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Deputados não conseguem votar a tempo, após tensões

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A Assembleia Nacional não conseguiu, na noite de terça-feira, 5 de Novembro, concluir a análise do orçamento da Segurança Social dentro do prazo estipulado. O texto será assim transmitido ao Senado na versão inicial do governo, possivelmente enriquecido com alterações escolhidas pelo executivo.

No prazo final, à meia-noite, os debates terminaram enquanto ainda faltavam analisar centenas de alterações sobre a parte das “despesas” do projeto de lei de financiamento da Segurança Social (PLFSS), que representa 600 mil milhões de euros.

Embora os deputados tenham aprovado na segunda-feira, para surpresa de todos, a parte das “receitas” – numa versão fortemente alterada pela esquerda – não houve, portanto, votação final de todo o texto nos vinte dias seguintes ao seu depósito pelo governo, conforme previsto na constituição.

As oposições solicitaram, em vão, o prolongamento das trocas durante a noite, mas, à meia-noite, a ministra responsável pelas relações com o Parlamento, Nathalie Delattre, rejeitou-as. Uma extensão poderia ter “reduzir o tempo de exame que o Senado deve ter”e usurpar o tempo atribuído à Assembleia para o orçamento do Estado, explicou.

Ao final, o Executivo transmitirá sua versão inicial do texto ao Senado, “modificado por um certo número de alterações votadas pela vossa assembleia e que o governo concordará em manter”ela concluiu.

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Congelamento de pensões de reforma não examinado

Para grande consternação da oposição, a Assembleia não teve tempo de considerar, antes deste fim prematuro, o congelamento das pensões de reforma durante seis meses, pretendido pelo governo para poupar quatro mil milhões de euros. Esta disposição já tinha sido amplamente rejeitada pela Comissão dos Assuntos Sociais.

“Que pena!” »exclamou Jean-Philippe Tanguy (RN) poucos minutos antes da meia-noite, enquanto se arrastavam os debates sobre o reembolso das curas termais. “Catorze milhões de reformados estão à espera de saber o que a Assembleia Nacional pensa sobre o congelamento das suas pensões, e teremos gasto dez minutos numa alteração falsa”lamentou. “Vocês fizeram de tudo para que não chegássemos ao final do texto”disse ele aos seus colegas da direita e do centro. Foi um “competição de lentidão”comentou também à Agence France-Presse o presidente do grupo socialista, Boris Vallaud.

Leia também: Artigo reservado para nossos assinantes Orçamento da Segurança Social: primeiras batalhas na Assembleia Nacional

Antes do “gongo” final à meia-noite, os deputados ainda tiveram tempo de aprovar uma série de alterações sobre as despesas da Segurança Social. Por sugestão dos Socialistas, a Assembleia manteve nomeadamente a taxa de reembolso da Segurança Social para consultas médicas em 70%. O governo queria baixar esta taxa para 60%, mas a esquerda sublinhou que isso seria prejudicial para os pacientes sem seguro de saúde complementar.

A Assembleia aprovou também o reembolso de consultas com determinados psicólogos credenciados, sem prescrição médica prévia, e de exames que permitam a detecção de submissão química.

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Também foi votado um sistema proposto pela esquerda para privar os médicos estrangeiros que exercem em França, apesar de serem qualificados fora da União Europeia. Esta votação por braço no ar foi objecto de longas discussões acaloradas, com os responsáveis ​​eleitos apoiando o governo acusando a presidente da sessão, Nadège Abomangoli (LFI) de ter avaliado mal o resultado. O governante eleito rebelde, no entanto, permaneceu firme e recusou uma segunda votação.

Outras disposições, aprovadas mesmo tendo sido propostas pelo governo, têm maior probabilidade de serem mantidas no texto final. É o caso da reforma do calendário de exames preventivos orais e dentários, que passará a ser anual para todas as crianças a partir dos 3 anos, e da generalização da vacinação dos alunos do ensino secundário contra a meningite, em conjugação com a contra o papilomavírus ( HPV).

Com o fim dos trabalhos do PLFSS, a Assembleia poderá retomar na quarta-feira os debates sobre a parte “receitas” do Orçamento do Estado, cuja votação está marcada para terça-feira, 12 de novembro.

O mundo com AFP

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.

A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.

Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.

Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.

Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.



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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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