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Dawkins erra de novo ao elogiar Musk – 17/11/2024 – Marcelo Leite

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Richard Dawkins, biólogo que já instigou a comunidade científica com a teoria do gene egoísta, pilar da sociobiologia, perdeu outra oportunidade de ficar quieto. Não pega bem um intelectual do seu calibre fazer elogio rasgado a Elon Musk, estrela obscurantista do governo Trump 2.

Foi na rede social X (ex-Twitter), aliás de propriedade do dono da Tesla e da Space X, a pessoa mais rica da Terra. Dawkins escreveu ali ter esperança no fato de Musk não ser “um homem mendaz, malevolente, transparentemente mau e ainda por cima estúpido” como Trump.

O leitor que segure o jornal, celular ou tablet, diante de tanta ingenuidade: “Ele [Musk] é altamente inteligente e, diametralmente em oposição a Trump, tem no coração o bem-estar do mundo”.

Só se for em Marte, planeta para o qual ele planeja escafeder-se com outros pós-illuminati quanto a Terra for para o saco. No Departamento de Eficiência Governamental, Musk tocará o terror entre funcionários que defenderam o bastião do “deep state” contra maluquices de Trump no primeiro mandato.


Carole Cadwalladr, do jornal Guardian, usou o termo “broligarquia” para designar a clique de tecnobróders como Musk, Peter Thiel e Jeff Bezos. A turma que se bandeou para o agente laranja da direita incivilizada republicana.

Vão lucrar com o rebaixamento do Estado à gestão empresarial. Musk ficou US$ 70 bilhões (R$ 400 bi) mais rico com a reeleição de Trump.

Nem tudo são trevas, porém, no futuro desenhado pelos luminares do silício. Melhor dizendo, a metáfora de luzes e sombras não se presta mais a ilustrar o que se prefigura para a massa de desancorados e desesperados eleitores do apresentador que demitia aprendizes perante milhões grudados à tela da TV.

A saúde mental em deterioração não poderia deixar de aparecer no radar dos comandantes da uberização do trabalho e da antissocialização pelas redes, agora turbinadas pela inteligência artificial. Os mesmos capitalistas que lucram com elas também querem ganhar com a mitigação psicodélica da miséria existencial.

Um sintoma da abertura de conservadores para drogas alteradoras da consciência veio com a proliferação do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) entre veteranos das guerras que os EUA provocam. Centenas de milhares padecem com o distúrbio, e duas dezenas se suicidam a cada dia.

Terapias e medicamentos disponíveis não dão bons resultados para muitos ex-combatentes. Há 25 anos não surgem novos tratamentos. As esperanças se voltaram para o psicodélico MDMA (ecstasy) como apoio à psicoterapia, mas a inovação foi rejeitada pela agência FDA em agosto.

A decisão do órgão de governo causou revolta à esquerda e à direita, de ex-hippies e neoxamãs a veteranos de guerra e políticos de direita. Um dos críticos, Robert Kennedy Jr, vai assumir o Departamento de Saúde dos EUA.

O advogado ambientalista de família ilustre costuma ser lembrado por lançar dúvidas sobre segurança de vacinas. Mas ele também já criticou a FDA por “suprimir” psicodélicos como os usados por Musk e fomentados por Thiel.

Joe Rogan, do podcast pró-Trump, perguntou ao ateu Dawkins, em 2019, se ele tinha experimentado psicodélicos. Não, respondeu. Quem sabe agora, com sua fé inquebrantável em Musk?


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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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Doc Autismo-Do Luto à Luta (2).jpg

O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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