POLÍTICA
Deputados do PSB discutem transferir apoio de Elma…
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1 ano atrásem
Nicholas Shores
Os deputados do PSB vão se reunir nesta terça, às 11h45, para discutir a possibilidade de transferir seu apoio de Elmar Nascimento (União Brasil-BA) para Hugo Motta (Republicanos-PB) na eleição à presidência da Câmara.
Nome de Arthur Lira (PP-AL) para a sucessão no comando da Casa, Motta recebeu o apoio de partidos como PT, PL, PP, MDB, PCdoB, PV e Podemos na semana passada e, com ele, uma grande vantagem na disputa contra Elmar e Antonio Brito (PSD-BA).
Como mostrou o Radar, depois de quase dois meses de afastamento, Elmar e Lira selaram a paz em um encontro em São Paulo no último fim de semana, e, em um primeiro gesto de distensionamento, o presidente da Câmara escolheu o “amigo de vida” para relatar o projeto de lei complementar que reconfigura as regras das emendas parlamentares.
Os sinais apontam para uma convergência em torno da candidatura de Hugo Motta, o que eximiria o PSB do compromisso firmado com Elmar envolvendo o apoio do União Brasil às campanhas de João Campos no Recife (PE) e Duarte Júnior em São Luís (MA).
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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