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Cop29: Oferta de financiamento climático de US$ 250 bilhões do mundo rico é um insulto, dizem críticos | Cop29
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2 anos atrásem
Fiona Harvey, Patrick Greenfield, Dharna Noor and Adam Morton in Baku
Os países em desenvolvimento reagiram com raiva a uma oferta de 250 mil milhões de dólares em financiamento do mundo rico – consideravelmente menos do que exigem – para os ajudar a enfrentar a crise climática.
A oferta constava da minuta do acordo publicado na tarde de sexta-feira no Cop29 cimeira climática no Azerbaijão, onde as conversações deverão prosseguir após o prazo das 18 horas.
Juan Carlos Monterrey Gómez, o enviado climático do Panamá, disse ao Guardian: “Isto definitivamente não é suficiente. O que precisamos é de pelo menos 5 biliões de dólares por ano, mas o que pedimos é apenas 1,3 biliões de dólares. Isso representa 1% do PIB global. Isso não deveria ser demais quando se fala em salvar o planeta em que todos vivemos.”
Ele disse que 250 mil milhões de dólares divididos entre todos os países em desenvolvimento necessitados equivalem a muito pouco. “Não dá em nada quando você divide. Temos contas na casa dos milhares de milhões para pagar depois das secas e das inundações. O que diabos farão US$ 250 bilhões? Isso não nos colocará no caminho de 1,5°C. Mais como 3C.
De acordo com o novo texto do acordo, os países em desenvolvimento receberiam um total de pelo menos 1,3 biliões de dólares por ano em financiamento climático até 2035, o que está em linha com as exigências mais apresentadas antes desta conferência de duas semanas. Isso seria composto pelos 250 mil milhões de dólares provenientes dos países desenvolvidos, além de outras fontes de financiamento, incluindo o investimento privado.
As nações pobres queriam que uma parte maior do financiamento principal viesse directamente dos países ricos, de preferência sob a forma de subvenções em vez de empréstimos.
Grupos da sociedade civil criticaram a oferta, de diversas maneiras descrevendo-o como “uma piada”, “uma vergonha”, “um insulto” e o norte global “jogando pôquer com a vida das pessoas”.
Mohamed Adow, cofundador do Power Shift Africa, um grupo de reflexão, disse: “As nossas expectativas eram baixas, mas isto é uma bofetada na cara. Nenhum país em desenvolvimento cairá nesta situação. Não está claro que tipo de truque a presidência está tentando usar. Já decepcionaram a todos, mas agora irritaram e ofenderam o mundo em desenvolvimento.”
O valor de 250 mil milhões de dólares é significativamente inferior à oferta de 300 mil milhões de dólares por ano que alguns países desenvolvidos estavam a ponderar nas conversações, tanto quanto é do conhecimento do Guardian.
A oferta dos países desenvolvidos, financiada pelos seus orçamentos nacionais e pela ajuda externa, deverá constituir o núcleo interno de uma liquidação financeira “em camadas”acompanhada por uma camada intermédia de novas formas de financiamento, tais como novos impostos sobre combustíveis fósseis e atividades com elevado teor de carbono, comércio de carbono e formas “inovadoras” de financiamento; e uma camada mais externa de investimento do setor privado, em projetos como parques solares e eólicos.
Estas camadas representariam 1,3 biliões de dólares por ano, que é o montante que os economistas calcularam ser necessário em financiamento externo para os países em desenvolvimento enfrentarem a crise climática. Muitos activistas exigiram mais – números de 5 ou 7 biliões de dólares por ano foram apresentados por alguns grupos, com base nas responsabilidades históricas dos países desenvolvidos por causarem a crise climática.
após a promoção do boletim informativo
Este último texto é o segundo de uma presidência policial cada vez mais combativa. O Azerbaijão foi amplamente criticado pela sua primeiro rascunho na quinta-feira.
Haverá agora novas negociações entre os países e possivelmente uma nova ou várias novas iterações deste projecto de texto.
Avinash Persaud, ex-assessor da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e agora conselheiro do presidente do Banco Interamericano, disse: “Não há acordo para sair de Baku que não deixe um gosto ruim na boca de todos”. , mas estamos à vista de uma zona de pouso pela primeira vez no ano.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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