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Como nos conhecemos: ‘Temos muitos amigos. Temos um jantar nu com festa na piscina uma vez por mês’ | Relacionamentos

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Lizzie Cernik

EUm 1991, Kevin morava em St Louis, Missouri, trabalhando como instrutor administrativo para o governo local e gostando de sair nos fins de semana. “Eu tinha terminado com meu ex-parceiro cerca de oito meses antes”, diz ele. “Eu não estava especialmente procurando um relacionamento, mas estava gostando de conhecer novas pessoas.”

Naquele mês de outubro, ele foi a um bar gay “de couro e Levi’s”, onde todos usavam suas roupas favoritas de couro ou jeans. “Eu usava jeans e quando cheguei todo mundo usava couro, exceto um outro cara.” Devido ao traje combinando, eles puxaram conversa no bar.

“Quando vi Kevin, gostei dele”, diz Harold. “Ele era alto e tinha um queixo muito quadrado, o que lhe dava uma aparência nervosa.” Assim como Kevin, Harold também morava e trabalhava em St Louis. “Eu era professor do ensino fundamental e definitivamente estava ansioso para encontrar um parceiro na época”, diz ele.

‘Estávamos sempre sendo convidados para festas’… Harold e Kevin

A conversa entre eles fluiu com facilidade e eles se beijaram naquela noite. Depois de trocar números de telefone, Harold deixou uma mensagem para Kevin na semana seguinte. “No nosso primeiro encontro, fomos ver Les Misérables”, diz Kevin. “Tínhamos ingressos para uma noite diferente e acidentalmente entramos na data errada. Felizmente, eles nos acomodaram de qualquer maneira e rimos disso.”

Imediatamente, Harold diz que sabia que Kevin era um goleiro. “Ele era bonito e muito sensato”, diz ele. Kevin achou Harold “muito gentil” e eles concordaram em continuar se vendo. Alguns meses depois, a mãe de Kevin morreu. “Mesmo que estivéssemos juntos há pouco tempo, Harold me apoiou muito. Ele me ouvia sempre que eu precisava conversar”, diz Kevin. “Ele estava em Kansas City com a família na época e recebemos algumas ligações de longa distância.”

As coisas ficaram sérias entre eles rapidamente e eles se mudaram juntos para um grande apartamento no verão de 1992. “Tínhamos uma vida social muito ativa e divertida”, diz Kevin. “Nenhum de nós estava trabalhando, mas havia muitos bares gays para ir no fim de semana e sempre éramos convidados para festas com amigos.”

Eles também adoravam viajar. “Visitamos muitos lugares como Nova Orleans, Washington DC, Michigan e São Francisco, além de Londres”, diz Harold. Depois de sete anos juntos, eles abriram o relacionamento e começaram a fazer sexo a três, além de novos parceiros. “Estivemos com pessoas diferentes em períodos diferentes, mas sempre fomos os principais parceiros um do outro”, diz Kevin. “Somos o número um um do outro.”

Em 2001, Harold aposentou-se do ensino e Kevin sentiu-se pronto para uma mudança depois de ficar exausto no trabalho. Eles se mudaram para a Califórnia, onde Kevin conseguiu um emprego como assistente de diretor no governo local. Alguns anos depois, ele mudou de carreira e começou a trabalhar como designer instrucional de cursos universitários, primeiro na Califórnia, depois em Santa Fé, no Novo México, e em Las Vegas, Nevada, onde permaneceram por seis anos. “Gostei de fazer amizade com todos os nossos vizinhos e me tornei babá de cachorro”, diz Harold.

Em 2015, Harold foi diagnosticado com linfoma e Kevin o apoiou durante o tratamento. “Felizmente foi curável”, diz Harold. “A quimioterapia me cansou, mas ele sempre esteve lá para mim.” Para Kevin, foi um grande choque, mas ele tentou dar o máximo de apoio emocional possível. “Na época, lembro-me de voltar do médico e chorar muito.”

No ano seguinte, eles se aposentaram em Palm Springs, Califórnia, onde existe uma comunidade gay próspera. “Temos muitos amigos aqui e participamos de alguns clubes sociais”, diz Kevin. “Também fazemos um jantar nu com festa na piscina uma vez por mês.”

Harold adora que seu parceiro esteja cheio de ótimas ideias. “Ele vai bolar um plano de viagem completo e tudo que eu faço é arrumar as malas e partir. É como ter meu próprio agente de viagens residente”, ele ri. “Aconteça o que acontecer, ele está lá para mim e eu nunca estou sozinho.”

Kevin descreve Harold como sua âncora. “Sou mais volátil do que ele e ele cuida de mim. Ele é o guardião da casa e garante que nossos talões de cheques estejam equilibrados”, diz ele. “Eu realmente o aprecio. Evoluiu para um amor calmo e confortável.”



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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