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Como votou o CSNU desde o início da guerra de Israel em Gaza? | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Os EUA vetaram um projecto de resolução de cessar-fogo em Gaza; aqui estão todas as outras resoluções de Gaza que o Conselho de Segurança votou.

Os Estados Unidos têm vetou uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) apelando a um cessar-fogo “imediato, incondicional e permanente” em Gaza – a quarta vez que a administração Biden bloqueou uma resolução de cessar-fogo desde outubro passado.

Os restantes 14 membros do Conselho de Segurança votaram a favor da última resolução para pôr fim à guerra que matou mais de 44 mil palestinianos e transformou Gaza num terreno baldio.

Apenas quatro das 14 resoluções propostas ao longo dos quase 14 meses da guerra de Israel contra Gaza, já se passaram.

Como funciona a votação do CSNU?

  • O CSNU é composto por 15 membros, dos quais cinco são permanentes.
  • Os cinco membros permanentes, conhecidos como P5 – China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos – têm poder de veto.
  • Isto significa que qualquer um dos membros do P5 pode bloquear um projeto de resolução, mesmo que seja apoiado por outros.
  • Nove dos 15 membros precisam votar a favor de uma resolução para que ela seja aprovada, desde que nenhum dos P5 use o poder de veto.
  • Dez outros membros são não permanentes, eleitos para mandatos de dois anos pela Assembleia Geral da ONU. Como a guerra durou mais de 13 meses, de outubro de 2023 a novembro 2024, veja como os membros não permanentes mudaram:
  • Outubro a dezembro de 2023: Gabão, Gana, Moçambique, Emirados Árabes Unidos, Japão, Albânia, Brasil, Equador, Malta, Suíça.
  • Janeiro de 2024 até os dias atuais: Argélia, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Guiana, Equador, Malta, Suíça.

Veja como os estados membros do Conselho de Segurança votaram nas 14 resoluções propostas desde que Israel lançou sua guerra contra Gaza em 7 de outubro de 2023:

16 de outubro de 2023, projeto de resolução

  • Resultado: Não aprovado
  • Proposto por: Rússia
  • Pontos principais: Cessar-fogo humanitário em Gaza, libertação de todos os prisioneiros israelitas capturados em 7 de Outubro, acesso à ajuda humanitária e evacuação segura de civis.
  • Votos a favor: Emirados Árabes Unidos, Rússia, Moçambique, Gabão, China
  • Votos contra: EUA, Reino Unido, França, Japão
  • Abstenções: Suíça, Gana, Equador, Brasil, Albânia
  • Leia mais aqui.

18 de outubro de 2023, projeto de resolução

  • Proposto por: Brasil
  • Pontos principais: Pausas humanitárias para permitir a entrada desimpedida de ajuda em Gaza, a condenação da violência contra todos os civis e a rescisão da ordem de evacuação de Israel.
  • Votos a favor: 12 no total: China, França, Suíça, Gana, Equador, Brasil, Albânia, Moçambique, Gabão, Emirados Árabes Unidos, França, Japão
  • Abstenções: Rússia, Reino Unido
  • Vetado por: NÓS
  • Leia mais aqui.

25 de outubro de 2023, projeto de resolução

  • Proposto por: Rússia
  • Pontos principais: Israel cancela imediatamente a sua ordem de evacuação para o norte de Gaza.
  • Votos a favor: 4 no total: China, Gabão, Rússia e Emirados Árabes Unidos
  • Abstenções: Suíça, Moçambique, Malta, Japão, Gana, França, Equador, Brasil, Albânia
  • Vetado por: EUA, Reino Unido

25 de outubro de 2023, projeto de resolução

  • Proposto por: NÓS
  • Pontos principais: Pausa humanitária para permitir a entrada de ajuda em Gaza, apoiando o “direito inerente de todos os estados” à “autodefesa” e para o Hamas libertar todos os seus cativos.
  • Votos a favor: 10 no total: EUA, Reino Unido, França, Suíça, Gana, Equador, Albânia, Gabão, Malta, Japão
  • Votos contra: Emirados Árabes Unidos
  • Abstenções: Brasil, Moçambique
  • Vetado por: Rússia, China
  • Leia mais aqui.

Resolução de 15 de novembro de 2023

  • Esta foi a primeira resolução do Conselho de Segurança da ONU a ser aprovada, mais de um mês após o início da guerra.
  • Proposto por: Malta
  • Pontos principais: Pausas humanitárias urgentes e prolongadas para permitir a entrada de ajuda em Gaza e evacuações médicas, estabelecimento de corredores em toda Gaza para permitir a salvaguarda de civis, regresso de cativos israelitas.
  • Votos a favor: 12 no total: China, França, Suíça, Gana, Equador, Brasil, Albânia, Moçambique, Gabão, Malta, Emirados Árabes Unidos, Japão
  • Abstenções: EUA, Reino Unido, Rússia
  • Leia mais aqui.

8 de dezembro de 2023, projeto de resolução

  • Proposto por: Emirados Árabes Unidos
  • Pontos principais: Cessar-fogo humanitário imediato em Gaza.
  • Votos a favor: 13 no total: Rússia, China, França, Suíça, Gana, Equador, Brasil, Albânia, Moçambique, Gabão, Malta, Emirados Árabes Unidos, Japão
  • Abstenções: Reino Unido
  • Vetado por: NÓS
  • Leia mais aqui.

22 de dezembro de 2023, resolução

  • Proposto por: Emirados Árabes Unidos
  • Pontos principais: Criar as condições para uma suspensão sustentável das hostilidades, libertação de cativos e acesso irrestrito à ajuda humanitária.
  • Votos a favor: 13 no total: Reino Unido, China, França, Suíça, Gana, Equador, Brasil, Albânia, Moçambique, Gabão, Malta, Emirados Árabes Unidos, Japão
  • Abstenções: EUA, Rússia
  • Leia mais aqui.

20 de fevereiro de 2024, projeto de resolução

  • Esta foi a primeira votação de resolução desde que vários membros não permanentes foram rotacionados no CSNU.
  • Resultado: Não aprovado
  • Proposto por: Argélia
  • Pontos principais: Cessar-fogo humanitário imediato e libertação imediata e incondicional de todos os cativos.
  • Votos a favor: 13 no total: Rússia, China, França, Argélia, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Guiana, Equador, Malta, Suíça
  • Abstenções: Reino Unido
  • Vetado por: NÓS
  • Leia mais aqui.

22 de março de 2024, projeto de resolução

  • Proposto por: NÓS
  • Pontos principais: Imperativo um cessar-fogo imediato e sustentado.
  • Votos a favor: 11 no total: EUA, Reino Unido, França, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Equador, Malta, Suíça
  • Votos contra: Argélia
  • Abstenções: Guiana
  • Vetado por: Rússia, China
  • Leia mais aqui.

25 de março de 2024, resolução

  • Proposto por: Os 10 membros não permanentes do CSNU.
  • Pontos principais: Cessar-fogo imediato durante o Ramadão, conduzindo a um cessar-fogo duradouro e sustentável. Isso foi quando faltavam duas semanas para o Ramadã.
  • Votos a favor: 14 no total: Rússia, China, Reino Unido, França, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Equador, Malta, Suíça
  • Abstenções: NÓS
  • Leia mais aqui.

18 de abril de 2024, projeto de resolução

  • Proposto por: Argélia
  • Pontos principais: Para que a Palestina obtenha adesão plena à ONU.
  • Votos a favor: 12 no total: Rússia, China, França, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Equador, Malta
  • Votos contra: Emirados Árabes Unidos
  • Abstenções: Reino Unido, Suíça
  • Vetado por: NÓS
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10 de junho de 2024, resolução

  • Proposto por: NÓS
  • Pontos principais: Cessar-fogo em três fases: a primeira fase consistindo na libertação de cativos israelenses e prisioneiros palestinos durante seis semanas, a fase dois sendo o fim permanente das hostilidades e a fase três sendo um plano plurianual para o reconstrução de Gaza.
  • Votos a favor: 14 no total: EUA, China, Reino Unido, França, Argélia, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Guiana, Equador, Malta, Suíça
  • Abstenções: Rússia
  • Leia mais aqui.

20 de novembro de 2024, projeto de resolução

  • Resultado: Não aprovado
  • Proposto por: Os 10 membros eleitos do CSNU: Argélia, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Guiana, Equador, Malta, Suíça
  • Pontos principais: Cessar-fogo imediato, incondicional e permanente, para que todas as partes cumpram o direito internacional, acesso imediato à ajuda humanitária para civis em Gaza, libertação de prisioneiros israelitas em Gaza, bem como de prisioneiros palestinianos, Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para Refugiados da Palestina (UNRWA) continua a ser a espinha dorsal da assistência humanitária em Gaza.
  • Votos a favor: 14 no total: China, Reino Unido, França, Rússia, Argélia, Serra Leoa, Moçambique, Coreia do Sul, Japão, Eslovénia, Guiana, Equador, Malta, Suíça
  • Vetado por: NÓS
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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