternativas viáveis e pediu o apoio dos demais parlamentares.
“Uma das bandeiras do novo Governo é o agronegócio e tenho certeza que o governador Gladson Cameli está sensível a esta causa. Temos que estar unidos nesta causa porque aquele investimento dando certo é bom para o desenvolvimento do Acre e vamos trabalhar para que isto aconteça”, pontuou.
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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3 semanas atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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