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Corpo de Bombeiros realiza trabalho preventivo durante o Carnaval da Família

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Fhaidy Acosta

A atuação estratégica e contínua do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC) durante o período de Carnaval envolveu todo o efetivo da cooperação. De acordo com o comandante do CBMAC, cel. Charles Santos, todo o planejamento foi elaborado com 30 dias de antecedência, levando em consideração o atual cenário de risco para alagamentos, enxurradas e inundações em diversas regiões do Estado, considerando que 2024, do total de 22 municípios, 19 foram afetados pelas enchentes.

Corpo de Bombeiros na operação carnaval, está distribuído nos três batalhões e com efetivo no carnaval da família, com oito militares, distribuídos no local, sendo: um de prevenção no palco, outras duas duplas de socorristas, e motoristas que ficam na altura de incêndio e salvamento. Foto: Neto Lucena/Secom

“Durante os dias de festividade, nossas equipes permanecem atentas e atuam de maneira integrada com os demais órgãos do Sistema de Segurança Pública (SISP) e nos locais onde Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) não está presente, estamos realizando o atendimento, reforçando a proteção dos foliões e assegurando um ambiente seguro para todos. Nosso trabalho preventivo abrange o Atendimento Pré-Hospitalar (APH), o combate a incêndios e a fiscalização de edificações, com vistorias realizadas antecipadamente para garantir que todos os espaços estejam seguros para o público”, pontuou o comandante do CBMAC.

Bombeiros orientam ambulantes e microempreendedores no Carnaval da Família. Foto: Neto Lucena/Secom

Sobre a averiguação e atuação diária das equipes dentro da Praça da Revolução, local em que ocorre o Carnaval da Família 2025 que este ano é promovido pelo governo do Acre, Prefeitura de Rio Branco e Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), o capitão do CBMAC, Roger Santos, explicou que: “O intuito dos Bombeiros no carnaval é fazer ações de prevenção, onde a gente conversa com os donos de restaurantes, os ambulantes, para verificar se eles sabem usar o extintor e o que fazer diante de uma ocorrência de incêndio ou acidente elétrico. Para além disso, a gente assegura que os preventivos do local estão em dia com os extintores, rotas de saída e os batalhões”.

Com relação as orientações passadas aos microempreendedores durante o Carnaval, o capitão Santos explicou: “Estamos abordando antes do público realmente chegar e é uma conversa muito informativa para verificar se eles sabem o que fazer diante de alguma situação como choque elétrico ou princípio de incêndio. Caso eles não saibam, a gente faz a demonstração de como funciona o tintor ou medidas paliativas, como usar um lençol ou um pano úmido em cima do foco de calor, então é uma atividade preventiva que vem surtindo efeito”, destacou.

Anualmente o microempreendedor Saulo Gonçalves participar com a venda de bebidas no carnaval. Foto: Neto Lucena/Secom

O microempreendedor Saulo Gonçalves, conta que anualmente participa do Carnaval com a venda de bebidas e perguntado sobre o trabalho preventivo do Corpo de Bombeiros, ele ressalta: “Para nós é ótimo essas orientações, às vezes a pessoa não sabe, utilizar o extintor e com a orientação deles fica melhor para nós, pois, caso aconteça um acidente assim, as pessoas já sabem como agir”, declarou.

Preparativos para o Carnaval

O Corpo Bombeiros, para além da guarnição que está no Carnaval da Família, ele permanece com os trabalhos dos batalhões, no qual atendeu também o bloco ‘Vai quem quer’ que ocorreu no último domingo no bairro Tucumã em Rio Branco.

Mesmo diante desse desafio, estruturamos uma operação extraordinária que garante tanto a segurança da população nos eventos quanto a continuidade das nossas missões em todo o Acre. Estamos atuando com presença efetiva nas unidades operacionais de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Xapuri, Sena Madureira, Brasiléia, Epitaciolândia, Feijó e Tarauacá, cobrindo todas as localidades onde ocorrem os eventos de Carnaval, atendendo também a solicitação Mâncio Lima”, acrescento o Cel. Santos.

Ações do CBMAC em todo o estado

O comandante Charles Santos relata que a missão vai além dos eventos urbanos. O CBMAC  segue prestando atendimento em todo o estado, inclusive em áreas de difícil acesso. “Nas últimas 48 horas, foi realizado operação com atendimento em locais de difícil acesso, sem a possibilidade de tráfego de ambulância ou pick up , o CBMAC acessou de quadriciclo para salvar vítimas de disparo de arma de fogo , parturiente, entre outras eventos no interior do Estado. Nos últimos dias, também realizamos operações de resgate em áreas alagadas, buscas por pessoas desaparecidas, atendimentos pré-hospitalares e mergulhos operacionais em rios e igarapés, garantindo socorro imediato a quem mais precisa, muitas vezes em locais de extrema complexidade.  Cada ocorrência reforça nosso compromisso com a vida e a segurança dos acreanos. Além disso, já temos nosso Plano de Operação de Resposta a Desastres totalmente preparado e em prontidão, caso seja necessária uma resposta imediata a possíveis enxurradas ou inundações”, finalizou Charles Santos.

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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