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Conselho Tarifário aprova redução de passagem de ônibus de R$ 4 para R$ 3,50 em Rio Branco

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Em meio à paralisação dos motoristas de ônibus, o Conselho Tarifário de Rio Branco aprovou, por unanimidade, na tarde desta segunda-feira (20), a redução no preço da passagem de ônibus de R$ 4 para R$ 3,50. Ao todo, 12 entidades fazem parte do conselho.

Mesmo com a aprovação do conselho, a redução ainda não está valendo, agora fica a cargo dos vereadores votarem o projeto de lei protocolado pela Superintendência de Transporte e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), no dia 2 deste mês, que autoriza a prefeitura da capital acreana a subsidiar o valor cobrado pela gratuidade, de R$ 0,50.

“Essa conta chegou porque a prefeitura assumiu o pagamento das gratuidades que são hoje em torno de R$ 0,50. A prefeitura assumindo as gratuidades, vamos reduzir a passagem. Queremos que o usuário pague apenas o que é de responsabilidade dele. Vai valer para todo mundo”, disse o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.

Bocalom disse ainda que a Câmara ainda precisa aprovar o projeto que foi enviado pela RBTrans. “A Câmara vai acabar de aprontar toda a documentação, vão ter algumas aprovações de leis. Lembrando que essa redução não é a partir de amanhã, é assim que a Câmara aprovar alguns projetos que encaminhamos e que precisam ser ajustados e, em seguida, a gente baixa a tarifa porque o conselho já aprovou por unanimidade.”

O prefeito falou ainda da possibilidade de reduzir ainda mais a passagem. A ideia é trabalhar com a desoneração dos estudantes com o estado e o município assumindo o subsídio dos estudantes.

“Além disso, temos um projeto de chegar a R$ 3. Como isso vai acontecer? É uma discussão com o governo do estado e a prefeitura para que a gente retire das costas do usuário também o pagamento das gratuidades para os alunos que estudam e que pagam apenas um real.”

O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Estado do Acre (Sindcol-AC), Aluízio Abade, disse que quem ganha diretamente com essa redução é o usuário.

“A gora depende da Câmara. Mas, não tem nada que impeça que eles [vereadores] aprovem esse projeto. Quem vai pagar é a prefeitura. Esse dinheiro quando a prefeitura paga para o usuário isso volta rápido. Essa redução vai gerar mais emprego e mais imposto.”

Antecipação da gratuidade

Abade disse que após a aprovação, o Sindicol vai pedir formalmente a antecipação da gratuidade. “Vai ser usado para pagar os funcionários que estão com salários atrasados, esse valor a prefeitura já tem em caixa. A prefeitura vai antecipar esse valor, esse dinheiro vem da gratuidade dos estudantes que não andaram esse ano por causa da pandemia”, afirmou.

O prefeito conformou que vai antecipar o dinheiro da gratuidade dos estudantes para as empresas de ônibus no valor de R$ 2,4 milhões.

“Qual é a base desses R$ 2,4 milhões? É uma antecipação da gratuidade que a gente já está se programando para liberar. A gente repassa o dinheiro e as empresas repassam para os funcionários que estão com décimo terceiro e férias atrasados e o mês de dezembro também”, acrescentou.

Motoristas de ônibus paralisam e cobram pagamento de salários atrasados em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Motoristas de ônibus paralisam e cobram pagamento de salários atrasados em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Paralisação de motoristas de ônibus

Em Rio Branco, quem precisou pegar ônibus nas primeiras horas da manhã desta segunda (20) sentiu dificuldade. É que os motoristas de uma das principais empresas de ônibus da capital resolveram paralisar as atividades em protesto por conta dos salários atrasados. A paralisação, de acordo com a categoria, deve continuar nesta terça (21).

A categoria diz que está com as férias e décimo terceiro atrasados, além dos pagamentos dos salários. Um dos motoristas, Rodrigo Luiz contou que desde janeiro os trabalhadores estão sem receber os salários. Os repasses que estavam recebendo desde então era do governo federal.

Ele informou que o governo fazia o pagamento de 70% dos salários e a empresa teria que pagar os outros 30%, mas isso nunca aconteceu. A preocupação, segundo o motorista, é que o mês passado foi o último desses repasses e não há previsão de normalização dos pagamentos por parte da empresa.

Abade, informou que ao menos 25 ônibus das empresas Via Verde de São Judas Tadeu estão funcionando nesta segunda. Segundo ele, o sindicato está em contato com a empresa para tentar buscar uma solução e o funcionamento do transporte seja normalizado.

A reportagem tentou contato com a direção da empresa Floresta, mas não obteve sucesso até última atualização desta reportagem.

CPI do transporte

A Câmara de Vereadores de Rio Branco instalou, no último dia 14, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, com escolha da presidente, vice-presidente, relator membros titulares e membros suplentes que devem comandar as investigações. O colegiado fica responsável por apurar os problemas relacionados ao transporte na capital.

A comissão terá um prazo de 180 dias para desenvolver suas atividades e fazer relatório. O pedido de abertura da CPI do transporte público foi um pedido da vereadora Michele. O requerimento foi protocolado na Câmara e aceito, por 12 votos, pelos vereadores no dia 24 de agosto.

com informações de G1Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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