ACRE
Consumo de iogurtes ajuda no tratamento de câncer, diz especialista
PUBLICADO
1 ano atrásem
Viva aos lactobacilos! Os benefícios dos probióticos, microorganismos vivos, nas terapias no combate às células cancerígenas indicam que podem aumentar a imunidade e prevenir vários efeitos colaterais. Na lista desses alimentos mais populares, estão os iogurtes enriquecidos com lactobacilos, que se tornaram excelentes aliados da saúde intestinal e do tratamento de câncer.
O mais incrível é que os lactobacilos, um tipo de probiótico, são encontrados em diversos alimentos fermentados como o iogurte, o kefir e o picles. Eles desempenham um papel fundamental na manutenção de um microbioma intestinal equilibrado, contribuindo para a digestão e a absorção de nutrientes essenciais.
E acreditem, tem mais notícias boas! Existem pesquisas em andamento sobre o transplante de lactobacilos do intestino para pessoas com câncer que utilizam imunoterapia. Essa técnica, conhecida como transplante fecal, tem o potencial de modular a microbiota intestinal de forma ainda mais eficaz, otimizando os resultados do tratamento.
Como ajuda na imunidade
O professor Fábio Cruz, de Oncologia do Centro Universitário São Camilo em São Paulo, ressalta que as pesquisas recentes reforçam que melhorar a microbiota intestinal por meio do consumo de iogurtes e lactobacilos pode otimizar o efeito da imunoterapia em pacientes oncológicos.
“O entendimento da interação entre a microbiota intestinal e a terapia contra o câncer é crucial para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais eficazes”, afirmou o especialista.
O uso de probióticos, como os lactobacilos, pode ajudar a restaurar o equilíbrio da flora intestinal, o que reduz os efeitos colaterais do tratamento, como diarreia e distúrbios gastrointestinais.
Leia mais notícia boa
Impacto na saúde digestiva
Como os lactobacilos modulam o sistema imunológico, podem ativar células, como linfócitos e macrófagos, que são essenciais na defesa do corpo contra células cancerígenas.
De força impressionante, ao reforçar a resposta imunológica, o consumo de probióticos pode potencialmente melhorar a eficácia de tratamentos como a imunoterapia, usada em alguns tipos de câncer.
“Os lactobacilos podem não ser uma cura para o câncer, mas eles desempenham um papel importante no apoio ao tratamento. Ao fortalecer o sistema imunológico e melhorar a saúde intestinal, esses microorganismos contribuem para que o paciente tolere melhor os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia”, afirmou o médico Fábio Cruz à D24AM.
Dieta especial
O consumo de alimentos ricos em probióticos deve ser orientado por profissionais de saúde. Apesar de os iogurtes e outros alimentos fermentados possam ser benéficos, é fundamental garantir que o paciente oncológico tenha uma dieta equilibrada, com a inclusão de outros nutrientes essenciais – proteínas, vitaminas e minerais.
De acordo com nutricionistas, cada caso de câncer é único, e o impacto de tratamentos e dietas pode variar de pessoa para pessoa.
Segundo eles, é importante que o consumo de iogurtes e lactobacilos seja discutido com a equipe multidisciplinar para que seja parte de um plano alimentar individualizado.
Evidências científicas
Estudo recente publicado no Journal of Clinical Oncology mostrou que o uso de probióticos durante a quimioterapia reduz significativamente a incidência de diarreia induzida pelo tratamento. Há, ainda, investigações que apontam que eles podem diminuir a inflamação sistêmica (é uma reação inflamatória aguda do organismo a uma infecção, trauma, cirurgia ou malignidade).
Os pesquisadores enfatizam que mais pesquisas são necessárias para compreender o uso dos probióticos no tratamento oncológico a longo prazo.
Diversos estudos indicam que os lactobacilos ajudam a reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos contra o câncer e aceleram a recuperação. Foto: Freepik
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
4 dias atrásem
2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
Economia e Negócios3 dias agoExplorando o novo oceano azul da América Latina: A MT Shared Power Bank acelera sua expansão no Brasil com uma “solução completa” baseada em IoT
ACRE5 dias agoFórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoUfac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoUfac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login