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Depois do PSD, União Brasil também declara apoio a…

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Nicholas Shores

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Depois do PSD de Antonio Brito, o União Brasil de Elmar Nascimento também retirou nesta quarta-feira a candidatura ao comando da Câmara e declarou apoio a Hugo Motta, do Republicanos – a esta altura, já chamado por todos de “futuro presidente” da Casa.

“A gente precisa demonstrar, cada vez mais, a autonomia da nossa Casa diante dos outros Poderes, primando pela harmonia, mas sem abaixar a cabeça”, disse Elmar em pronunciamento ao lado de Motta e do presidente do União Brasil, Antonio de Rueda.

“Às vezes, os outros dois Poderes procuram até se unir contra uma autonomia que é salutar para o povo brasileiro. Se a gente está tendo capacidade de votar matérias sem olhar se é governo ou oposição, é pela independência que as emendas parlamentares nos deram”, acrescentou.

Enquanto o Palácio do Planalto entra em sua terceira semana de indefinição sobre o pacote de corte de gastos, o líder do União Brasil criticou o “aumento indiscriminado” de despesas sob o governo Lula e disse que não seriam as emendas – segundo ele, correspondentes a menos de 0,05% do Orçamento da União – que afetariam o déficit fiscal.

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Elmar disse a Motta que ele passará a contar com o apoio “irrestrito” de todos os deputados do União Brasil. “A única coisa que a bancada vai lhe pedir é a oportunidade de cada um, no estado e no tema que representa, poder desenvolver da melhor forma possível o seu mandato”, afirmou.

“Estabelecemos um processo legítimo de negociação para que nossas ideias sejam acolhidas pelo futuro presidente da Casa, deputado Hugo Motta, e que o partido seja respeitado em função do seu tamanho, com relação à proporcionalidade, aos cargos na Mesa e à manutenção de espaços que a gente tem. Seremos uma das legendas mais bem agraciadas pelo mandato do futuro presidente”, acrescentou.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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