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Mr Olympia 2024: Isa Nunes ganha de Francielle na Wellness – 12/10/2024 – Esporte

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A carioca Isa Pereira Nunes, 28, destronou a paranaense Francielle Mattos, 38, maior nome do fisiculturismo brasileiro entre as mulheres, e conquistou na madrugada deste sábado (12) o título da categoria Wellness do Mr. Olympia 2024, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Essa foi a primeira derrota de Francielle desde que categoria passou a fazer parte da maior competição de fisiculturismo do mundo, em 2021, quando ela iniciou uma série que a levou ao tricampeonato.

Antes da Wellness, Francielle competia na categoria Overall, pela qual conquistou os títulos do Olympia Amador Brasil 2019, do Arnold Classic Brasil 2019 e do Arnold Classic Ohio 2020.

Isa, por sua vez, tinha como sua maior conquista na carreira o Arnold Classic Ohio, em 2022. O campeonato é considerado o segundo mais importante do circuito profissional de fisiculturismo.

Antes da disputa, as brasileiras trocaram provocações. Isa comentou que treinou muito para melhorar seu corpo e que se sentia pronta para vencer o duelo com Francielle neste ano.

Sentada ao lado de Isa na entrevista coletiva, ouvindo a declaração, a tricampeã começou a balançar a cabeça de forma negativa e retrucou. “Não neste ano. Eu trabalhei muito, melhorei, eu tenho o equilíbrio, meu físico é para a categoria. Você vai precisar esperar mais tempo”, afirmou.

Prontamente, Isa rebateu. “Não, Francielle! Você é o passado, eu sou o momento, eu sou o presente, esse momento é meu.”

A confiança das duas refletia o favoritismo das brasileiras na disputa, que tradicionalmente é dominada por fisiculturistas do país.

Parte do sucesso do Brasil na categoria se deve ao fato de que o Wellness surgiu no país, em competições realizadas no Rio de Janeiro, a partir de 2005.

Foi só em 2014, com a padronização das disputas baseadas na altura e na idade das competidoras, que a categoria passou a ganhar espaço no cenário internacional. O auge veio em 2021, quando passou a fazer parte do Mr Olympia.

Logo no primeiro ano, o Brasil emplacou quatro atletas no top-5: Francielle Mattos como campeã, Ângela Borges em 2º lugar, Isa Nunes em 3º e Júlia Chitarra em 5º. Em 2022 e 2023, Francielle não deu chances para as rivais e se manteve no topo.

A Wellness é uma categoria que prioriza a feminilidade, a estética e os físicos secos e não tão volumosos das competidoras. O objetivo é apresentar membros inferiores mais desenvolvidos do que os superiores.

O termo “wellness” pode ser traduzido para o português como “bem-estar”, o que está associado à ideia de cuidados com o corpo sem exageros. Por isso os árbitros valorizam corpos esteticamente agradáveis.

Na disputa, as mulheres se apresentam vestindo biquíni e salto alto de até 120 mm, sendo avaliadas com critérios que abrangem simetria, proporção, volume muscular, beleza física, qualidade de pele, qualidade capilar, confiança e a simpatia no palco.

Nas demais categorias da noite, as americanas dominaram. Nas disputas femininas, Sarah Villegas, Cydney Gillon, Missy Truscott e Andrea Shaw venceram respectivamente nas categorias Women’s Physique, Figure, Fitness e Ms. Olympia (open feminino).


Veja os brasileiros e as brasileiras que concorrem ao Mr. Olympia

Mr. Olympia (Open Bodybuilding)

Rafael Brandão

Bruno Santos

212 Olympia

Vitor Alves Porto de Oliveira

Marcello Alfonsi

Francisco Barrios Vlk

Fabricio Moreira

Classic Physique Olympia

Everson Costa Melo

Ramon Dino

Gabriel Zancanelli

Fabio Junio

Eric Lisboa

Livinho

Gabriel Pereira

Junior Javorski

Diego Alejandro Galindo Garavito

Matheus Menegate

Breno Freire

Julio Simões

Men’s Physique Olympia

Carlos de Oliveira

Kaique Santos

Edvan Palmeira

Vinicius Mateus Viera Lima

Vitor Chaves

Matheus Nery Oliveira

Emerson Costa

Guilherme Gualberto

Rafael Oliveira

Emmanuel Costa

Ms. Olympia

Alcione Santos Barreto

Leyvina Rodrigues Barros

Figure Olympia

Leticia Ramos

Bikini Olympia

Luciana Santos

Priscila Rodrigues

Angélica Teixeira

Isa Pecini

Women’s Physique Olympia

Zama Benta

Carol Alves

Wellness Olympia

Francielle Mattos

Isa Pereira Nunes

Giselle Machado

Marcela Mattos

Rayane Fogal

Valquiria Lopes

Narla Vilar

Daniele Mendonça

Eduarda Bezerra

Camile Luz

Wheelchair Olympia

Josué Fabiano

Quais são as categorias do Mr Olympia?

  • Bikini: categoria disputada por mulheres, em que os juízes buscam traços mais femininos, ombros bem trabalhados e cintura fina. É a categoria que exige menos volume muscular.
  • Wellness Olympia: categoria feminina que preza pelo volume muscular nos membros inferiores. Quadríceps e glúteos devem se destacar e as atletas são avaliadas também pela feminilidade.
  • Fitness: disputa que mistura fisiculturismo com ginástica. Nela, as atletas devem exibir um bom condicionamento físico, além de apresentarem um número musical com dança e elasticidade.
  • Figure: categoria feminina em que as atletas devem ter um bom volume muscular, tanto nos membros superiores quanto inferiores. Ainda deve apresentar cintura fina e feminilidade.
  • Classic Physique: criada para homenagear a era de ouro do fisiculturismo, os atletas dessa categoria devem buscam a estética e proporcionalidade, respeitando um limite de peso de acordo com cada altura.
  • 212: categoria disputada por homens. Os atletas têm como objetivo atingir o máximo volume muscular sem ultrapassar 212 libras (96,16 kg).
  • Men’s Physique e Women’s Physique: segunda maior categoria em volume corporal, valoriza estética e elegância, além de um bom desenvolvimento muscular.
  • Mr. Olympia e Ms. Olympia: principal categoria da competição, também considerada a mais difícil. Os músculos devem ser os maiores possíveis.
  • Wheelchair: criada em 2018, essa categoria é exclusiva para cadeirantes. Os atletas devem apresentar bom volume muscular nos membros superiores.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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