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Como se recuperar dos excessos pós-festas no climatério – 04/01/2025 – Pintando um Clima

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Susana Bragatto

Pra muita gente, as festas de fim de ano são sinônimo de celebração, mas também de excessos. Se você está no climatério, ainda por cima pode sentir que esse período maratônico deixou sua marca especial — e não pro bem, exacerbando sintomas como ansiedade, ondas de calor e dificuldades pra dormir.

Veja como o pé-na-jaca festivo pode afetar nosso equilíbrio hormonal e confira dicas pra começar 2025 cuidando da saúde climatérica com muito amour – considerando, além do mais, que vêm aí o verão, as férias, o carnaval…

Como as festas afetam o climatério?

As mudanças fisiológicas durante a perimenopausa e a menopausa podem impactar inúmeras funções vitais, do sono ao controle da temperatura corporal e o estado de ânimo.

Em tempos de festança e exageros à mesa, alguns fatores podem agravar ainda mais os desequilíbrios hormonais e sintomas relacionados. Por exemplo:

– Álcool e fogachos: pra muitas mulheres climatéricas (incluindo yo) um drinquezinho ocasional é uma delícia, mas tem um preço mais alto do que aos 20 ou 30 anos.

O álcool afeta nossos hormônios e é um vasodilatador, o que, a partir da perimenopausa, pode intensificar sintomas como fogachos e suores noturnos. Além disso, beber à noite prejudica a produção de melatonina e, por consequência, o nosso sono – outro Grande Tema de muitas climatéricas.

Finalmente, diversos estudos vêm identificando uma associação importante entre consumo de álcool, menopausa e incidência de câncer de mama – com um risco incrementado no caso de mulheres que fazem reposição hormonal.

Algumas dicas para redução de danos incluem alternar água e bebidas não-alcoólicas com o seu drinque; obviamente, se possível, não passar de 1 a 2 doses; não beber de barriga vazia; e evitar sobretudo os drinques noturnos para não prejudicar tanto o sono.

– Comidas inflamatórias e fadiga: além do álcool, o excesso de alimentos ricos em açúcar, aditivos e gordura saturada, típicos das festas, pode agravar a inflamação sistêmica do organismo, ao aumentar os níveis de certas proteínas chamadas citocinas pró-inflamatórias.

A inflamação, por sua vez, pode intensificar inúmeros quadros associáveis ao climão, de fadiga a oscilações de humor, ansiedade, dores articulares, alguns tipos de depressão, maior suscetibilidade a infecções, desequilíbrios digestivos e dificuldades cognitivas (o famoso “brain fog” ou nevoeiro cerebral).

Para minimizar o impacto desses alimentos, o ideal é mesmo moderar seu consumo e combiná-los com outros de origem vegetal, ricos em fibras e fitonutrientes que ajudam a combater a inflamação e o estresse oxidativo no organismo.

– Noitadas e sono desregulado: os horários caóticos das festas podem alterar nosso ritmo circadiano, com uma série de consequências que vão de apetite e sono desregulados a alterações hormonais, metabólicas, imunológicas, neurológicas e endocrinológicas.

Segundo Matthew Walker, neurocientista e autor de Por que nós dormimos, uma única noite ruim de sono pode afetar a produção de hormônios reguladores como a leptina, melatonina e o cortisol, e nosso corpinho pode demorar até 3 a 4 dias pra se recuperar. Receita certa pra aumento de ansiedade, mais excessos à mesa, mais inflamação, nevoeiro mental, irritabilidade e uma bola de neve de cansaço.

Para remediar noites maldormidas, Walker recomenda não tentar compensar de golpe o déficit de sono dormindo até tarde nos dias seguintes. Ao invés disso, sugere acordar e dormir à mesma hora de costume, expondo-se à luz natural até 1 hora depois de despertar, para “re-sincronizar” o relógio biológico; e evitar café e estimulantes em excesso, que podem exacerbar o desequilíbrio, deixando-os para pelo menos 1 hora depois de acordar. Além disso, movimentar-se pela manhã e manter uma regularidade nas refeições em dias off-festas pode ajudar o corpo a recuperar o ritmo normal mais rápido.

– Estresse emocional e calores: o climatério é, em si, um período de enorme estresse para o organismo, tanto físico quanto mental.

Para algumas pessoas, os encontros familiares e as preocupações e emoções do período de festas podem em si ser uma fonte de desassossego, exacerbando quadros de ansiedade, estresse e depressão.

Além disso, estudos como este apontam uma correlação entre eventos estressantes e maior incidência de sintomas vasomotores como fogachos, suores noturnos e palpitações.

Estratégias como práticas de meditação, exercício físico suave, caminhadas, exercícios de respiração e passeios ao ar livre podem ajudar a reequilibrar o sistema nervoso, fortalecendo-o para enfrentar situações adversas ou sobre-estimulantes sem desembestar a resposta de luta ou fuga, que pode nos lançar num círculo vicioso de ansiedade e irritabilidade.

***

Dicas à parte, o mais importante é sempre sentir e respeitar os próprios limites, entendendo que cada dia é uma oportunidade para fazer diferente. Eu mesma tô aqui escrevendo a minha listinha 2025, respirando fundo e dando tapinhas imaginários nas minhas costas. A auto-camaradagem é uma das ferramentas mais bacanas pra gente poder navegar esse louco período do climatério com mais doçura e compreensão. Bora juntas.. E feliz ciclo novo!



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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