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Com espaço ampliado, governo do Acre inaugura nova sede do Hemonúcleo de Brasileia

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Felipe Souza

“Sou doador de sangue desde 2011. Eu doo porque passei por um acidente de trânsito e precisei de quatro bolsas de sangue. Se não fosse pela ajuda de outras pessoas, eu teria ido a óbito. Depois que senti na pele, pude ver a importância que é doar: salva vidas mesmo”. É dessa forma que o caminhoneiro Rogério Lima fala sobre sua motivação para realizar esse gesto de empatia. E, a cada três meses, vai ao Hemonúcleo de Brasileia para doar sangue.

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) atua no município há 20 anos e a partir desta terça-feira, 1°, contará com uma nova sede, localizada no Hospital Regional do Alto Acre, para melhor receber os doadores. Com um espaço amplo e confortável, a unidade fortalecerá os estoques, que atendem inclusive outras regiões do estado.

Rogério Lima é doador de sangue há quase 14 anos. Foto: Luan Martins/Sesacre

A inauguração marca um novo momento para os doadores de Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil, tendo em vista que, com a ampliação do serviço, mais pessoas podem doar simultaneamente, garantindo rapidez na doação e maior variedade de tipagens sanguíneas em estoque.

Novo espaço do Hemonúcleo de Brasileia passa a funcionar no Hospital Regional do Alto Acre. Foto: Luan Martins/Sesacre

Impacto da unidade

No coração do Alto Acre, a doação de sangue se revela um dos pilares para o sucesso de um dos programas mais essenciais da saúde pública estadual: o Opera Acre. O provimento sanguíneo é fundamental para garantir a realização de cirurgias eletivas de diversas especialidades, pois, sem um estoque adequado, muitos desses procedimentos correm o risco de não serem realizados.

Doação fortalece outros programas da Saúde, como o Opera Acre. Foto: Luan Martins/Sesacre

Para o titular da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Pedro Pascoal, o Hemonúcleo de Brasileia tem um impacto significativo para a manutenção do programa. “Uma das maiores políticas do governador Gladson Camelí é a regionalização da saúde. Com isso, para que consigamos continuar o Opera Acre com todo sucesso, precisamos do doador de sangue, para salvar até quatro vidas com o simples gesto de uma única doação”, destaca.

O secretário, que aproveitou a visita ao novo espaço para fazer sua doação de sangue, salientou ainda: “Aqui no Hemonúcleo de Brasileia você pode fazer o cadastro para ser um doador de medula óssea. O simples ato de doar pode salvar vidas na emergência e também no transplante da medula”.

Secretário Pedro Pascoal doa sangue e destaca importância do ato. Foto: Luan Martins/Sesacre

Uma estrutura moderna e bem estruturada transmite segurança e confiança, fatores essenciais para incentivar a doação. O novo espaço para a doação de sangue não só recepciona o doador com mais conforto, como fortalece a rede de saúde e contribui para o bem-estar da comunidade.

Unidade de Brasileia existe há 20 anos. Foto: Luan Martins/Sesacre

Importância

A unidade atende não apenas os municípios da região do Alto Acre, mas outras cidades, incluindo a capital, Rio Branco, quando necessário. Sua função é essencial para garantir que os hospitais da região possuam o estoque adequado para atender às emergências e tratamentos de pacientes que necessitam de transfusões de sangue, contribuindo diretamente para o aprimoramento da saúde pública estadual.

“O doador voluntário vem, faz a sua doação e a gente atende aqui os quatro municípios, e também consegue ajudar todo o Hemoacre, que distribui esse sangue em Rio Branco e outras cidades. A cada semana, mandamos um quantitativo de bolsas para a capital”, relatou a gerente-geral do Hemonúcleo do Alto Acre, Francisca das Chagas Oliveira.

Francisca das Chagas é gerente-geral do Hemonúcleo do Alto Acre. Foto: Luan Martins/Sesacre

A coordenadora do Hemoacre, Thereza Picado afirma: “Reiniciamos com sucesso a recepção dos doadores, com um ambiente seguro e acolhedor, materializando nosso compromisso com uma hemoterapia de qualidade para o povo acreano. Aproveito a oportunidade para convidar a população a vir nos visitar e doar”.

Novo ambiente proporciona maior conforto aos doadores. Foto: Luan Martins/Sesacre

Realização

Alcirene Ribeiro é doadora há cinco anos e encara o hábito como um objetivo de vida: “Se você veio e não cumpriu uma meta de vida, então sua passagem por este mundo foi quase que em vão. Eu me sinto realizada”. E frisa: “É maravilhoso chegar a um lugar onde somos bem recebidos e é agradável estar em um espaço bonito”.













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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação-interno.jpg

O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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