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Conselho de Segurança da ONU falou sobre mísseis norte-coreanos usados ​​pela Rússia na Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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A Coreia do Norte é capaz de produzir mísseis balísticos e fornecendo-os para a Rússia para uso na Ucrânia em questão de meses, disseram pesquisadores ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU), após a descoberta de restos de mísseis norte-coreanos no campo de batalha ucraniano.

Jonah Leff, chefe do Conflict Armament Research, com sede no Reino Unido, que rastreia armas usadas em conflitos, incluindo a guerra da Rússia contra a Ucrânia, disse ao Conselho de Segurança na quarta-feira que os restos de quatro mísseis da Coreia do Norte recuperados na Ucrânia em julho e agosto incluíam um que indicava que foi produzido em 2024.

“Esta é a primeira evidência pública de que mísseis foram produzidos na Coreia do Norte e depois usados ​​na Ucrânia numa questão de meses, não de anos”, disse Leff ao conselho.

Em Junho, Leff também informou ao Conselho de Segurança que a sua organização tinha estabelecido “irrefutavelmente” que os restos de mísseis balísticos encontrados na Ucrânia no início deste ano eram de um míssil fabricado na Coreia do Norte.

O relatório sobre o uso de mísseis norte-coreanos pela Rússia na Ucrânia surgiu no momento em que Pyongyang afirmava que a sua aliança militar com a Rússia estava a revelar-se “muito eficaz” na dissuasão dos Estados Unidos e das suas “forças vassalas”.

Num comunicado divulgado pela Agência Central de Notícias da Coreia na quinta-feira, um porta-voz anônimo do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte disse que Washington e seus aliados estavam prolongando a guerra na Ucrânia e desestabilizando a situação de segurança na Europa e na Ásia-Pacífico.

A “loucura” da resposta das “forças hostis” indicava que o aumento da cooperação entre Pyongyang e Moscovo estava efectivamente a “dissuadir a extensão mal intencionada da influência dos EUA e do Ocidente”, disse o responsável.

A Rússia e a Coreia do Norte ratificaram recentemente um pacto de defesa mútua e mais de 10.000 soldados norte-coreanos foram mobilizados para ajudar a Rússia na guerra contra a Ucrânia, segundo autoridades dos EUA e da Coreia do Sul.

Nem Moscovo nem Pyongyang confirmaram a presença de tropas norte-coreanas na Rússia. A declaração de quinta-feira não fez menção ao envolvimento da Coreia do Norte na Ucrânia nem às pesadas baixas que autoridades ucranianas e norte-americanas dizem que as tropas norte-coreanas sofreram em combate na região de Kursk, na Rússia.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou na quinta-feira que o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) do país disse que pelo menos 100 soldados norte-coreanos foram mortos até agora na guerra e cerca de 1.000 ficaram feridos.

O NIS disse aos legisladores sul-coreanos numa reunião a portas fechadas que as tropas inexperientes da Coreia do Norte estavam a ser usadas pela Rússia como uma “força de assalto da linha da frente” e que estavam a sofrer baixas devido ao desconhecimento do terreno e não tinham “a capacidade de responder a ataques de drones”. ” pelas forças ucranianas.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse numa publicação nas redes sociais no fim de semana que as perdas sofridas pelas tropas norte-coreanas “já eram perceptíveis”. A Coreia do Sul, os EUA, a União Europeia e oito outros países assinaram uma declaração conjunta na segunda-feira condenando o crescente envolvimento da Coreia do Norte na guerra da Rússia na Ucrânia, que, segundo eles, constituía uma “expansão perigosa do conflito, com graves consequências para a Europa e Segurança Indo-Pacífico”.

Os EUA também manifestaram alarme na reunião do Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira de que a Rússia estava perto de aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares.

“De forma alarmante, avaliamos que a Rússia pode estar perto de aceitar o programa de armas nucleares da Coreia do Norte, revertendo o compromisso de décadas de Moscovo de desnuclearizar a Península Coreana”, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield.

“Acreditamos que Moscovo se tornará mais relutante não só em criticar o desenvolvimento de armas nucleares por parte de Pyongyang, mas também em obstruir ainda mais a aprovação de sanções ou resoluções que condenam o comportamento desestabilizador da Coreia do Norte”, disse ela.

O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, não fez referência ao programa nuclear da Coreia do Norte quando se dirigiu ao conselho. Ele defendeu a crescente cooperação entre Moscou e Pyongyang como direito soberano da Rússia.

“A cooperação russa com a RPDC… está em conformidade com o direito internacional e não o viola”, disse ele, referindo-se à Coreia do Norte pela sigla do seu nome oficial.

“Isso não é dirigido contra nenhum país terceiro. Não representa qualquer ameaça aos Estados da região ou à comunidade internacional e não temos dúvidas de que continuaremos a desenvolver essa cooperação”, acrescentou.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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