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CORONAVÍRUS

Coronavírus x gripe: qual vírus é mais mortal?

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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As duas doenças são semelhantes em muitos aspectos, mas as pessoas têm mais proteção contra a gripe sazonal.

O novo coronavírus e a gripe sazonal são semelhantes em muitos aspectos. Ambas são doenças respiratórias que se espalham através de gotículas de líquido da boca e nariz de alguém que está infectado. Ambos são contagiosos, produzem sintomas semelhantes e podem ser mortais.

Mas existem algumas grandes diferenças. Embora ambos produzam muitos dos mesmos sintomas – febre, tosse e dores musculares – e sejam particularmente difíceis para os idosos, eles vêm de duas famílias diferentes de vírus. As pessoas têm mais proteção contra a gripe porque existe uma vacina e são expostas a vírus da gripe todos os anos.

Ainda não há vacina para proteger as pessoas contra o Covid-19, a doença causada pelo novo vírus.

“Acho que o que estamos vendo com o Covid-19 é como seria a gripe sem uma vacina”, disse Neil Fishman, diretor médico do Hospital da Universidade da Pensilvânia e especialista em doenças infecciosas.d

Os cientistas ainda não estabeleceram exatamente o quão mortal ou transmissível é o novo vírus. Mas até agora o novo coronavírus parece ser mais mortal que a gripe sazonal , que mata milhares de americanos a cada estação.

Os cálculos da taxa de mortalidade para o Covid-19 variaram entre 2% e 3,4% desde que o vírus foi identificado na China em janeiro, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Essas porcentagens são derivadas dividindo o número de mortes confirmadas globalmente no número de casos confirmados.

Por outro lado, a gripe sazonal tem uma taxa de mortalidade de aproximadamente 0,1%.

A maior taxa de mortalidade do Covid-19 é um dos motivos pelo qual o bilionário filantropo da saúde global Bill Gates alertou recentemente em um artigo do New England Journal of Medicine que “o Covid-19 começou a se comportar muito como o patógeno que ocorre uma vez em um século”, escreve preocupado.

Mas os cientistas da saúde pública dizem que a taxa real de mortes é provavelmente menor do que as estimativas atuais. As autoridades de saúde dos EUA sugeriram em outro artigo do New England Journal of Medicine que a taxa de mortalidade poderia estar bem abaixo de 1%. (Outras estimativas variaram entre 1% e 2%.) Isso ocorre porque os cálculos atuais são baseados em registros de pessoas que estavam doentes o suficiente para serem testadas, eles escreveram.Surto de coronavírus testa nova estratégia de desenvolvimento de vacinas

Surto de coronavírus testa nova estratégia de desenvolvimento de vacinas. Surto de coronavírus testa nova estratégia de desenvolvimento de vacinas.
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Os cientistas que correm para encontrar uma vacina para o coronavírus Wuhan esperam que uma abordagem de ponta chamada “plataformas de resposta rápida” traga rapidamente um avanço. Jason Bellini, do WSJ, explica o que são e como funcionam. Foto: Tolga Akmen / AFP.
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Os epidemiologistas dizem que têm certeza de que há muito mais pessoas infectadas, mas não foram submetidas a um teste – porque não estavam doentes o suficiente para obter um ou não tiveram acesso a um teste. Problemas com um teste desenvolvido nos EUA significam que muitas pessoas não conseguiram fazer um.

Estudos sugerem que também há pessoas que foram infectadas, mas não apresentaram sintomas.

“Não sabemos a proporção de casos leves ou assintomáticos”, disse Marc Lipsitch, professor de epidemiologia da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan e diretor do Centro de Dinâmica de Doenças Transmissíveis, em recente teleconferência.

Além disso, a taxa de mortalidade diferiu por região e intensidade de transmissão, de acordo com um relatório de uma missão internacional à China de especialistas liderados pela OMS. Foi de 5,8% em um surto explosivo inicial em Wuhan. Mas em outras áreas menos atingidas da China, que tiveram mais tempo para se preparar para cuidar de pacientes, foi de 0,7%. A taxa na China caiu com o tempo, disse o relatório. Na Coréia do Sul, que teve mais de 7.000 casos, a taxa de mortalidade é de 0,7%.

Para calcular a “taxa de mortalidade por infecção” – significando o risco de morte de uma pessoa infectada – serão necessários estudos em larga escala para determinar quantas pessoas em uma área onde houve um surto têm anticorpos para o vírus no sangue, disse Lipsitch. . Isso mostra quantas pessoas foram infectadas, disse ele.

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Dois exames de sangue foram licenciados na China para conduzir esses estudos, de acordo com a OMS.

O novo coronavírus, chamado SARS CoV-2, infecta o trato respiratório inferior. Cerca de 80% das pessoas em uma coorte de quase 56.000 pessoas na China tinham doenças leves ou moderadas, de acordo com o relatório dos especialistas que viajaram para a China. Essas doenças começaram com febre, tosse seca, fadiga e outros sintomas semelhantes à gripe, mas às vezes incluíam falta de ar e evoluíam para uma forma leve de pneumonia, de acordo com o relatório.

Outros 13,8% ficaram gravemente doentes, necessitando de oxigênio, e 6,1% eram críticos, significando insuficiência respiratória e de órgãos, segundo o relatório. Pessoas com mais de 60 anos e pessoas com doenças subjacentes, como doenças cardiovasculares, doenças pulmonares crônicas, diabetes e câncer, estavam em maior risco, segundo o relatório.

Existem relatos contraditórios de quão transmissível é o Covid-19. A doença não parece se espalhar tão facilmente quanto a gripe, de acordo com a OMS, que descobriu que a maior parte da disseminação na China era por meio de contatos próximos como membros da família. Outra modelagem de doença sugere que o novo vírus é mais transmissível que a gripe.

Especialistas dizem que o novo coronavírus pode parecer mais transmissível que a gripe no momento, porque as pessoas têm pelo menos alguma imunidade aos vírus da gripe sazonal, já que a gripe circula todos os anos e existe uma vacina contra a gripe.

Cerca de 34 milhões de pessoas nos EUA já sofreram gripe nesta temporada, que ainda está em andamento, mas está começando a diminuir, de acordo com o último relatório sobre gripe do Centers for Disease Control and Prevention. Desses, cerca de 20.000 morreram.

As cepas de gripe mudam levemente a cada ano, e o número de mortes depende da gravidade das cepas que circulam nessa temporada, segundo o CDC. A pandemia de gripe mais grave da história recente matou dezenas de milhões de pessoas em 1918 e 1919, o que significa mais de 2,5% das pessoas infectadas, segundo a pesquisa do CDC. Por https://www.wsj.com/

ARTIGOS

Em cidade pequena tudo é pequeno, menos a língua do povo

Folha de São Paulo, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Entre boatos e fofocas, população vira fiscal de casos de coronavírus.

Interiorização da Covid-19 leva a vigilância crescente de pessoas doentes e de situações contrárias ao isolamento.

Diz o ditado que em cidade pequena tudo é pequeno, menos a língua do povo. A expressão ganha evidência em tempos do novo coronavírus, quando comportamentos outrora considerados normais, como festas, churrascos e almoços entre amigos e familiares, se tornaram ilegais ou, ao menos, moralmente reprováveis.

Pelo interior do país, a própria população se tornou fiscal das atitudes alheias: “Fulano está com Covid-19”, “Beltrano furou a quarentena” ou “Sicrano foi visto numa festa” viraram assuntos crescentes nas rodas de conversa, agora restritas às redes sociais e aplicativos de mensagens.

Com a doença se espalhando cada vez mais capilarmente por cidades pequenas, a mistura de informações verdadeiras com boatos parece destinada a crescer. Em especial em municípios onde são raros ou inexistentes os veículos de comunicação para checar os fatos e desmentir as fofocas.

Onde todo mundo se conhece, a identidade das pessoas é facilmente exposta, levando a episódios em que moradores são hostilizados pessoalmente ou nas redes sociais.

Foi o que ocorreu em Mallet, cidade de 13.630 habitantes no centro-sul do Paraná. No início de maio, quando foi registrado o primeiro caso de coronavírus no município, a identidade da pessoa contaminada, um homem de 60 anos, foi logo parar nos grupos de WhatsApp.

O homem foi acusado de ter levado a doença para a cidade após voltar de uma viagem a Minas Gerais.

Não demorou para conhecidos relatarem que o viram passeando pelo comércio local, sem máscara. A família passou a ser hostilizada depois de reunir pessoas para o aniversário do filho, ainda quando o morador não apresentava sintomas da doença.

A mulher do idoso afirmou que pessoas começaram a fiscalizar o isolamento da família. Com a comoção, ela se viu forçada a prestar esclarecimentos publicamente.

“A partir do momento em que o resultado deu positivo, por ser um local pequeno, divulgaram nosso endereço e informações da nossa família, diferente de outras cidades em que pessoas que tiveram casos confirmados tiveram dados preservados”, reclamou a mulher em entrevista a uma rádio local.

Não foi muito diferente do que ocorreu em Prudentópolis. Na cidade de 52.241 habitantes, também no centro-sul do Paraná, uma lista com os nomes de 150 convidados de uma festa clandestina realizada no sábado anterior ao Dia das Mães viralizou em mensagens.

Dias depois de participar da balada, uma jovem fez um exame em um laboratório particular e o laudo foi positivo para a Covid-19. Nas redes sociais espalhou-se a informação de que ela teria se infectado em Curitiba e levado a doença para o interior. Rapidamente, ela virou alvo de ataques e chacota dos moradores e teve que usar uma mídia social para se defender.

“As pessoas estão falando que eu levei o vírus de Curitiba para Prudentópolis, só que eu estava em Prudentópolis há um mês e meio. Eu cheguei em Curitiba segunda-feira [11] e fiz o exame quarta-feira [13]. Fui fazer os meus exames de rotina e aproveitei para fazer o exame do coronavírus. Não esperava por isso”, lamentou.

A publicação expôs ainda mais a história, mas permitiu que pessoas que tiveram contato com a jovem tomassem as devidas precauções sanitárias. Além disso, a prefeitura teve que agir, determinando o isolamento domiciliar por 14 dias para 94 moradores, que estão sendo monitorados pelas equipes de saúde. O município proibiu qualquer evento com mais de dez pessoas.

A jovem fez novo exame em um laboratório credenciado, na sexta-feira (22), e essa contraprova deu resultado negativo para a Covid-19.

Imagens de uma festa regada a bebidas alcoólicas também acabaram nas redes sociais e levaram a uma ação do Ministério Público contra um enfermeiro em Wenceslau Braz, cidade de 19.414 habitantes no norte do Paraná.

O homem, servidor do município, teve contato com uma pessoa infectada pelo novo coronavírus e recebeu notificação de isolamento domiciliar como medida preventiva.

Ele, porém, descumpriu a medida para participar da festa na casa de uma amiga. Por determinação da Justiça, ele deve manter o isolamento até o dia 24 de maio sob pena de multa de R$ 5.000.

Em Santa Cruz do Rio Pardo, cidade de 47.673 habitantes no interior de São Paulo, informações falsas sobre o estado de saúde de uma mulher internada no hospital da cidade com sintomas do novo coronavírus circularam no WhatsApp. Um áudio anônimo dava conta que ela ia morrer, mas tudo não passava de um boato.

A mulher, que é médica, realmente recebeu diagnóstico de Covid-19 na metade de março, após voltar dos Estados Unidos com o marido, também médico, mas seu quadro não era grave. Assim que se recuperou da doença, ela gravou um áudio para desmentir as fofocas.

Apesar de reconhecer que o caso tomou uma proporção não justificada, o secretário de comunicação local, Cláudio Antonioli, avaliou como “interessante a participação da população” em fiscalizar. “Mas aqui é mais denúncia de aglomeração, de comércio aberto. Isso o pessoal tem denunciado mais do que as próprias pessoas com o vírus”, contou.

Na sutil linha que divide privacidade e interesse público, o Ministério Público Federal do Acre se manifestou a favor da exposição em redes sociais de pessoas que promovem festas, reuniões e descumprem isolamento social.

O ato de denunciar ou expor pessoas “é protegido pelo dever republicano inerente a todos os cidadãos e pelo direito à liberdade de expressão”, afirmou o procurador Lucas Costa Almeida Dias. Por Katna Baran.

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Acrelândia

Bebê de 6 meses chega em hospital no AC com febre e é internado após exame confirmar Covid-19

G1, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Médico diz que criança também tinha dificuldade em respirar e diarreia. Nesta sexta-feira (29), criança apresentou melhoras, segundo o hospital.

Capa: Ao chegar com febre e dificuldade de respirar em hospital no AC, bebê de 6 meses é internado com Covid-19 — Foto: Arquivo pessoal. 

A Unidade Mista de Saúde de Acrelândia registrou, nesta quinta-feira (28), a internação de um bebê de 6 meses que testou positivo para Covid-19. O diretor clínico do hospital, o médico Rafael Lemos, contou que a criança estava com febre, dificuldade de respirar, sem apetite e ainda com diarreia.

É um menino de 6 meses, que testou positivo para Covid-19 no teste rápido. Fizemos na mãe também, que deu negativo. Investigamos, mas, infelizmente, não conseguimos identificar o laço dessa infecção”, disse.

Um dia após ter dado entrada no hospital, a criança já apresenta melhoras, segundo o médico.

A criança chegou com febre, tosse, desconforto respiratório, falta de apetite, anemia e diarreia. Suspeitamos do caso e fizemos logo o teste. Mas hoje [sexta, 29], a criança está melhor, mamando e o padrão respiratório também melhorou. Estamos tomando todos os cuidados e, por ser uma criança carente, tem recebido bastante doações também”, explicou.

A criança está acompanhada da mãe que tem apenas 16 anos. Com pouco mais de 150 casos positivos e um óbito, Acrelândia é o município com a maior taxa da doença proporcionalmente.

Além da unidade mista de atendimento, as unidades de saúde da família também estão atendendo os casos leves da doença e fazendo testes rápidos em quem apresentar os sintomas.

Temos visto que o teste rápido tem evoluído bastante, mas mostra a responsabilidade porque a gente vem testando de forma indiscriminada todos os pacientes. Isso permite isolar e interromper a cadeia de transmissão. Estamos tratando os pacientes nessa unidade, que falta um pouco de recurso, mas não falta amor e cuidado”, diz o diretor ao se referir sobre o atendimento na unidade mista de saúde.

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