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Com foco na educação fiscal dos alunos da rede estadual, governo realiza formação para gestores e professores
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1 ano atrásem
Cássia Veras
Quando se ouve falar sobre impostos, tributos, fiscalização e receita estadual, é comum associar esses temas a algo complexo, distante do cotidiano ou até mesmo indesejável. Mas entender como funcionam esses mecanismos é essencial para garantir que a sociedade conheça seus direitos, cumpra seus deveres e exerça a cidadania de forma plena.
Com objetivo de promover a formação integral do cidadão, desde a infância até a vida adulta, o governo do Acre, por meio das secretarias de Estado de Educação e Cultura (SEE) e da Fazenda (Sefaz), realizou nesta quinta-feira, 20, em Rio Branco, a primeira Formação Educação Fiscal e Vida Cidadã.
A iniciativa foi direcionada a gestores, coordenadores e professores de 25 escolas da rede pública de ensino que aderiram ao Programa Estadual de Educação Fiscal (PNEF).
O encontro teve como foco o processo formativo das equipes pedagógicas, abordando os pilares e princípios que norteiam a educação fiscal. Além disso, a formação visa sensibilizar e contextualizar a temática, alinhando-a à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), reforçando seu caráter transversal na formação dos estudantes.
Educação fiscal é cidadania
Durante a abertura do evento, o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas, ressaltou a importância de despertar a consciência fiscal desde cedo. “O programa busca conscientizar, desde as primeiras idades, sobre qual é o papel do tributo. A cultura de rejeição aos tributos ainda é forte na sociedade adulta, então, nada melhor do que inserir essa discussão na infância para formar cidadãos mais conscientes”, explicou.
Para o secretário adjunto de Administração da SEE, Reginaldo Prates, a implementação da política fiscal nas escolas é um passo fundamental para transformar a visão da sociedade sobre o tema. “Muitos ainda veem o pagamento de tributos como algo ofensivo, um castigo. Mas, na verdade, é um investimento na sociedade. O recurso arrecadado é que viabiliza as políticas públicas. Ao levar esse entendimento para as escolas, garantimos que as crianças cresçam compreendendo a importância da contribuição para um futuro melhor”, afirmou.

A formação também apresentou o Projeto de Leitura e o Concurso Estadual de Educação Fiscal, que serão realizados ao longo do ano letivo. Ambos têm como objetivo engajar alunos e professores, instrumentalizando as equipes escolares para que possam desenvolver ações efetivas em suas instituições.
A chefe da Divisão de Assessoramento Escolar e Assuntos Estudantis da SEE, Jeane Aguiar, destacou a importância de envolver os estudantes diretamente no tema. “Queremos que os alunos aprendam a fiscalizar a aplicação do dinheiro público e entendam como o combate à sonegação fiscal contribui para que menos tributos sejam necessários no futuro”, disse.
Jeane também explicou que o programa será desenvolvido, inicialmente, por meio de um projeto de leitura com obras voltadas para o tema da educação fiscal. “Vamos trabalhar essa temática de forma lúdica e criativa, para despertar o interesse dos estudantes”, complementou.
Escola-piloto
Embora o programa esteja sendo implementado em 25 escolas neste ano, a SEE já vem realizando ações desde 2024. Três instituições de ensino participaram do projeto-piloto, incluindo a Escola Estadual Raimundo Hermínio de Melo, localizada no bairro Raimundo Melo, em Rio Branco.
A gestora do estabelecimento, Alissandra de Araújo, compartilhou a experiência e os resultados positivos obtidos com os alunos. “No início, houve certa resistência. As professoras ficaram receosas, pois não tiveram educação fiscal na sua formação. Mas logo abraçaram o programa e começaram a trabalhar com os alunos. Eles se surpreenderam, pois nunca haviam refletido sobre o que são tributos e para que servem”, contou.

Alissandra destacou a metodologia adotada, que utilizou o livro O Jardim dos Tributos, uma narrativa lúdica com personagens animais para explicar conceitos econômicos. “A história ajudou muito a despertar a compreensão das crianças sobre a importância de contribuir para a sociedade. O projeto culminou com a produção de um livro pelas turmas, reescrevendo a história com base no que aprenderam. Os próprios alunos passaram a explicar aos pais a importância de pedir a nota fiscal e exigir o CPF nas compras, por exemplo”, disse, entusiasmada.
Cidadania fiscal no currículo escolar
A cidadania fiscal já é um tema central nas ações da Receita Federal e agora ganha espaço no currículo escolar, ampliando conteúdos em disciplinas do ensino fundamental, médio, tecnológico e superior.
A Portaria RFB 214/2022 reforça o compromisso em promover a conscientização dos contribuintes sobre a função socioeconômica dos tributos. Segundo a norma, o objetivo é fomentar iniciativas que levem à inclusão de temas de educação fiscal nos currículos escolares e em projetos de extensão no ensino superior.

O fortalecimento dessas ações foi garantido com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica nº 21/2024, entre a Receita Federal e o Ministério da Educação. As atividades serão desenvolvidas conforme o planejamento pedagógico de cada instituição educacional, respeitando a Base Nacional Comum Curricular e incentivando abordagens interdisciplinares.
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.



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