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Condenação por um ano a viver na última semana de dezembro – 21/12/2024 – Antonio Prata

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Sempre que leio sobre penas alternativas à prisão, tipo doações de cestas básicas ou trabalhos comunitários, me vêm à cabeça outras opções. Gostaria de poder afirmar que são ideias bem-intencionadas, cujo único e nobre objetivo é aliviar o sistema prisional brasileiro. Não. São ideias cruéis, crudelíssimas, que se destinam primordialmente ao íntimo, silencioso, e, quem sabe, saudável exercício de desejar mal ao próximo.

Por exemplo: um desses deputados que defendem o orçamento secreto para poder desviar dinheiro na cara dura é flagrado, oh, roubando. Eu o condenaria a ir à praia, todo dia, pela manhã. Entrar no mar. Sair do mar. Rolar na areia. Vestir terno e gravata e passar o dia indo e voltando na mesma linha de ônibus, durante todo o mês de dezembro. (A sunga molhada lixando com areia a virilha, por baixo do terno).

Às vezes, na elaboração das minhas sentenças imaginárias, tenho poderes mágicos. Eu seria capaz, diante de um crime gravíssimo, de condenar alguém a ficar vivendo por um ano na última semana de dezembro.

Nesta semana eterna ele seria o administrador do grupo de Réveillon, o responsável pela ceia de Natal da família e pelas compras da viagem do fim de ano. As compras seriam para 20 adultos e 11 crianças. Teriam que ser feitas necessariamente no dia 30 de dezembro, num atacadão na Raposo Tavares. O criminoso, evidentemente, não iria à ceia de Natal, nem à viagem de Ano-Novo. Quando desse 23:59 do dia 31 de dezembro, ele acordaria no dia 23 de dezembro, num carro, parado na fila do estacionamento do Shopping Eldorado.

Já pensei em condenar este mesmo criminoso (não sei o que ele fez, mas a julgar por minha ânsia punitiva, foi algo terrível) a ser Papai Noel durante todo o mês de dezembro no Graal de Aparecida do Norte, na Dutra, mas achei temerário deixar um delinquente de tamanha periculosidade com criancinhas no colo. Por isso o coloquei como duende responsável por distribuir as comandas.

Em casos de assédio moral ou sexual, eu condenaria a pessoa a outra praga dezembrina: o happy hour de fim de ano da firma. Ou melhor, o happy hour sem fim de ano da firma. Um happy hour eterno, todo mundo ficando cada vez mais bêbado e falando cada vez mais alto e lançando cada vez mais perdigotos. O assediador, claro, estaria tomando Brahma Zero e enquanto todos comessem provolone à milanesa, a ele seriam servidos biscoitos de arroz, light. (Uma vez, numa padaria, meu filho tava comendo esses biscoitos de arroz, devia ter uns quatro anos, uma sábia senhora me segurou pelos ombros: “O que que esse menino fez de tão grave para merecer isso?”. Eu ri, ela riu e 20 segundos depois as inocentes papilas gustativas do meu filho eram apresentadas aos poderes radioativos do Cebolitos).

Por último, mas não menos repugnante: os crimes mais graves começariam naquele esquema do croquete na praia, mas em vez de ficar passeando de ônibus o delinquente pegaria a Imigrantes sentido litoral, dia 26 de dezembro, dez da manhã, sem ar-condicionado. Ainda na marginal, o filho vomitaria. A viagem levaria meses –e aqui não se trata de feitiço, mas simplesmente da realidade para todos aqueles que se aventuram, dia 26 de dezembro, dez da manhã, neste êxodo coletivo do centro do inferno à beira do Atlântico.

Chegando à praia só choveria, faltariam cartas no baralho, o War teria ido sem tabuleiro, daí o sacripanta mergulharia no mar, rolaria na areia, vestiria uma calça de veludo, uma malha de lã, entraria no carro e daria início à volta, junto aos 3,5 milhões de inocentes que devem viajar neste fim de ano para fora da cidade de São Paulo –e tentar voltar depois.


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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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