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Como cuidar da saúde em um país doente? – 19/11/2024 – Mirian Goldenberg

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Já estava com a ressonância magnética das mamas agendada havia meses quando fiquei alarmada com a notícia que li na Folha: no dia 22 de outubro, em uma clínica particular em Santos, um homem de 42 anos faleceu durante um exame de ressonância magnética. Segundo sua esposa, um médico pediu o exame na cabeça após o marido reclamar de sentir “muito sono” durante o dia.

O exame estava marcado para as 12h, mas ele só foi atendido por volta das 14h. “Demorou muito, atrasou demais. Mas ele estava tranquilo, aguardando.” Ela foi informada de que o marido estava “agitado, mas normal”, e que ele havia sido sedado para “facilitar o exame”.

Às 15h, ela observou uma movimentação incomum de pessoas entrando e saindo da sala. “Uma moça me disse que ele passou mal, mas estavam resolvendo.” Quarenta minutos depois, dois paramédicos do Samu chegaram ao local.

“Logo depois a médica saiu dizendo que meu marido tinha vindo a óbito por infarto fulminante”, disse. Não posso acusar ninguém, só quero respostas. Entrei com meu marido bem e saí com um papel na mão.”

Um laudo do Serviço de Verificação de Óbito de Santos considerou “morte suspeita”. O caso está sob investigação no 2° Distrito Policial de Santos e está previsto um laudo do Instituto Médico Legal, que pode levar até 90 dias.

Faço ressonância magnética todos os anos em função do histórico familiar: minha mãe morreu, aos 62 anos, de câncer de mama.

Na primeira vez que fiz, fiquei apavorada, não só pelo barulho assustador e por ter a sensação de que estava entrando em um túnel escuro sem fim com a cabeça e os seios enfiados em um buraco, mas por não poder me mexer e ter que respirar suavemente durante mais de 30 minutos. Depois da experiência angustiante, todas as vezes que repeti o exame tomei um Lexotan e fui acompanhada do meu marido. Ele consegue me tranquilizar repetindo como um mantra: “Vai dar tudo certo. Vai ser tudo lindo. Boa sorte.”

No dia marcado para o exame, 5 de novembro, meu marido estava trabalhando em Campos de Jordão. Pensei em cancelar, mas me lembrei do conselho do meu melhor amigo, José Guedes, de 98 anos: “Tem que ter coragem, Mirian. Coragem. Você vai, sim!”. E decidi fazer o exame.

Esperei quase três horas para ser atendida. Quando chamaram meu nome, pedi para a enfermeira me cobrir com dois cobertores porque sou muito friorenta. Depois de muito insistir, e ela recusar, eu disse que não iria conseguir ficar imóvel se sentisse muito frio. Com muita má vontade e grosseria, ela me deu um cobertor bem fininho.

Foram mais de 30 minutos sentindo frio, com a cabeça e os seios dentro de um buraco, tentando respirar suavemente sem me mexer. Só consegui porque fiquei repetindo o tempo todo: “Vai dar tudo certo. Vai ser tudo lindo. Boa sorte.”

Vinte minutos após sair do túnel barulhento, a moça tirou a agulha que inseriu na veia do meu braço direito para aplicar o contraste. Sangrou bastante e fiquei com um hematoma enorme no braço durante alguns dias.

Resumo da ópera: consegui fazer a ressonância sem tomar Lexotan, sem a presença do meu marido, e ainda com a grosseria de uma profissional da saúde sem a menor vocação para tranquilizar aqueles que têm pavor de fazer o exame. Afinal, como escreveu Guimarães Rosa, “viver é muito perigoso”. Tem que ter coragem!


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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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