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Comunidade indígena na AM investe energia solar e internet – 03/01/2025 – Mercado

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Eduardo Cucolo

Na pequena feira de artesanato da Comunidade Indígena Três Unidos, a pouco mais de uma hora de barco a partir de Manaus (AM) pelo rio Negro, o Pix é a principal forma de pagamento. Conseguir sinal de internet, no entanto, é um desafio.

Muitos turistas precisam buscar o wifi a poucos metros, na construção que abriga uma escola municipal. Lá, pouco mais de cem alunos, de todas as idades, parte deles vindos de comunidades próximas, contam com o sinal via satélite da Starlink.

Longe das questões políticas envolvendo o dono da empresa, Elon Musk, os moradores destacam o barateamento e a melhora do serviço. O preço da antena caiu de R$ 10 mil para R$ 2.000. A mensalidade, de R$ 2.000 para R$ 120. O dinheiro vem de parcerias com empresas e instituições —a Starlink não dá nada de graça.

A escola local oferece cursos no ensino fundamental e médio, além de formação universitária por educação à distância e cursos técnicos. Nem sempre é possível contar com um professor presencialmente, mas há equipamento para garantir vídeo aulas.

A vila de cerca de 150 habitantes da etnia Kambeba ainda depende de gerador a diesel para fornecimento de energia, pois há apenas um painel solar, usado para garantir justamente o acesso à internet.

A ampliação do uso da energia limpa é uma meta no local. Uma parceria com a empresa do Polo Industrial de Manaus Schneider Electric deve transformar a escola em um centro de formação de jovens empreendedores para construir sistemas de energia solar, por meio de curso técnico.

As parcerias também garantiram energia limpa em outras vilas locais. Do outro lado do rio Negro, nas comunidades de Tumbira e Santa Helena do Inglês, um sistema mais desenvolvido de paineis, financiado por uma empresa da Zona Franca via incentivo fiscal, permitiu construir uma fábrica de gelo fotovoltaica, utilizada, por exemplo, para armazenamento de peixes, aumentando a renda direta dos pescadores locais.

Todos esses investimentos estão ligados a uma questão fundamental: permitir que as pessoas possam estudar e trabalhar sem deixar suas comunidades. São também atividades ligadas às vocações e necessidade locais, como os cursos turismo, gastronomia, pedagogia e contabilidade para empreendedores, ministrados pelos próprios moradores ou por instituições e universidades locais.

As parcerias com a FAS (Fundação Amazônia Sustentável), por exemplo, viabilizaram os acordos para implantação da escola municipal, da internet e da energia solar em Três Unidos e os projetos do outro lado do rio.

“Isso tudo é parceria que a gente faz para que o curso venha até aqui e o nosso jovem continue aqui”, afirma Raimundo Kambeba, dono da Pousada Canto dos Pássaros, que disputa o protagonismo com uma família de Japiim (Cacicus cela), também conhecidos como xexéu.

“Com a tecnologia e a internet, temos vários jovens que se formaram através do ensino à distância”, diz Raimundo, que tem uma filha formada e outra em formação no curso de pedagogia. Ele é também diretor da escola pública local e viaja para Manaus para ministrar o curso de licenciatura intercultural indígena na Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

Os Kambeba são parte de uma etnia que chegou a ser considerada extinta, mas seus descendentes se reagruparam, recuperaram a língua, e a Funai reconheceu novamente sua existência.

Neurilene Kambeba, que está em Três Unidos desde sua fundação, há 33 anos, é dona do restaurante Sumimi. O local já teve dez funcionárias, mas cinco se tornaram professoras.

“Tivemos essa força de não ficar só dentro de casa trabalhando para os nossos filhos e maridos. Como mulher indígena, sou muito feliz por fazer parte desse empreendimento”, afirma Neurilene, em frente a uma mesa em que serve tambaqui assado e tacacá, entre outros pratos típicos da região amazônica.



Leia Mais: Folha

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Atlética do Curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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NOME DA ATLÉTICA

A. A. A. DE ENGENHARIA CIVIL – DEVASTADORA
Data de fundação: 04 de novembro de 2014

MEMBROS  DA GESTÃO ATUAL

Anderson Campos Lins
Presidente

Beatriz Rocha Evangelista
Vice-Presidente

Kamila Luany Araújo Caldera
Secretária

Nicolas Maia Assad Félix
Vice-Secretário

Déborah Chaves
Tesoureira

Jayane Vitória Furtado da Silva
Vice-Tesoureira

Mateus Souza dos Santos
Diretor de Patrimônio

Kawane Ferreira de Menezes
Vice-Diretora de Patrimônio

Ney Max Gomes Dantas
Diretor de Marketing

Ana Clésia Almeida Borges
Diretora de Marketing

Layana da Silva Dantas
Vice-Diretora de Marketing

Lucas Assis de Souza
Vice-Diretor de Marketing

Sara Emily Mesquita de Oliveira
Diretora de Esportes

Davi Silva Abejdid
Vice-Diretor de Esportes

Dâmares Peres Carneiro
Estagiária da Diretoria de Esportes

Marco Antonio dos Santos Silva
Diretor de Eventos

Cauã Pontes Mendonça
Vice-Diretor de Eventos

Kaemily de Freitas Ferreira
Diretora de Cheerleaders

Cristiele Rafaella Moura Figueiredo
Vice-Diretora Chreerleaders

Bruno Hadad Melo Dinelly
Diretor de Bateria

Maria Clara Mendonça Staff
Vice-Diretora de Bateria

CONTATO

Instagram: @devastadoraufac / @cheers.devasta
Twitter: @DevastadoraUfac
E-mail: devastaufac@gmail.com

 



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Empresa Júnior — Universidade Federal do Acre

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SOBRE A EMPRESA

Nome: Engenhare Júnior
Data de fundação: 08 de abril de 2022
Fundadores: Jefferson Morais de Oliveira, Gerline Lima do Nascimento e Lucas Gomes Ferreira

MEMBROS DA GESTÃO ATUAL

Nicole Costeira de Goés Lima
Diretora-Presidente

Déborah Chaves
Vice-Presidente

Carlos Emanoel Alcides do Nascimento
Diretor Administrativo-Financeiro

CONTATO

Telefone: (68) 9 9205-2270
E-mail: engenharejr@gmail.com
Instagram: @engenharejr
Endereço: Universidade Federal do Acre, Bloco Omar Sabino de Paula (Bloco do Curso de Engenharia Civil) – térreo, localizado na Rodovia BR 364, km 4 – Distrito Industrial – CEP: 69.920-900 – Rio Branco – Acre.



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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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