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Deputado afirma que “Quem manda no transporte público do Estado são os empresários”
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8 anos atrásem
O 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Eber Machado (PDT), lamentou na sessão desta quarta-feira (6) a aprovação do reajuste da tarifa de ônibus de R$ 3,50 para R$ 4. O aumento foi aprovado pelo Conselho de Transportes de Rio Branco, na última terça-feira (5), em reunião na rodoviária da capital acreana, por 7 votos a favor e 4 contrários. Na bilhetagem eletrônica, a passagem passará a custar R$ 3, 80. Já a tarifa estudantil continua um real.
Pela proposta apresentada há 15 dias, o preço da passagem sairia de R$ 3,50 para R$ 4,03. Porém, após um pedido de readequação da planilha, por causa da redução de 46 centavos no valor do litro do diesel, feito pela prefeita Socorro Neri, a tarifa foi para R$ 4. Para o deputado, que vem lutando contra o aumento desde que o mesmo foi anunciado, o reajuste é injusto e não poderia ter sido aprovado.
“É com muita tristeza que hoje venho a esta tribuna para falar desse aumento. Manaus e Porto Velho, duas capitais industrializadas, nossos vizinhos, não aceitaram o reajuste, mas infelizmente não aconteceu o mesmo no Acre. Mesmo com a queda do óleo diesel o aumento foi aprovado. Isso é um absurdo”, afirmou.
O pedetista seguiu afirmando que quem manda no transporte público do Estado são os empresários. “De hoje em diante a RBTrans deveria se chamar Sindcol, porque hoje infelizmente quem está comandando o transporte público do Acre são os empresários. Ontem, depois desse aumento a RBTrans com certeza cumpriu a missão dela”, complementou.
O deputado questionou ainda a justificativa dos empresários. “Os empresários diziam que o maior vilão do aumento da passagem de ônibus era o elevado preço dos combustíveis, mas se óleo diesel baixou como a passagem aumentou? Não dá para entender”, salientou.
Eber Machado fez um apelo à prefeita de Rio Branco, Socorro Nery. “Acredito de verdade que ela não sancionará essa lei, que ela não compactuará com esse aumento. Com toda admiração e carinho que tenho por você prefeita Socorro eu lhe peço: não aprove esse aumento. Não seja a favor dessa maldade que a RBTrans está fazendo com a população. Se a senhora sancionar esta lei estará validando algo que mais lá na frente será totalmente prejudicial para a sua história. Não faça isso”, pediu o parlamentar.
O deputado frisou ainda que em estados com mais de três milhões de habitantes a passagem estaria custando em média R$ 3 – enquanto em Rio Branco, uma capital com pouco mais de 300 mil habitante e linhas mais curtas vai custar R$ 4. Eber Machado também solicitou que a Mesa Diretora da Aleac indique os membros da CPI dos Transportes Públicos.
“Nós temos que escolher os membros e começar os trabalhos o mais rápido possível. Vamos conduzir essa CPI com muita responsabilidade e cautela. Nós precisamos tirar todas as dúvidas em relação a essas planilhas apresentadas pelas empresas. Com muita responsabilidade, sem abrir mãos dos direitos da população vamos fazer essa análise”, finalizou. Por Mircléia Magalhães.
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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14 horas atrásem
1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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