NOSSAS REDES

ACRE

Comissão de Conflitos Fundiários do TJAC realiza visita técnica em área de conflito

PUBLICADO

em

Após a visita, um relatório será produzido, em seguida levado para apreciação da Comissão, e só então enviado para Unidade Judiciária que está à frente do processo

Membros da Comissão de Conflitos Fundiários (COMCF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizaram, nesta terça-feira, 27, primeira visita técnica em uma área de conflito de terra com o objetivo de auxiliar na solução da questão.

Representando a COMCF, o juiz de Direito Erik Farhat e o secretário Fagner Risselle, juntamente com representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (SEMAPI), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac),  Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), além de advogadas, estiveram in loco conhecendo a área, habitações e os atores envolvidos.

O foco principal da visita em nenhum momento é decidir o mérito, mas compreender a realidade, e assim, abrir a possibilidade de diálogo para que seja uma ferramenta para a celeridade do processo na unidade judiciária competente.

O juiz de Direito Erik Farhat falou sobre a avaliação da visita técnica. “Experiência no local foi excelente. Nós pudemos ter contato com a área do conflito conhecendo detalhadamente a região, as estruturas que estão ali dispostas, ou a falta de estrutura, e também, especialmente as pessoas que se encontram no local. Conhecemos também as dificuldades que as levaram até lá, as deficiências socioeconômicas que permeiam esse tema, nós pudemos sentir isso ali na região e isso com certeza propiciará juntamente com esse dialogo interinstitucional uma solução viável e que contemple os interesses em jogo.    

A advogada Natalia Calixto que também acompanhou a visita técnica, falou sobre a relevância do trabalho. “A visita técnica foi de suma importância para que alguns dos membros da Comissão, verificasse a realidade dos ocupantes da área do litígio e em conjunto com as demais autoridades, designadas pelos entes públicos Estadual e Municipal, possam chegar a uma solução pacífica, visando a mínima possibilidade de danos, conforme orientação do STF. Além disso, pontuo a atuação humanista do magistrado, pois, agiu de forma benevolente com todas as partes (autores e requeridos) que ali estavam, sem definir o mérito. Por fim, agradeço a disponibilidade de todos os órgãos públicos e servidores do TJAC, em acompanhar a diligência externa”, finalizou.

Wellington Santos Pessoa é um dos moradores da área em questão e disse que inicialmente estava temeroso pela presença da justiça e outras tantas pessoas, mas depois ficou tranquilo. “No começo fiquei assustado pela movimentação, mas depois que o juiz conversou com a gente, fiquei aliviado. Não só eu, mas as pessoas que estão aqui. A visita foi uma coisa muito boa, estamos com a expectativa de solucionar essa questão”.

Alan Barreto da Silva é filho da proprietária da área e falou sobre a visita no TJAC e relevância de ouvir as partes. “A visita foi muito importante. Como o juiz falou, sobre ouvir os dois lados. A gente quer que termine da melhor maneira possível e possa chegar numa solução. Muito bom um juiz vir até o local e conhecer a realidade. Isso é gratificante saber que a gente também está sendo ouvido. Não só um lado”, concluiu.  

O próximo passo é a produção de relatório, em seguida levado para apreciação da Comissão, presidida pela desembargadora Eva Evangelista, e só então enviado para unidade judiciária que está à frente do processo. O relatório é considerado pressuposto que a(o) magistrada(o) aguarda para o andamento do processo.

Comissões de Conflitos Fundiários

A instalação das Comissões de Conflitos Fundiários, atendem a necessidade de cumprir comando do Supremo Tribunal Federal (STF), na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 828, pela qual determina a observância, por parte do Sistema de Justiça, de uma série de quesitos, a fim de que possam ser cumpridos os mandados de reintegração de posse em ocupações coletivas. 

O objetivo da comissões é que possam servir de apoio operacional aos juízes e, principalmente nesse primeiro momento, elaborar a estratégia de retomada da execução de decisões suspensas pela presente ação, de maneira gradual e escalonada. Da mesma forma, auxiliar na realização de inspeções judiciais e audiências de mediação pelas comissões de conflitos fundiários, como etapa prévia e necessária às ordens de desocupação coletiva, inclusive em relação àquelas cujos mandados já tenham sido expedidos.

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS