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Coreia do Sul vota impeachment de interino – 27/12/2024 – Mundo
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O parlamento da Coreia do Sul iniciou nesta sexta-feira a sessão para votar a destituição do presidente interino, Han Duck-soo, acusado de insurreição.
A sessão marca também o início da decisão do Tribunal Constitucional, que decidirá o destino do Presidente suspenso Yoon Suk Yeol.
A pressão para destituir o Primeiro-Ministro Han Duck-soo, que tem sido presidente interino desde a destituição de Yoon, em 14 de dezembro, lançou a bem-sucedida história democrática da Coreia do Sul em território desconhecido.
Antes da sessão parlamentar, o líder da oposição, Lee Jae-myung, disse que seu partido (Democrático), que tem maioria no parlamento, seguirá em frente com o plano de destituir o interino, acusando Han de “agir em prol da insurreição”.
“A única maneira de normalizar o país é erradicar rapidamente todas as forças de insurreição”, disse Lee em um discurso inflamado, acrescentando que o partido estava agindo em prol da ordem pública para erradicar aqueles que colocaram o país em risco.
Houve um amplo apoio público para a remoção de Yoon, segundo pesquisas de opinião realizadas após sua tentativa de declarar lei marcial.
O plano de votação para destituir Han foi revelado nesta quinta (26) pelo Partido Democrático, e tem por estopim a recusa do interino para nomear imediatamente três juízes para preencher vagas no Tribunal Constitucional, dizendo que excederia seu papel de presidente interino.
Permanece incerto quantos votos são necessários para destituir Han como líder interino. O limiar para um primeiro-ministro é uma maioria simples, enquanto é necessária uma maioria de dois terços para um presidente. Também não está claro se Han e o partido governante aceitariam qualquer resultado.
Se Han for suspenso, o Ministro das Finanças Choi Sang-mok assumirá a presidência.
A promessa de Lee de destituir Han veio minutos depois de Choi alertar que a destituição do presidente interino prejudicaria seriamente a credibilidade econômica do país e pedir aos partidos políticos que retirassem o plano.
“A economia e o sustento do povo estão em uma situação delicada sob um estado de emergência nacional e não podem suportar uma maior incerteza política que resultará de outro presidente interino assumindo a presidência interina”, disse ele.
Choi falou em nome do gabinete do país, ao lado de ministros.
O índice sul-coreano KRW=KFTC enfraqueceu para uma nova baixa de 1.486,7 por dólar nesta sexta, a maior desde março de 2009. Analistas avaliam que há pouco para reverter o sentimento negativo decorrente da incerteza política.
A votação para determinar o destino de Han ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Constitucional realizou sua primeira audiência em um caso para revisar se anulará a destituição e reintegrará Yoon ou o removerá permanentemente do cargo. O tribunal tem 180 dias para chegar a uma decisão.
Falando em nome do tribunal em uma audiência preparatória, o juiz Cheong Hyung-sik disse que a côrte agirá rapidamente no caso, considerando sua gravidade.
Na audiência que durou menos de uma hora, o tribunal marcou a próxima audiência para 3 de janeiro.
Yoon Kap-keun, um dos advogados que representam o presidente destituído, disse a jornalistas que a equipe jurídica ainda está adicionando membros e que Yoon planeja comparecer pessoalmente no futuro.
A audiência segue semanas de desafio por parte de Yoon, ignorando os pedidos do tribunal para apresentar documentos, bem como intimações por investigadores em um caso criminal separado sobre sua declaração de lei marcial.
Yoon não foi obrigado a comparecer à audiência de sexta-feira. Se ele for destituído, uma nova eleição presidencial será realizada dentro de 60 dias.
PIOR CRISE POLÍTICA EM DÉCADAS
Os eventos seguintes à declaração de lei marcial em 3 de dezembro mergulharam o país em sua mais grave crise política desde 1987, quando protestos generalizados forçaram o partido governante de ex-generais militares a aceitar uma emenda constitucional que introduziu a eleição direta e popular para eleger o presidente.
Yoon chocou o país e o mundo com um anúncio, em 3 de dezembro, de que estava impondo lei marcial para superar o impasse político e erradicar “forças antiestatais”.
O exército mobilizou forças especiais para a Assembleia Nacional, a comissão eleitoral e o escritório de um comentarista liberal do YouTube.
Também emitiu ordens proibindo a atividade do parlamento e dos partidos políticos, bem como pedindo o controle governamental da mídia.
Mas dentro de horas, 190 parlamentares desafiaram os cordões de tropas e policiais e votaram contra a ordem de Yoon. Cerca de seis horas após seu decreto inicial, Yoon revogou a ordem.
Yoon e membros seniores de sua administração também enfrentam investigações criminais por insurreição.
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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre
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23 de abril de 2026O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.
A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.
Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.
Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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