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Crise no Oriente Médio ao vivo: líder rebelde pede aos sírios que saiam às ruas para celebrar a ‘revolução’ | Síria

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Principais eventos

Turquia reabrirá sua embaixada na Síria

A Turquia encarregou um encarregado de negócios temporário de reabrir a sua embaixada em Síriade acordo com a agência estatal Anadolu.

A Embaixada da Turquia em Damasco suspendeu as operações em 2012 devido a preocupações com a escalada dos problemas de segurança durante a guerra civil síria.

A Associated Press falou com Travis Timmerman, o cidadão americano encontrado esta semana nos subúrbios de Damasco e que disse ter sido detido sete meses antes, depois de entrar no país a pé durante uma peregrinação cristã.

Falando num quarto de hotel em Damasco, Timmerman descreveu a sua libertação como uma “bênção”.

Ele disse que estava entre os milhares de pessoas libertadas das extensas prisões militares da Síria esta semana. Ele foi libertado pelos “libertadores que entraram na prisão e derrubaram a porta (de sua cela) com um martelo”, disse ele.

Ele disse que havia mulheres nas celas acima dele e que ele as ouvia regularmente cantando e ensinando seus filhos. Ele também ouviu alguns dos homens sendo espancados regularmente. “Nunca fui espancado”, disse ele.

O jovem de 29 anos não parecia ressentido com o tempo que passou preso. “É um momento de consolo e você pode meditar sobre sua vida”, disse ele à AP. “Foi bom para mim.”

Aqui estão as últimas fotos de Síria dos fios:

Uma criança exibe o símbolo da paz antes das primeiras orações de sexta-feira na mesquita Umayyad, em Damasco, desde a derrubada de Bashar al-Assad. Fotografia: Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Um combatente do órgão governante sírio está com uma arma e uma flor na mesquita Umayyad, em Damasco, no dia das orações da primeira sexta-feira após a derrubada de Bashar al-Assad. Fotografia: Ammar Awad/Reuters
Pessoas agitando bandeiras antes das primeiras orações de sexta-feira na mesquita Umayyad, em Damasco, após a derrubada de Bashar al-Assad. Fotografia: Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Líder rebelde pede aos sírios que celebrem nas ruas na sexta-feira

O líder dos rebeldes islâmicos que tomaram o poder em Síria na semana passada apelou às pessoas para saírem às ruas para celebrar o que descreveu como “a vitória da revolução abençoada” na sexta-feira.

Numa mensagem de vídeo partilhada no Telegram, Abu Mohammed al-Jolani, líder do grupo Hayat Tahrir al-Sham, que agora usa o seu nome verdadeiro Ahmed al-Sharaa, apelou às pessoas para “saírem às ruas para expressar a sua alegria”. ”.

O seu apelo surge antes das primeiras orações de sexta-feira desde que a nova liderança da Síria assumiu o controlo. Durante os primeiros dias da revolta na Síria em 2011, os manifestantes normalmente reuniam-se após as orações de sexta-feira.

Ele deve comparecer às orações de sexta-feira na famosa mesquita omíada de Damasco.

Resumo de abertura

Olá, bem-vindo à nossa cobertura ao vivo de eventos em Síria e em todo o Oriente Médio. É um pouco depois do meio-dia em Damasco. Aqui estão os principais desenvolvimentos:

  • O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, encerra visita à Turquia como parte de um esforço mais amplo para reunir apoio em todo o Médio Oriente para uma transição política pacífica na Síria. A administração dos EUA teme que um vazio de poder na Síria possa agravar as tensões na região, já agravadas por múltiplos conflitos, e criar condições para que o grupo Estado Islâmico recupere território e influência.

  • Blinken disse na sexta-feira que há um amplo acordo sobre o que a Turquia e os EUA gostariam de ver na Síria seguintes preocupações sobre os interesses concorrentes dos dois aliados da NATO na Síria, uma vez que a Turquia tem como alvo um grupo curdo apoiado pelos EUA, considerado fundamental para conter os extremistas.

  • Blinken também disse ter visto “sinais encorajadores” de progresso em direção a um cessar-fogo em Gaza e instou a Turquia a usar a sua influência para encorajar o Hamas a aceitar. “Discutimos Gaza e discutimos, creio, a oportunidade… de estabelecer um cessar-fogo. E o que vimos nas últimas semanas são sinais mais encorajadores de que isso é possível”, disse Blinken aos repórteres.

  • Os líderes do G7 deverão reunir-se virtualmente na tarde de sexta-feira para discutir a Síria. Os líderes disseram que estão preparados para apoiar uma transição para um governo “inclusivo e não sectário” e enfatizaram “a importância de responsabilizar o regime de Assad pelos seus crimes”.

  • A Rússia também teria estabelecido contato direto com o comitê político do grupo rebelde islâmico da Síria, Hayat Tahrir al-Sham, segundo a agência de notícias Interfax, que citou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov. Em comentários aos repórteres, Bogdanov teria dito que Moscovo pretende manter as suas bases militares na Síria.

  • O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou aos militares “preparar-se para permanecer” durante todo o inverno na zona tampão patrulhada pela ONU entre as forças israelenses e sírias nas estratégicas Colinas de Golã. Israel tomou a zona desmilitarizada no domingo, horas depois de os rebeldes sírios terem deposto Bashar al-Assad.

  • Nos EUA, um antigo oficial militar sírio que supervisionava uma prisão onde ocorreram alegados abusos dos direitos humanos foi acusado por um grande júri federal com várias acusações de tortura e conspiração para cometer um crime. Samir Ousman al-Sheikh, que supervisionou a infame prisão de Adra, na Síria, de 2005 a 2008, sob o recentemente deposto presidente Bashar Assad, foi preso em Julho sob acusações de fraude de vistos.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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