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Criminosos que fizeram arrastão e mataram pastor usavam fardas do Exército
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Moradores do Ramal Macarajuba, localizado no quilômetro 68 da estrada Transacreana, viveram momentos de verdadeiro horror nas mãos de criminosos violentos nessa sexta-feira (9). O ac24horas apurou que a ação foi calculada nos mínimos detalhes pelos bandidos. Ainda na quinta-feira, 8, eles levaram um carro até o ramal para ser usado no dia seguinte e transportar os pertences roubados dos produtores rurais.
Vestidos com fardas do exército e fortemente armados, os bandidos não se contentaram em fazer apenas um roubo. Saíram de colônia em colônia promovendo um arrastão do que viam pela frente e fazendo os moradores de reféns. Todos, quase 30 pessoas, foram levados para uma única propriedade, onde ficaram sendo ameaçados. Um dos reféns chegou a levar um tiro no pé.
A ação criminosa resultou em um arrastão em diversas propriedades rurais e acabou com a morte do pastor evangélico Raimundo Araújo da Costa, 62 anos. Um morador que estava chegando em casa viu a ação dos bandidos e conseguiu ligar para a polícia, quando os bandidos começaram a vasculhar as propriedades, até encontrar onde estavam os reféns. Por causa do barulho das viaturas, os bandidos fugiram para o matagal.
A polícia conseguiu prender o homem que foi responsável por levar os bandidos e trazer para Rio Branco os objetos roubados dos produtores, como espingardas, roçadeiras, celulares, valores em espécie, 3 motocicletas, roupas, gerador de luz, rifle de pressão e eletrodomésticos.
Um suspeito identificado como Rafael Nascimento de Miranda confessou participação e levou os policiais até o local onde os objetos estavam sendo levados, para um beco no Bairro Caladinho. Apenas uma das motocicletas foi recuperada no Mercado da Semsur, na região da Sobral.
Apesar dos policiais terem passado quase toda noite dentro da mata, os criminosos não foram encontrados. Na sexta-feira, 9, os bandidos voltaram a cometer assaltos na região. O pastor evangélico Raimundo Araújo da Costa tentou fugir quando ia chegando em sua residência e viu a ação dos bandidos, mas acabou sendo assassinado.
Moradores da localidade ainda tentaram promover o linchamento do acusado de transportador os bandidos, mas foram contidos pela guarnição da Polícia Militar.
Falta de viaturas ocasionou demora no atendimento da ocorrência
De acordo com o relato de um policial, os militares demoraram a atender a ocorrência por falta de viaturas. “A verdade é que não estamos tendo viaturas suficientes. Elas estão indo para o concerto, mas não estão saindo por falta de pagamento. Não há uma viatura exclusiva para atendimento da Transacreana, prometeram uma base comunitária no local e até hoje não foi instalada”, afirma.
No boletim de ocorrência registrado, os policiais admitem que não possuíam rádios comunicadores para comunicação com os outros PMs que ficaram na entrada do ramal.
Durante todo este sábado, policiais militares continuam fazendo buscas na região da transacreana com apoio do helicóptero do Estadao.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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