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Como a administração Trump ameaça as liberdades na Internet | Notícias de Donald Trump

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, assumirá em breve o cargo e, embora muita atenção tenha sido dada às suas posições sobre a imigração, o direito ao aborto e a democracia, menos foi dada à forma como ele pode ameaçar as liberdades na Internet.

As suas nomeações para liderar a Comissão Federal de Comunicações (FCC), a Comissão Federal de Comércio (FTC) e outras agências governamentais parecem inclinadas a censurar o discurso na Internet e, em geral, a tornar a Internet menos livre do que tem sido nos anos anteriores, alertaram especialistas em tecnologia.

Uma das figuras mais conhecidas que podem representar uma ameaça à liberdade de expressão na Internet é Brendan Carr. Atualmente comissário da FCC, que regula a mídia, Carr foi escolhido por Trump para liderar a agência. Carr se estilizou como crítico da Big Tech, e embora o presidente eleito o tenha chamado de “um guerreiro pela liberdade de expressão”, Carr já direcionou o discurso na Internet no passado.

“Ele vai tentar transformar a FCC na polícia do discurso online”, disse Evan Greer, diretor do grupo de defesa dos direitos digitais Fight for the Future, à Al Jazeera.

No guia de governação de direita proposto para a próxima administração, conhecido como Projeto 2025uma seção escrita por Carr sobre a FCC defende o abandono da “abordagem atual da Seção 230”. A seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações protege as plataformas da responsabilidade pelas postagens dos usuários e permite que as empresas moderem essas postagens. No Projeto 2025, Carr argumentou que a Seção 230 deveria ter reformas “fundamentais”, incluindo limitações à capacidade das empresas de moderar ou remover postagens que refletissem “pontos de vista políticos fundamentais”.

Em cartas às empresas de redes sociais, ele também acusou os serviços de verificação de factos de fazerem parte de um “cartel de censura” e alertou que o novo Congresso e administração republicanos iriam “revisar” as ações nas redes sociais que “restringem os direitos (de liberdade de expressão)”.

“Ele deixou explicitamente claro que pretende usar o poder da FCC para atingir a ‘censura das grandes tecnologias’, o que significa punir qualquer empresa de tecnologia que não promova propaganda de direita para sua satisfação pessoal”, disse Mary Anne. Franks, professor de propriedade intelectual, tecnologia e direitos civis na Universidade de Georgetown, em Washington, DC.

No passado, Carr ameaçou retirar licenças de transmissão de redes de notícias que ele considerava não estarem “agindo no interesse público”, incluindo a CBS, depois de ter transmitido uma entrevista com a adversária presidencial de Trump, Kamala Harris, que foi criticada por Trump. Embora se tenha apresentado como um defensor da liberdade de expressão, também parece ter apoiado a censura do discurso que a nova administração não gosta.

Quanto à FTC, que visa proteger os consumidores, Trump escolheu o comissário Andrew Ferguson para liderar a agência. Ferguson também é visto como uma ameaça às liberdades na Internet. Ele acredita que as grandes empresas de tecnologia têm censurado o discurso conservador e quer usar seu poder para reagir contra isso.

Ferguson quer usar a lei antitruste para perseguir estas empresas e afirmou que, como chefe da FTC, ajudará a administração Trump a “eliminar os burocratas não cooperantes”. Isso poderia significar livrar-se de funcionários públicos de carreira críticos e substituí-los por partidários de Trump.

“Ferguson está realmente cantando a mesma música com um conjunto ligeiramente diferente de autoridades”, disse Matt Wood, conselheiro geral e vice-presidente de políticas do grupo sem fins lucrativos Free Press.

Ferguson deixou claro que usaria a FTC para perseguir discursos online relacionados a cuidados de afirmação de gênero, questões LGBTQ e aborto, disse Greer à Al Jazeera.

Especialistas e defensores da liberdade de expressão alertaram que ambos os nomeados aparentemente querem usar o poder que teriam para elevar as vozes conservadoras e suprimir as vozes das quais discordam.

“Há também Harmeet Dhillon, escolhido por Trump para liderar a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, outro defensor do mito da ‘censura conservadora’ e que tem um histórico de atacar agressivamente empresas de mídia social e outras entidades que tentam manter padrões mínimos de anti -discriminação”, disse Franks.

Dhillon, advogado e ativista conservador, defendeu um funcionário do Google acusado de sexismo que foi demitido durante a primeira administração Trump depois de ter escrito um memorando afirmando que, devido a diferenças biológicas, as mulheres são programadoras menos eficazes.

Como chefe da Divisão de Direitos Civis, Dhillon poderia perseguir empresas de tecnologia, potencialmente por meio de ações judiciais, por supostamente violarem as liberdades civis dos conservadores e poderia fazer com que essas empresas permitissem discursos mais abusivos ou ameaçadores em suas plataformas que visassem minorias e os esquerda e menos discurso crítico à próxima administração. Na verdade, no momento de anunciar a sua escolha, Trump elogiou Dhillon por enfrentar a Big Tech e por “processar empresas que usam políticas acordadas”.

‘Venha atrás’ dos jornalistas

Além destes nomeados, há pessoas que aconselharão Trump, como o homem mais rico do mundo, Elon Musk, e o seu amigo bilionário da tecnologia David Sacks, que apoiou Musk durante a sua aquisição do Twitter. Eles também são conhecidos por promoverem a ideia de que as vozes conservadoras estão sendo censuradas na Internet e são oponentes ferozes da ideologia liberal.

Muitos especialistas da Primeira Emenda temem que o nomeado de Trump para liderar o FBI, Kash Patel, ex-defensor público e leal a Trump, vá atrás de jornalistas de quem o governo não gosta se for confirmado. Na verdade, ele disse repetidamente que faria exatamente isso no podcast do ex-assessor de Trump, Steve Bannon. Isto também poderia ser uma questão de liberdade na Internet, porque ele poderia usar o vasto estado de vigilância do país para o fazer.

“A certa altura, é quase difícil separar os nossos direitos digitais dos nossos direitos físicos”, disse Greer.

Pode-se argumentar que as liberdades de uma pessoa na Internet são restringidas quando ela está sendo vigiada porque então ela é menos capaz de agir livremente sem medo de represálias. Isso cria uma situação em que as pessoas são mais propensas à autocensura.

Durante a primeira administração Trump, por exemplo, o governo vigiou os perfis nas redes sociais dos activistas do Black Lives Matter, levantando preocupações sobre a sua capacidade de expressar livremente as suas opiniões políticas na Internet.

Estes ataques podem ser vistos como parte daquilo que Wood chamou de “ataque mais amplo à liberdade de expressão” da administração, incluindo as ameaças de Trump, como a de Carr, de retirar as licenças de transmissão às empresas noticiosas que divulgam as notícias de formas que ele não gosta.

Não está claro se todos os nomeados de Trump serão aprovados pelo Senado quando forem votados nas próximas semanas, mas o que está claro é que muitos deles partilham ideais semelhantes e podem mudar ou limitar fundamentalmente a liberdade de expressão na Internet.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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