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Congo e Ruanda dizem que negociações de paz com Angola foram canceladas – DW – 15/12/2024

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As conversações de paz entre os República Democrática do Congo e RuandaA reunião, marcada para domingo, foi cancelada inesperadamente, disse o presidente congolês.

O raro encontro presencial entre os líderes centro-africanos em Angola foi organizado para aliviar as tensões entre os dois vizinhos durante uma insurgência de quase três anos dos rebeldes do M23.

As conversações contaram com a presença do presidente Felix Tshisekedi e do presidente ruandês Paul Kagame.

Tshisekedi, que voou para Luanda, capital de Angola, para a reunião, deveria manter conversações bilaterais com o presidente angolano, João Lourenço.

Numa publicação no X, antigo Twitter, a presidência do Congo atribuiu o cancelamento à recusa da delegação ruandesa em participar.

O Presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, discursa durante a 79ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas na sede das Nações Unidas em Nova York, EUA, em 25 de setembro de 2024
O presidente da RDC, Felix Tshisekedi, acusou Ruanda de apoiar os rebeldes do M23Imagem: TIMOTHY A. CLARY/AFP/Getty Images

Congo recusou a mais recente condição de paz do Ruanda

No sábado, o Ruanda condicionou a assinatura de um acordo de paz à organização de um diálogo direto entre o Congo e os rebeldes do M23, que o Congo recusou, acrescentou a Presidência.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda confirmou que a reunião foi adiada, mas não fez mais comentários.

Desde 2021, Rebeldes M23 tomaram áreas do leste da RDC. O M23 é um dos cerca de 100 grupos armados que têm disputado uma posição no leste do Congo, rico em minerais.

O conflito na província do Kivu do Norte tem deslocou mais de 7 milhões de pessoascriando uma das maiores crises humanitárias do mundo.

Há também preocupações de que o conflito possa espalhar-se pela região dos Grandes Lagos de África, semelhante a duas guerras devastadoras entre 1996 e 2003, que custaram milhões de vidas.

Havia grandes esperanças de que a cimeira organizada pelo Presidente de Angola, João Lourenço – o mediador da União Africana no conflito – terminasse com um acordo para pôr fim aos combates.

O governo congolês e o Nações Unidas acusaram Ruanda de apoiar os rebeldes do M23, o que o governo ruandês nega.

Mas em Fevereiro, Kigali admitiu que tem tropas e sistemas de mísseis no leste do Congo para salvaguardar a sua segurança, apontando para uma acumulação de forças congolesas perto da fronteira.

Especialistas da ONU estimam que existam até 4.000 forças ruandesas no Congo, com “controlo de facto” sobre as operações do M23.

Por que a RD Congo não é o país mais rico do mundo?

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Cessar-fogo durou três meses

No início de Agosto, Angola mediou uma frágil trégua que estabilizou a situação, mas os confrontos intensificaram-se desde finais de Outubro.

Um plano de paz, acordado no mês passado, apelava ao Ruanda para desmantelar as suas forças em troca de o Congo eliminar um grupo rebelde Hutu que tinha atacado Tutsis em ambos os países.

Kagame e Tshisekedi viram-se pela última vez em Outubro, em Paris, e têm mantido o diálogo através da mediação de Angola.

A capital da província de Kivu do Norte, na RDC, Goma, está agora quase cercada pelos rebeldes do M23 e pelo exército ruandês.

Na sexta-feira, o exército do Congo acusou o M23 de matar 12 civis em várias aldeias no leste.

Um porta-voz do M23 disse à Associated Press que negou a acusação, desacreditando-a como “propaganda” do governo do Congo.

mm/jcg (AFP, AP, Reuters)



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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