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Decisão de Dino pressiona PEC de pagamento de emendas – 23/12/2024 – Painel
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1 ano atrásem
Victoria Azevedo
A nova decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de paralisar o pagamento de emendas parlamentares eleva a pressão sobre o próximo presidente da Câmara dos Deputados para dar andamento a uma proposta que pretende tornar obrigatório o pagamento de todos esses recursos.
Nesta segunda (23), Dino determinou a suspensão do pagamento de aproximadamente R$ 4 bilhões de emendas de comissão e mandou instaurar inquérito pela Polícia Federal para apuração desses valores, num novo capítulo do embate entre Legislativo e Judiciário.
As emendas são divididas nas modalidades individuais (a que todo deputado e senador têm direito), de bancada (parlamentares de cada estado definem prioridades para a região) e de comissão (definida por integrantes dos colegiados do Congresso Nacional). As individuais e de bancada são impositivas, ou seja, de pagamento obrigatório, diferentemente das de comissão.
Uma PEC (proposta de emenda à Constituição) apresentada pelo líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), prevê que os recursos das emendas de comissão sejam direcionados para a modalidade individuais —na prática, tornando obrigatório o pagamento desses recursos também.
A proposta tem 152 assinaturas até o momento (são necessárias 171 para que ela seja protocolada). Pelo rito regimental, a partir daí o texto seria encaminhado para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, se aprovado, caberia ao presidente da Câmara instalar uma comissão especial para discutir o tema.
Hoje, o nome consolidado para suceder Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara é o do líder do Republicanos, Hugo Motta (PB). A eleição ocorre em fevereiro.
Ao Painel, Côrtes afirma que tem “certeza” de que Hugo dará prosseguimento à proposta. “Não acredito que ele, como presidente, vai deixar de criar a comissão especial. Tenho certeza de que ele dará prosseguimento se a PEC tiver as assinaturas necessárias. Em hipótese alguma acho que ele criará dificuldades a isso.”
O líder do PL afirma que a decisão de Dino aumenta a pressão para que o tema seja tratado na Câmara.
“Com todo o respeito à decisão, ela interfere diretamente nos investimentos dos municípios e nas bases eleitorais. Nossa PEC vai ao encontro das preocupações dele: rastreabilidade, individualidade e transparência. Não são recursos novos e trará mais tranquilidade a todos”, diz.
A PEC de Côrtes, no entanto, apresenta resistência entre líderes, já que ela diminuiria o poder de influência desses parlamentares em suas respectivas bancadas.
Uma articulação para tentar incluir o texto no pacote de contenção de gastos do governo federal votado na última semana na Câmara, por exemplo, fracassou após Lira não ampliar prazo para apresentar emendas em outra PEC que estava em tramitação.
Apesar disso, um líder do centrão avalia que temas como o imbróglio das emendas são “difíceis de serem controlados no plenário” e que medidas como essas têm grande aceitação entre os congressistas.
Outro integrante do centrão afirma que a novela se arrasta desde agosto e que, diante desse cenário, é melhor “aceitar essa PEC” e ter a liberação dos recursos do que a possibilidade de sempre ser surpreendido por nova decisão do Supremo.
Caso essa PEC seja aprovada, deputados dizem que o governo sairia como maior prejudicado, já que teria o Orçamento ainda mais engessado e dificultaria o poder de barganha da liberação desses recursos em votações prioritárias.
Um líder governista afirma, sob reserva, que a decisão surpreendeu os parlamentares e prevê um maior tensionamento na relação com os Poderes.
Há uma avaliação entre parlamentares de que integrantes do Executivo tiveram envolvimento com essas decisões de Dino sobre as emendas, elevando a tensão também com o Executivo.
Um líder do centro diz que o timing da decisão causa ainda mais irritação entre os deputados, justamente por ocorrer uma semana após a Casa ter votado e aprovado medidas do pacote de contenção de gastos do governo –muitas delas consideradas impopulares.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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6 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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