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Datafolha: 69% preferem a democracia; eram 79% em 2022 – 18/12/2024 – Poder

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Igor Gielow

O apoio à democracia como melhor forma de governo segue amplamente majoritário no Brasil, com 69% dos entrevistados pelo Datafolha defendendo a posição. Nos últimos dois anos, contudo, esse índice vem caindo.

Em outubro de 2022, 79% diziam que a democracia era o melhor para o país, o maior índice da série histórica iniciada em 1989, ano da primeira eleição presidencial direta depois do fim da ditadura militar que governou o país de 1964 a 1985.

Naquele ano, 5% afirmavam que um regime ditatorial é aceitável sob certas circunstâncias, número que agora é de 8%, uma oscilação positiva dentro da margem de erro de dois pontos percentuais dos levantamentos. Já aqueles que se posicionam como indiferentes à forma de governo subiram de 11% para 17% —o topo na série foi em junho de 2000, com 29%.

Até aqui, o recorde de apoio à opção ditatorial havia ocorrido em setembro de 1992, em meio à turbulência do processo de impeachment que levaria à renúncia do eleito em 1989, Fernando Collor, abatido por acusações de corrupção.

Com a democracia ainda em teste, houve a associação entre o fracasso do governo com o de sua forma para essa expressiva fatia da sociedade. Aos poucos, o cenário foi mudando, com vaivéns ao longo dos anos.

Os níveis mais baixos nesse segmento e mais altos entre os que apoiam a democracia se estabilizaram durante os anos de Jair Bolsonaro (PL), um apologista de 1964 que está indiciado sob acusação de tentar um golpe para ficar no poder.

No cargo, ele relativizou alguns pilares democráticos e atacou outros, como o sistema eleitoral —pelo que foi julgado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2030. A resposta da sociedade civil, sugerida pelas pesquisas e vista em manifestações diversas, foi o reforço na fé democrática que ora vê uma perda relativa de fôlego.

Não souberam dizer o que pensam nesta pesquisa, realizada nos dias 12 e 13 de dezembro com 2.002 eleitores em 113 municípios, 6% dos ouvidos.

Em termos de estratos da amostra populacional do Datafolha, homens apoiam mais a democracia (74%) do que mulheres (64%). Esposam essa posição mais pessoas com nível superior (87%) do que os menos instruídos (56%), assim como os mais ricos (80% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos mensais) do que os mais pobres (61% daqueles que têm renda de até 2 mínimos).

Apesar da polarização vigente, não há diferenças estatisticamente relevantes na opinião sobre a democracia entre quem se declara bolsonarista e que se declara petista.

O Datafolha também quis saber se o brasileiro acredita na chance da volta da ditadura. Para 52%, não há essa possibilidade, enquanto 21% creem haver uma pequena margem para isso e 21%, uma grande possibilidade.

Os índices são similares ao do levantamento mais recente, de março deste ano. Novamente, os recortes socioeconômicos repetem em resultado as tendências apontadas na questão sobre a preferência de forma de governo.

Por outro lado, o levantamento mostra que uma grande maioria de 68% acredita que houve risco de golpe no momento que está sendo apurado pela PF, os meses entre a derrota de Bolsonaro para Lula (PT) no segundo turno de 2022 e a posse do petista para o terceiro mandato.

Para 43%, o risco foi grande, enquanto 17% viram um perigo médio e 8%, pequeno. Já 25% não acreditam que tenha havido a possibilidade e 7%, não souberam responder.



Leia Mais: Folha

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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