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Controladoria-Geral do Estado lança Manual de Auditoria Interna, marco inédito no fortalecimento e modernização da gestão pública do Acre

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Raryka Souza

A Controladoria-Geral do Estado do Acre (CGE-AC) realizou o lançamento do Manual de Auditoria Interna nesta terça-feira, 26, um marco inédito para a gestão pública estadual. O evento, ocorrido no auditório da Biblioteca Pública, contou com a presença de servidores e representantes do governo, reforçando o compromisso do Estado com a transparência, eficiência e melhoria contínua na administração pública.

Foto: Raryka Souza/CGE

Desenvolvido pela Diretoria de Auditoria e Controle (Diracon), o manual consolida orientações, conceitos e práticas adaptadas à realidade e à legislação do Acre. Como primeira publicação do tipo pela CGE-AC, o documento visa padronizar e nortear os trabalhos de auditoria no âmbito do Poder Executivo estadual, desde o planejamento até a comunicação de resultados.

Papel estratégico da auditoria interna

A auditoria é uma das quatro macrofunções do sistema de controle interno governamental, desempenhando um papel crucial na avaliação, correção e aprimoramento dos atos administrativos, contratos, programas de governo e políticas públicas. Este manual reflete a preocupação da gestão estadual em atender aos princípios basilares da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Ao estabelecer regras claras e práticas consolidadas, o manual não apenas fortalece a atuação da CGE-AC, mas também serve como referência para as unidades setoriais do governo na condução de atividades de auditoria.

“O manual representa um marco de modernização para a administração pública do Acre”, enfatizou a controladora-geral do Estado, Mayara Bandeira. Foto: Raryka Souza/CGE

Para a controladora-geral do Estado, Mayara Bandeira, o manual representa um marco de modernização para a administração pública do Acre. “Com este manual, damos mais um passo rumo à modernização das práticas de auditoria interna no Estado. Estamos consolidando métodos que promovem maior eficiência e transparência, reafirmando nosso compromisso com os avanços no controle interno. Este é um esforço conjunto que fortalece as bases de uma governança cada vez mais alinhada aos padrões de excelência e beneficia toda a sociedade”, afirma.

Melhoria contínua e impacto na gestão pública

Entre seus objetivos, o manual busca assegurar que as auditorias sejam realizadas com maior grau de eficiência, eficácia e economicidade. Suas recomendações visam não apenas identificar e corrigir falhas, mas também contribuir para o aperfeiçoamento do ambiente de controles internos e a qualidade da gestão pública no Acre.

O documento terá revisões periódicas, realizadas a cada dois anos ou conforme a evolução das melhores práticas e mudanças normativas. Essa dinâmica garante que o manual se mantenha atualizado e alinhado às demandas contemporâneas da administração pública.

Diretor de Auditoria e Controle, Marcos dos Santos Mendonça. Foto: Raryka Souza/CGE

O diretor de Auditoria e Controle, Marcos dos Santos Mendonça, afirma que o manual é um marco de grande importância para a gestão pública do Poder Executivo Estadual. “É um instrumento que tem como principal objetivo, orientar os órgãos e entidades que integram o Sistema de Controle Interno do Estado em relação à atividade de Auditoria Interna, auxiliando-os na realização de suas atividades a partir da aplicação de uma abordagem sistemática e disciplinada para avaliar e melhorar a eficácia dos processos de governança, de gerenciamento de riscos e de controles internos”, disse.

Um marco para o controle interno

O lançamento do Manual de Auditoria Interna é uma iniciativa pioneira que reforça o papel estratégico da CGE-AC no fortalecimento do controle interno e na promoção de uma gestão pública mais transparente e eficaz. A expectativa é de que o manual sirva como um guia indispensável para auditores, gestores e servidores, impulsionando a melhoria contínua no serviço público e contribuindo para uma administração estadual mais eficiente e orientada ao cidadão.

Lucas Araújo da Silva e Silva, chefe do Departamento de Controle Interno da Secretaria Estadual de Saúde do Acre. Foto: Raryka Souza/CGE

Lucas Araújo da Silva e Silva, chefe do Departamento de Controle Interno da Secretaria Estadual de Saúde do Acre, participou do evento e destacou que o Manual de Auditoria Interna traz maior segurança normativa e eficiência para os trabalhos das Controladorias Internas. “O Manual proporciona mais segurança normativa, introduzindo uma metodologia  que vai além da conformidade, isso fortalece os processos de controle interno e, promovendo maior eficácia nas auditorias, otimiza o uso de recursos públicos e contribui diretamente para uma gestão mais eficiente, trazendo benefícios significativos tanto para a administração quanto para a população”, disse.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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