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Crescente cooperação entre o Irã e o Afeganistão – DW – 30/01/2025

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No início deste mês, um ministro das Relações Exteriores do Irã viajou para o Afeganistão pela primeira vez desde que o Taliban assumiu o poder em agosto de 2021. Segundo as autoridades iranianas, o objetivo das visitas de um dia de Abbas Araghchi à capital afegão Kabul era manter conversas diplomáticas sobre o tensões nos dois países ‘ Fronteira compartilhada, que tem cerca de 950 quilômetros (Ca. 590 milhas) de comprimentoa situação dos refugiados afegãos no Irã e o Uso de recursos hídricos no rio Helmandque flui do Afeganistão para o Irã.

Embora o Irã ainda não tenha reconhecido oficialmente o governo do Taliban, ele mantém relações diplomáticas com o Afeganistão. A embaixada iraniana em Cabul está aberta, assim como a embaixada de Wheafghan na capital iraniana Teerã.

Como migração Do Afeganistão ao Irã aumentou, Teerã tem procurado cooperar mais com o Taliban em aceitação. O Irã está atualmente deportando até 3.000 refugiados um dia de volta ao Afeganistão.

Mulheres e crianças na fronteira entre o Afeganistão e o Irã
O Irã está atualmente deportando milhares de afegãos por diaImagem: Mohsen Karimi/AFP

Medo de retornar ao Taliban Afeganistão

“Os afegãos estão sendo presos aleatoriamente, às vezes espancados e depois deportados”, disse Marzia Rahimi, um afegão que fugiu para o Irã com sua família há dois anos, DW. “Sou jornalista e trabalhei na profissão por 10 anos. Quando o Taliban voltou, fiquei desempregado. Minha vida foi subitamente virada de cabeça para baixo. Eu tinha medo de mim e de minha família. Então, as escolas secundárias foram banidas para meninas do Sexta série em diante.

Rahimi atualmente não tem documentos: ela não se registrou como refugiada por medo de ser deportada. Ela teria que ir ao Bureau para alienígenas e assuntos de imigrantes estrangeiros para solicitar asilo, mas estava relutante: “Quem tenta fazer uma aplicação é tratada de maneira muito mal e arrogante, até insultada. Quase não tem chance de ser aceito. “

Não está claro exatamente quantos cidadãos afegãos, que estão fugindo da Guerra Civil, da pobreza e agora o Taliban há 40 anos, estão atualmente morando no Irã. Mas o Agência de Refugiados das Nações Unidas (ACNUR) estima que seu número seja de cerca de 3 milhões. Cerca de 750.000 deles são oficialmente registrados como refugiados e cerca de 500.000 são imigrantes com licenças de residência de curto prazo e/ou permissões de trabalho restritas.

Muitos outros não têm papéis e estão no Irã ilegalmente. Eles são frequentemente explorados, trabalhando para salários muito baixos em canteiros de obras ou em empresas nos arredores das grandes cidades, por exemplo.

Beethovenfest oferece uma plataforma para o Afeganistão e o Irã

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Retórica anti-refugiada no Irã

Amir Saeed Iavani, embaixador do Irã e representante permanente nas Nações Unidas, afirmou em dezembro que havia “mais de 6 milhões de afegãos no Irã” e que isso causou uma pressão sobre os recursos limitados do país. Ele reclamou que o custo anual para Irã foi superior a US $ 10 bilhões (9,6 bilhões de euros) e que não houve apoio suficiente da comunidade internacional.

A sociedade iraniana geralmente não é particularmente favorável aos afegãos. Existem postagens quase diárias nas redes sociais, bem como relatórios na mídia tradicional, sobre supostos “refugiados criminosos” ou o suposto fardo que eles colocam no sistema de saúde. Os refugiados são responsabilizados pela escassez de alimentos subsidiados, como o pão.

Mas durante anos o Irã sofreu de uma crise econômica em andamento que foi exacerbada por má administração, corrupção e sanções internacionais.

Marzia Rahimi e sua família não recebem apoio do estado iraniano. Eles encontraram empregos mal pagos para se alimentar.

“Estamos comprometidos com os afegãos no Irã”, disse a DW Abdul Rahman Rashid, ministro afegão de refugiados e repatriamento. “Os refugiados que possuem documentos válidos devem ter acesso à educação e oportunidades de trabalhar legalmente no Irã. Comunicamos isso às autoridades iranianas. Apoiamos os retornados que vêm ao Afeganistão”.

Afeganistão não está preparado para o retorno dos refugiados

Não se sabe quais recursos existem para esse suporte. Jan Egeland, secretário geral do Conselho de Refugiados Noruegueses (NRC), um humanitário independente organização ajudando as pessoas forçadas a fugir e Uma das poucas ONGs internacionais ainda ativas no Afeganistãoalertou que o Afeganistão não está preparado para o retorno dos numerosos refugiados do Irã, e também Paquistão.

Em resposta a uma investigação da DW, o Conselho de Refugiados Norueguês escreveu que em uma visita a Afeganistão Jan Egeland conheceu famílias com crianças pequenas que haviam retornado ao país do Irã sem saber como sobreviveriam. Ele disse que a insegurança econômica e a falta de oportunidades de emprego eram as maiores preocupações para muitos dos que haviam retornado e não sabiam o que o futuro mantinha.

O NRC também disse que os refugiados com documentos válidos também não estavam seguros no Irã, explicando que alguns já haviam sido deportados e outros haviam sido deixados em antecipação de serem deportados. Acrescentou que muitas crianças nascidas no Irã estavam “retornando” a um país que não conheciam.

Este artigo foi originalmente escrito em alemão.



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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