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Combates ferozes em Cartum põem em perigo civis sudaneses | Notícias da guerra no Sudão
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2 anos atrásem
Beirute, Líbano – Em 9 de Dezembro, um ataque aéreo do exército atingiu um posto de combustível na capital do Sudão, Cartum, matando pelo menos 28 pessoas e ferindo dezenas.
O exército disse que tinha como alvo combatentes das Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar com o qual está em guerra desde abril de 2023.
Falando semanas após o ataque, Mohamed Kandasha, um médico da região, lembra-se de ter tratado pessoas com queimaduras graves num hospital próximo.
Havia homens, mulheres e crianças entre eles, um símbolo da natureza indiscriminada dos ataques cometidos por ambos os lados na guerra do Sudão.
“A RSF não se preocupa com os civis e nem o exército”, disse ele à Al Jazeera.
Escalada da violência
Mais de 26 mil pessoas foram mortas entre Abril de 2023 e Junho de 2024 só no estado de Cartum, enquanto milhares de outras morreram de causas relacionadas com o conflito, como doenças e fome, de acordo com um estudo da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
Desde que o exército anunciou uma grande ofensiva para retomar Cartum das RSF, em 25 de Setembro, a crise humanitária agravou-se.
Os combates recentes levaram a execuções extrajudiciais, ataques indiscriminados que mataram dezenas de civis e aumentaram o perigo para os trabalhadores humanitários locais.
O exército e a RSF são antigos companheiros que cooperaram para sabotar uma transição democrática depois do seu antigo chefe, o Presidente Omar al-Bashir, ter sido deposto por protestos populares em Abril de 2019.
Quatro anos mais tarde, a RSF e o exército voltaram-se uns contra os outros numa tentativa de supremacia. Após o primeiro ano de combates, a RSF capturou a maior parte de Cartum e parecia ter a vantagem no conflito.
Depois, no início de Outubro, o exército recapturou vários bairros estratégicos e três pontes na região da capital nacional, que compreende três cidades, Cartum, Cartum Norte e Omdurman.
À medida que os combates se prolongam, as vítimas civis parecem estar a aumentar exponencialmente, disse Mohamad Osman, investigador sudanês da Human Rights Watch.
“Desde outubro, houve um aumento significativo na violência”, disse ele à Al Jazeera.
“Acho que estamos vendo muito mais bombas de barril sendo usadas em Cartum, bem como drones, foguetes e foguetes terrestres”, acrescentou Osman.
As bombas de barril são bombas não guiadas repletas de explosivos e estilhaços e lançadas indiscriminadamente de helicópteros e aviões.
Ao longo da guerra, grupos de direitos humanos e especialistas das Nações Unidas acusaram ambos os lados de cometerem abusos, como a execução de prisioneiros de guerra, a realização de execuções sumárias e a tortura de detidos.
A RSF foi acusada de limpar etnicamente comunidades na região ocidental de Darfur e de violar sistematicamente mulheres e meninas, de acordo com a Human Rights Watch, reportagens da própria Al Jazeera e monitores locais.
Violações graves
Depois de o exército ter capturado o bairro de Halfaya, em Cartum, no início de Outubro, a maioria dos habitantes regozijou-se por se terem livrado de um ano e meio de abusos e atrocidades da RSF.
Contudo, rapidamente surgiram relatórios alegando que dezenas de homens suspeitos de filiação à RSF tinham sido mortos após o avanço do exército.
“Isto é mais do que desprezível e contraria todas as normas e padrões de direitos humanos”, disse Radhouane Nouicer, especialista da ONU no Sudão, num comunicado.
“O incidente aconteceu quando as pessoas ainda comemoravam o facto de o exército as ter libertado”, disse Mokhtar Atif, porta-voz da Sala de Resposta de Emergência (ERR), um esforço de ajuda local que ajuda civis.
“O exército matou estas pessoas… porque pensavam que estavam a trabalhar com a RSF”, disse ele à Al Jazeera a partir de França, onde está agora baseado.
O porta-voz do exército sudanês, Nabil Abdullah, negou a responsabilidade pelo incidente e disse que o exército nunca ataca civis, acrescentando que por vezes os combatentes da RSF fingem ser civis quando são feridos por ataques aéreos.
“Não cometemos violações contra civis. A milícia (RSF) é quem tem como alvo os civis, matando-os, deslocando-os e saqueando e roubando os seus pertences”, disse Abdullah à Al Jazeera.
Em 10 de dezembro, o governador de Cartum, alinhado ao exército, disse que a RSF matou 65 pessoas em Omdurman.
Testemunhas consideraram o ataque um ato de “terrorismo”.
“Sempre que o exército avança sobre a RSF, os paramilitares respondem matando civis”, disse Badawi, um trabalhador humanitário local que se recusou a fornecer o seu apelido devido à sensibilidade de falar com jornalistas numa zona de guerra.
A Al Jazeera enviou perguntas por e-mail ao escritório de mídia da RSF, pedindo-lhe que respondesse a relatos de que a RSF visa deliberadamente civis. A assessoria de imprensa não havia respondido até o momento da publicação.
Em perigo e sobrecarregado
Observadores dos direitos humanos, ONG e analistas acusam todos o exército de proibir as agências de ajuda humanitária de realizarem operações humanitárias em regiões controladas pela RSF.
Também culpam a RSF por gerar uma crise de fome ao saquear os mercados de ajuda e de alimentos, atacar terras agrícolas para arruinar as colheitas e tributar e obstruir comboios de ajuda.
“Tanto a SAF como a RSF, juntamente com os seus apoiantes estrangeiros, são responsáveis pelo que é um aparente uso deliberado da fome, constituindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra ao abrigo do direito internacional”, disse um painel de especialistas da ONU sobre o Sudão. disse em outubro.
Os civis nas áreas da RSF dependem quase inteiramente dos ERRs, uma rede de grupos comunitários de ajuda humanitária que têm liderado a resposta humanitária desde o início da guerra, disseram trabalhadores humanitários locais e internacionais à Al Jazeera.
Na quinta-feira, os ERR cooperaram com o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a UNICEF para finalmente trazer 28 camiões de ajuda vital.
Foi a primeira vez que o PMA entregou ajuda às áreas da RSF em Cartum a partir de áreas controladas pelo exército, disse Hajooj Kuka, porta-voz dos ERRs de Cartum.

Mas ambos os lados da guerra ainda têm como alvo os trabalhadores humanitários.
Os civis em Cartum Norte estão particularmente vulneráveis agora que a área é um epicentro de conflito, disse Atif, porta-voz da ERR.
Ele disse à Al Jazeera que dos 69 trabalhadores humanitários locais mortos na guerra pelo exército e pela RSF, pelo menos 30 eram de Cartum Norte.
Além disso, os trabalhadores humanitários estão a lutar para evacuar os civis em Cartum Norte, depois de um comandante da RSF ter ordenado que vários bairros – e milhares de pessoas – abandonassem este mês, disse Atif.
As estradas que saem de Cartum Norte são perigosas devido aos ataques aéreos do exército e à presença de combatentes da RSF, que grupos de direitos humanos acusado de roubar e matar indiscriminadamente e estuprando mulheres e meninas aleatoriamente.
“Há tantos disparos aleatórios do exército nas estradas, e a presença da RSF… significa que tudo pode acontecer connosco”, disse um trabalhador humanitário em Cartum Norte, cuja identidade a Al Jazeera não publica para proteger a pessoa.
Saída segura?
A única estrada segura para sair de Cartum Norte é para Sharq el-Nile (Nilo Oriental), onde os trabalhadores humanitários já estão sobrecarregados ao absorver milhares de pessoas que fogem do estado de Gezira, onde a RSF tem cometido assassinatos quase diários desde que o capturou, há um ano. atrás, disseram ativistas e testemunhas locais.
O ERR só conseguiu evacuar cerca de 200 pessoas de Cartum Norte para Sharq el-Nile devido principalmente à falta de recursos, disse Atif, apelando às ONG ou agências da ONU para apoiarem o ERR Cartum Norte, intervindo para proteger os civis.
Realizar evacuações sem a aprovação do exército pode ser perigoso e restringir o acesso de grupos de ajuda humanitária, disse Osman.
No ano passado, o exército reconheceu ter atacado um comboio humanitário pertencente ao Comité Internacional da Cruz Vermelha, que iria resgatar cerca de 100 pessoas de uma zona de conflito ativo em Cartum, segundo o Sudan Tribune.
O ataque matou dois trabalhadores humanitários e feriu sete pessoas.
Em Sharq el-Nile, a RSF prendeu vários voluntários do ERR sem uma razão identificável, disse Atif.
Ele especulou que alguns combatentes da RSF estavam tentando cobrar um resgate rápido e intimidar o ERR.
“Estes são apenas civis ajudando suas comunidades. Não há razão para que estejam em perigo”, disse Atif à Al Jazeera.
“O oposto deveria acontecer. Eles deveriam ter acesso, dinheiro e licenças (para fazer seu trabalho).”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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