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Coreia do Norte dispara míssil enquanto Blinken se encontra com autoridades sul-coreanas | Notícias de política

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O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, encontra-se com o presidente em exercício da Coreia do Sul, Choi Sang-mok, em Seul.

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico para o mar ao mesmo tempo que o principal diplomata dos Estados Unidos realizava reuniões na capital sul-coreana, Seul.

Os militares da Coreia do Sul disseram que o míssil foi lançado para leste por volta do meio-dia (03:00 GMT), pouco depois do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se ter reunido com o presidente em exercício sul-coreano, Choi Sang-mok.

“Nossos militares detectaram um projétil que se presume ser um míssil balístico de alcance intermediário”, disseram os militares.

Depois que o míssil voou cerca de 1.100 km (680 milhas), antes de pousar nas águas entre a Península Coreana e o Japão, os militares disseram que Seul “reforçou a vigilância e a vigilância” para mais lançamentos.

O míssil parecia ter caído na água, segundo o Japão. Seul esteve “em estreita coordenação com os EUA e o Japão” sobre o lançamento, acrescentaram os militares do Sul.

O Ministério da Defesa do Japão disse que o míssil caiu fora da sua zona económica exclusiva e que não houve relatos de danos a navios ou aeronaves.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, à esquerda, é escoltado pelo ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Tae-yul, em Seul, Coreia do Sul (Lee Jin-man/Pool via Reuters)

Tanto Blinken como o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Tae-yul, condenaram o lançamento numa conferência de imprensa conjunta, com o principal diplomata de Washington a qualificá-lo de “outra violação de múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

O lançamento de segunda-feira foi o primeiro de Pyongyang desde 5 de novembro, quando disparou pelo menos sete mísseis balísticos de curto alcance ao largo da sua costa leste.

Patrick Fok, da Al Jazeera, reportando de Seul, disse que o momento do disparo do míssil foi “significativo” por vários motivos.

“Está acontecendo apenas algumas semanas antes da posse de Donald Trump nos EUA”, disse ele. “Isto (o lançamento de mísseis) também é importante porque a Coreia do Norte tem estado relativamente calma desde que esta crise política (a tentativa fracassada de golpe de Estado em Dezembro) se desenrolou aqui.”

Legisladores sul-coreanos no mês passado votou pelo impeachment Presidente Yoon Suk Yeol e suspendê-lo de suas funções depois que sua declaração de lei marcial em 3 de dezembro surpreendeu o país. O julgamento de impeachment de Yoon está sendo ouvido pelo Tribunal Constitucional, enquanto os investigadores sul-coreanos buscam um mandado de prisão para o ex-líder.

‘Compromisso de ferro’

O secretário de Estado dos EUA reiterou o “compromisso férreo” de Washington em defender a Coreia do Sul e conversou com o presidente em exercício Choi sobre “como ambos os lados trabalharão juntos para fortalecer ainda mais a cooperação bilateral e a cooperação trilateral com o Japão”, disse um comunicado do Departamento de Estado.

Até impor brevemente a lei marcial em 3 de dezembro, Yoon era um dos queridinhos da administração do presidente Joe Biden pelas suas políticas pró-EUA no cenário global.

Yoon encantou os EUA ao tentar virar a página de décadas de atrito com o Japão, um aliado dos EUA que também abriga milhares de soldados dos EUA.

Yoon juntou-se a Biden e ao então primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, em 2023, para uma cimeira tripartida histórica no retiro presidencial de Camp David, que incluiu a promessa de intensificar a cooperação de inteligência na Coreia do Norte.

O gabinete de Choi afirmou num comunicado que a Coreia do Sul continua comprometida com os “princípios e acordos da cimeira de Camp David”.

O presidente em exercício “afirmou que a Coreia do Sul continuará a manter as suas políticas diplomáticas e de segurança baseadas numa forte aliança Coreia-EUA e na cooperação trilateral entre a Coreia do Sul, os EUA e o Japão”.

Cooperação entre Coreia do Norte e Rússia

Blinken disse na segunda-feira que os EUA acreditam que a Rússia está expandindo a cooperação espacial com a Coreia do Norte em troca por sua tropa contribuição na luta contra a Ucrânia.

“A RPDC (Coreia do Norte) já está a receber equipamento e treino militar russo. Agora temos razões para acreditar que Moscovo pretende partilhar tecnologia avançada de espaço e satélite com Pyongyang”, disse Blinken.

Blinken disse que mais de 1.000 soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos na guerra na Ucrânia.

Além disso, Blinken disse que os EUA acreditam que a Rússia “pode estar perto” de aceitar formalmente o estatuto da Coreia do Norte como potência nuclear.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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