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Como a África Ocidental está combatendo a desinformação – DW – 11/11/2024

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Os países da África Ocidental tornaram-se alvos principais de campanhas de propaganda nas redes sociais.

Na região do Sahel, a desinformação nas redes sociais quase quadruplicou nos últimos dois anos, segundo pesquisas e estudos do Centro Africano de Estudos Estratégicos, Anistia Internacional, Repórteres Sem Fronteiras e o meio online nigeriano O Evento.

O presidente interino de Burkina Faso, Ibrahim Traore, e o presidente russo, Vladimir Putin
As relações de Moscovo com o Ocidente despencaram desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e tem procurado aumentar a sua influência em África, incluindo no Burkina Faso.Imagem: Alexander Ryumin/dpa/Tass/aliança de imagens

Rússia expande influência na África Ocidental

De acordo com o Africa Center, uma instituição académica do Departamento de Defesa dos EUA, quase 60% das campanhas são patrocinadas por países estrangeiros, muitas vezes promovendo um discurso antiocidental a favor da Rússia.

Moscou supostamente inundou o Região do Sahel com 19 campanhas desde 2018, visando principalmente Mali, Burkina Faso e Níger.

A Rússia, procurando expandir a sua influência em África, foi acusada de se mudar após a decisão juntas militares expulsaram as forças ocidentais.

“Conhecemos a atitude da Rússia em relação à UE e aos EUA”, disse Bilal Tairou, coordenador da Aliança Africana de Verificação. “Há uma onda de sentimento antiocidental, por isso a Rússia está a aproveitar este terreno fértil”.

A batalha mediática intensificou-se em 2020, pouco antes da Grupo Wagner apareceu no Mali.

Ao mesmo tempo, o Facebook encerrou três redes online influentes na sua plataforma, duas das quais estavam ligadas à Rússia.

“Você poderia ler mensagens como ‘Adeus França, bem-vinda Rússia'”, disse Dimitri Zufferey, jornalista e membro do coletivo ‘All Eyes on Wagner’.

E o país parece estar alcançando seus objetivos: “A Rússia conseguiu influenciar a opinião pública em países como Mali e Burkina Faso a seu favor, usando meios desonrosos”, segundo Zufferey.

Por que você não percebe a manipulação da mídia na Rússia

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Manipulação da opinião pública

Além da Rússia, outros atores estatais, incluindo a China e o Qatar, também estão presentes.

“Existe uma rivalidade de poder entre antigos parceiros e potenciais novos parceiros que pretendem estabelecer-se permanentemente nestes novos espaços”, disse Harouna Simbo, jornalista e analista de desinformação na região africana do Sahel.

A disseminação de informações falsas impacta diretamente os jornalistas locais, que já enfrentam forte pressão política.

As autoridades militares do Mali, do Burkina Faso e do Níger tomaram medidas para silenciar os meios de comunicação críticos “antipatrióticos”.

Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, centenas de jornalistas no Sahel estão a ser intimidados e ameaçados, com relatos de raptos e recrutamento forçado.

“Os jornalistas têm duas opções”, explicou Malick Konate, um jornalista do Mali que agora vive no exílio. “Ou para se censurarem e seguirem os limites ou para deixarem o país.”

Com a ascensão da IA, seremos capazes de confiar nas imagens?

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Campo de batalha geopolítico

Parceiros alternativos aos do Ocidente estão prontos para apresentar os seus pontos de vista e pôr em jogo o seu poder.

“A região tornou-se um campo de batalha geopolítica, inclusive na Internet”, disse Hamadou Tidiane Sy, diretor do ejicom Escola de Profissões de Jornalismo, Internet e Comunicação na capital do Senegal, Dakar, e fundador da Ouestaf. com.

Algumas campanhas são altamente sofisticadas, enquanto outras são mais fáceis de visualizar.

“Há pessoas que fazem isto por lealdade ou afecto, porque acreditam que ficar do lado da Rússia ou da China poderia libertar alguns países africanos do jugo das antigas potências coloniais”.

Uma questão importante é a velocidade com que a desinformação se espalha nas redes sociais.

“É muito fácil manipular as massas, que infelizmente são por vezes ignorantes”, disse Sy. É, portanto, extremamente importante formar jornalistas em verificação de fatos. Para que reconheçam os erros e não os espalhem.

Combater juntos a desinformação

Através do Ouestaf.com, Sy e os seus parceiros organizam debates públicos sobre questões de desinformação e trabalham com estações de rádio parceiras para educar os ouvintes sobre o tema.

“Temos que sensibilizar os cidadãos e ensinar-lhes literacia mediática”, disse o diretor da universidade, que destacou que tal como os pacifistas não conseguem eliminar as armas, a desinformação é um flagelo que provavelmente persistirá”.

Para que as autoridades possam resolver a questão, argumentou ele, devem garantir que as pessoas sejam educadas, facilitando o acesso à informação pública.

No entanto, ele permanece realista, acrescentando que por vezes os próprios políticos exploram as massas desinformadas, a fim de manipulá-las para obter ganhos políticos.

Este artigo foi publicado originalmente em alemão

Prémios PaxSahel reconhecem jornalismo de destaque no Sahel

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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