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Departamento de Justiça dos EUA processa Virgínia por expurgar eleitores antes das eleições | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA

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A medida ocorre num momento em que os republicanos enfatizam cada vez mais a possibilidade de voto de não-cidadãos, apesar das poucas evidências de qualquer risco significativo representado.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos processou a Virgínia por remover eleitores das listas de recenseamento demasiado perto do eleição presidencial em 5 de novembro.

A ação, movida na sexta-feira, surge em resposta a uma ordem executiva emitida em agosto pelo governador republicano da Virgínia, Glenn Youngkin.

Iniciou a remoção de indivíduos dos cadernos eleitorais se os funcionários “forem incapazes de verificar se são cidadãos” através do Departamento de Veículos Motorizados do estado.

Mas o Departamento de Justiça afirma que a ordem executiva foi emitida muito pouco antes do dia das eleições, violando um “período de silêncio” de 90 dias definido na Lei Nacional de Registo Eleitoral.

Esse período exige remoções oficiais sistemáticas pelo menos três meses antes de uma votação federal.

“O Congresso adotou a restrição do período de silêncio da Lei Nacional de Registro Eleitoral para evitar esforços de última hora, propensos a erros, que muitas vezes privam os eleitores qualificados”, disse a procuradora-geral assistente dos EUA, Kristen Clarke, em um comunicado.

“O direito de voto é a pedra angular da nossa democracia e o Departamento de Justiça continuará a garantir que os direitos dos eleitores qualificados sejam protegidos.”

Youngkin emitiu sua ordem em 7 de agosto, marcando 90 dias até a eleição. Em comunicado divulgado na sexta-feira, o governador argumentou que a ordem executiva se enquadrava na lei.

“Os virginianos – e os americanos – verão isso exatamente como realmente é: uma tentativa desesperada de atacar a legitimidade das eleições na Commonwealth, o próprio cadinho da democracia americana”, disse Youngkin.

Ele prometeu que as autoridades estaduais “defenderão essas medidas de bom senso, que somos legalmente obrigados a tomar, com todos os recursos disponíveis”.

“As eleições na Virgínia serão seguras e justas, e não ficarei de braços cruzados enquanto esta acção politicamente motivada tenta interferir nas nossas eleições, ponto final”, disse Youngkin.

Os republicanos e aliados do ex-presidente Donald Trump – o actual candidato republicano à presidência – têm pressionado cada vez mais reivindicações infundadas de possível prevaricação eleitoral antes da votação deste ano.

Estas alegações ecoam as falsidades espalhadas sobre as eleições de 2020, que Trump continuou a dizer falsamente que foram “roubadas” através de fraude.

Alguns responsáveis ​​republicanos também apresentaram alegações infundadas de que os não-cidadãos estão a votar em número suficientemente grande para afectar o resultado. Nos EUA, apenas os cidadãos podem votar.

A maior parte da administração eleitoral é determinada por autoridades estaduais e legislaturas, com apenas parâmetros amplos do governo federal. Quase todos os estados dos EUA exigem alguma forma de registro eleitoral para votar, embora muitos permitam que o registro seja feito no dia das eleições.

Antes das eleições de 2024, vários estados – incluindo Texas, Tennessee, Ohio e Alabama – aprovaram medidas que exigem ónus de prova mais elevados para demonstrar a cidadania do eleitor. Monitores da democracia disseram que esses esforços podem privar os cidadãos dos EUA que, de outra forma, seriam elegíveis para votar.

O Centro Brennan para a Justiça – uma organização política apartidária – concluiu que o voto de não-cidadãos nos EUA é extremamente raro. Não há provas de que tenha tido qualquer influência nas eleições recentes.

Em 2017, o centro lançou um estudo olhando para 23,5 milhões de votos expressos nas eleições gerais de 2016.

Apenas 30 votos foram sinalizados por suspeita de voto de não-cidadãos. Não estavam disponíveis dados sobre quantos desses votos foram dados por não-cidadãos.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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