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Depois que minha esposa morreu, entrei para um coral comunitário. Isso me deu uma pausa da minha dor particular | David Sornig
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2 anos atrásem
David Sornig
TA primeira pessoa que falou comigo no primeiro dia de coral foi uma mulher que havia se sentado ao meu lado na seção de alto lotada. Ela se inclinou e disse um pouco timidamente: “Eu nunca fiz isso antes. Eu não sei como cantar. ”
Eu queria fazer a mesma confissão para ela, mas naquele momento eu achei que seria melhor projetar algo mais como garantia. “Vamos ficar bem”, eu disse de um lugar de certeza que eu não tinha certeza.
Deve ter havido 70 ou 80 de nós na sala. O espaço em que estávamos-um salão no Melbourne Recital Center-era intimidantemente de classe mundial. Era difícil não se sentir inadequado nele.
Renée, a líder do coral, avançou em seu suporte de música. Ela nos pediu para pensar em onde nossas vozes poderiam se encaixar melhor, e eu desenhei uma vã meia-memória de ter cantado competentemente um pouco de Sinatra em algum lugar. Onde estava? Às três da manhã de karaokê naquela pista na Little Bourke Street? De qualquer forma, bastava me convencer a passar para a seção de baixo e barítono, onde imaginei que minha voz seria pelo menos melhor escondida.
Eu vim ao coral no final de um horário turbulento. Toni e eu estávamos juntos há mais de 30 anos. Aprendemos uma fratura séria, mas tínhamos sido preservados por ser gentis um com o outro. Na época da pandemia, nos curamos o pior. Nossa floração novamente em um amor constitucional profundo foi sobrecarregado pela terrível doença que se apossou dela dois anos depois. No início de 2024, ela se foi.
Passei um ano pupando no vazio disso. E enquanto aquele tempo de reconstituição certamente não terminou, uma das certezas que eu chegava era que queria fazer música novamente.
Eu não era muito músico. Principalmente, eu me apeltei sozinha em casa no violão que comprava no dia em que o guitarrista do Ozzy Osbourne, Randy Rhoads, morreu em 1982. Gostei de brincar com acordes e melodias, mas a devoção ao aprendizado, a prática e o desempenho nunca ficou.
Quando Toni ficou doente, parei de jogar completamente. O tempo se tornou uma pequena sala. Não havia espaço para indulgências. Mesmo depois que ela morreu, o melhor que eu consegui foi notar quanto poeira havia se reunido no meu violão. No entanto, de vez em quando, senti vontade de retornar à música, ao desejo de pronunciar fluidamente essa linguagem que não era a linguagem.
Quando olhei em volta do quarto do coral, me perguntei por que cada pessoa havia aparecido. Para cantar, é claro. Mas eu raciocinei que o canto era um epifenômeno de algo mais fundamental. Eu havia absorvido algumas das coisas válidas que haviam sido ditas e escritos sobre o papel que os coros da comunidade poderiam desempenhar na promoção do bem -estar, especialmente em torno do espaço da dor, mas resisti a pensar nisso. Eu não tinha certeza de que queria que meu coral tivesse algo a ver com a morte de Toni. Parecia muito como um programa.
Logo, Renée estava nos aquecendo a experimentar e confiar em nossas vozes. Ela nos levou, em nossas seções, através das partes de um cenário de cânone do século XVIII do Salmo 137. As águas da Babilônia. Minha voz, quando pousou nas palavras chorou e lembrarparecia não familiarmente suave. Com certeza até.
Era hora, então, cantar todas as partes juntas.
Eu não estava consciente daqueles poucos minutos da música das coisas técnicas que mais tarde aprenderia sobre o arranjo contrapuntal e a psicoacústica da harmonia que senta em algum lugar entre a física do som e sua apreensão intelectual e emocional.
O que eu estava consciente era que fazia parte de uma beleza coletivamente realizada. E que era que a beleza caiu em harmonia de queixas nessas duas palavras – chorou e lembrar – que senti a doçura de viver sendo restaurada a uma memória.
Uma noite fria, três décadas atrás. Toni e eu não estamos tão longe de onde fica o centro de recital agora, andando pelo brilho da fonte iluminada na St Kilda Road. Estamos cantando juntos. Apenas uma simples harmonia, do tipo que acabamos tropeçando por acidente ao longo dos dias e anos do dia a dia. A música é o rio Moon. Ela é a alto. Eu sou o baixo. Afinal, eu não tinha cantado Sinatra.
Lembrei -me de tudo isso e ouvi a harmonia das muitas vozes na sala. Ouvi cada cantor colorindo sua própria parte, possuía com sua própria razão privada para cantar. Ouvi minha própria voz e meu próprio desejo. E na totalidade, havia um desejo por algo mais.
E foi em nosso canto que eu chorei.
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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