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Descobrindo as valas comuns do Iraque: a busca meticulosa por entes queridos desaparecidos – ensaio fotográfico | Desenvolvimento global
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2 anos atrásem
Guardian Staff
CQuando Dhorgham Abdelmajid chegou pela primeira vez ao buraco de 20 metros de profundidade no distrito de Tal Afar, no norte Iraqueem junho, ele diz ter visto algo que nunca tinha testemunhado em seus 15 anos trabalhando como escavador de valas comuns.
“Era diferente de outras valas comuns onde os corpos são enterrados no subsolo. Aqui os cadáveres, empilhados com oito metros de altura, eram claramente visíveis e também bem conservados porque é muito seco.”
Para escavar os corpos – vítimas do grupo militante Estado Islâmico – sua equipe teve que construir uma escada e contratar um especialista em répteis para evitar picadas de cobra.
“Este local é diferente de todos os outros em que tenho trabalhado: do ponto de vista do esforço da equipa, da profundidade, das dificuldades de subir e descer, o humano permanece um sobre o outro, as pedras caem, os insectos , e a massa de solo que movemos para resgatar essas vítimas.”
A complexa estrutura geológica – conhecida como buraco Alo Antar – já foi usada para coletar água e é apenas uma das cenas de crime onde Abdelmajid e sua equipe estiveram recentemente envolvidos.
Durante mais de 45 anos, o solo iraquiano esteve encharcado com o sangue dos corpos de centenas de milhares de pessoas enterradas em valas comuns e sem identificação, enquanto o país enfrentava múltiplos conflitos, incluindo o Guerra Irã-Iraque de 1980 a 1988o guerras civis de 2006 a 2008 e Ocupação do Estado Islâmico entre 2014 e 2017, bem como vítimas de O regime de Saddam Hussein.
Por estas razões, acredita-se que o Iraque tenha mais pessoas desaparecidas do que qualquer outro país, de acordo com a Cruz Vermelha Internacional, com estimativas que variam entre 250.000 a um milhão.
Desde 2008, o Ministério da Saúde iraquiano e a Fundação dos Mártires – um organismo governamental que ajuda a identificar vítimas e a compensar familiares – têm enviado equipas de antropólogos forenses e médicos por todo o país para encontrar e escavar valas comuns e recuperar corpos.
O objetivo é identificar os corpos com a ajuda de análises de DNA e devolvê-los às famílias que procuram seus entes queridos desaparecidos – sua compreensão em árabe.
Embora tenhamos conhecimento de mais de 200 valas comuns da ocupação do EI, o número do regime de Saddam permanece desconhecido.
Os cadáveres empilhados em Alo Antar – mais de 100 no total – foram vítimas de um dos muitos crimes cometidos pelo EI quando o grupo terrorista ocupou o norte do Iraque. Isto incluiu reivindicar a segunda maior cidade do país Mosul, como sua capital. A vala comum fica a cerca de 60 km a oeste da cidade.
De janeiro a junho deste ano, EI reivindicou mais de 150 ataques no Iraque e na Síria. A este ritmo, o grupo militante mais do que duplicará o número de ataques que reivindicou em 2023, enquanto tenta reconstruir após anos de capacidade reduzida.
A equipe forense ainda trabalha na identificação das vítimas em Alo Antar. Mas graças a uma testemunha – um Yazidi mulher que sobreviveu ao massacre e a três anos de escravidão sexual do EI no Iraque e na Síria – Abdelmajid já sabe que as vítimas são de comunidades diferentes.
No sentido horário, a partir do canto superior esquerdo: escavações na vala comum de Badoush, perto de Mosul; os restos mortais de um corpo são transportados para um caminhão refrigerado antes de serem levados para Bagdá; caixas cheias de restos mortais e roupas são armazenadas em Bagdá para identificação, estas da primeira guerra do Golfo em 1991; e antropólogos forenses analisam o uniforme de um soldado iraquiano morto na guerra Irã-Iraque, no sul do país
No entanto, numa ilustração da complexidade da questão das pessoas desaparecidas no Iraque, Abdelmajid diz que foram encontrados ossos que “provavelmente pertencem a vítimas de massacres anteriores, talvez da década de 1990 ou da época da Al Qaeda pós-2003”.
As equipas iraquianas foram apoiadas por especialistas da ONU que já ajudaram a recolher provas para processar crimes do EI, bem como trabalharam em massacres no Ruanda, na Bósnia, na Argentina e no Camboja.
Além de escavar sepulturas, equipes estão viajando por todo o Iraque conectando-se com as famílias das vítimas para adquirir amostras de DNA e outras evidências que correspondam aos restos escavados.
A recolha de ADN de famílias Yazidi – uma das minorias mais antigas do Iraque – tem sido a tarefa mais desafiante, uma vez que muitos membros da mesma família foram mortos ou deixaram o Iraque como refugiados para viajar para a Europa ou para lugares tão distantes como a Austrália.
Mulheres yazidis reúnem-se para marcar a abertura de valas comuns em Kojo, Sinjar, 10 anos depois de centenas de homens – seus irmãos, maridos e pais – terem sido mortos pelo EI em 2014
Na cidade de Sinjar, no norte do Iraque, terra natal do povo Yazidi, Shiren Ibrahim Ahmed e a sua comunidade reuniram-se em Agosto no memorial do genocídio Yazidi, nas proximidades de Solagh, para assinalar o 10º aniversário da atrocidade do EI.
A mãe e a avó de Shiren foram mortas no mesmo local onde a Iniciativa de Nadia – a organização fundada por Nadia Murad, laureada com o Prémio Nobel da Paz Yazidi – construiu o memorial. Apesar da sepultura ter sido escavada pela equipe forense, seus corpos ainda não foram identificados. Ambos ainda são considerados sua compreensão.
Shiren diz que também perdeu o irmão e o pai. Apenas duas irmãs sobreviveram e agora vivem em Dohuk, na região do Curdistão no Iraque.
“Quando fui sequestrado pelo EI, estava com minha irmã e dois primos. Mas cada um foi levado por uma família diferente e fiquei sozinho. Voltei graças a um primo no Iraque, chamado pelo Daeshi (membro do EI). Um contrabandista veio me buscar: eles me venderam por US$ 10 mil”, diz Shiren.
A equipa iraquiana de valas comuns espera que o seu trabalho continue durante muitos anos, enquanto tentam desenterrar o que aconteceu aos entes queridos e investigar os responsáveis pelas atrocidades. Dizem que têm uma esperança: que a próxima vala comum seja a última.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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