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Destino de Trump, Bolsonaro e anistia distanciam 6/1 e 8/1 – 09/01/2025 – Poder
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1 ano atrásem
Julia Chaib
Aliados políticos, o republicano Donald Trump e Jair Bolsonaro (PL) têm na biografia investigações por um mesmo motivo: tentativa de subversão de um resultado eleitoral.
Enquanto um foi acusado de insuflar a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021, o outro foi indiciado sob suspeita de ter incentivado e levado seus apoiadores a atacarem as sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023, deixando um rastro de destruição.
Em ambos os países, os respectivos líderes buscam anistiar eles próprios e outros acusados de questionar o resultado eleitoral. No momento, porém, as perspectivas são bem diferentes.
Trump já se livrou de uma investigação e está próximo de alcançar o objetivo de perdoar aliados, enquanto a chance de Bolsonaro concorrer novamente e conseguir anistia parece cada vez mais distante.
Assim como no Brasil, nos Estados Unidos, a data tem servido para marcar uma disputa de discursos. De um lado, está a defesa da democracia, encampada pelos adversários de Trump. De outro, a tese, repetida pelo republicano, de que a invasão foi um ato “patriótico”.
Lá Fora
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O “6 de janeiro”, como é chamado o episódio nos EUA, ocorreu no dia da certificação do então presidente eleito Joe Biden no Capitólio. O processo é semelhante à diplomação do presidente da República do Brasil. No país, porém, isso é feito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e no mesmo ano do pleito.
Em 2021, apoiadores de Trump fizeram uma manifestação em Washington e caminharam até o Capitólio com o objetivo de impedir a confirmação da vitória de Biden.
Há relatos de que ao menos cinco pessoas morreram, incluindo um policial. Outros 140 policiais ficaram feridos, relataram jornais americanos.
Mais de 1.600 pessoas foram acusadas de crimes relacionados à tentativa de subverter o resultado eleitoral. Os tipos penais variam de agressão a conspiração. A pena mais elevada imposta até o momento foi de 22 anos de cárcere.
Nos últimos anos, Biden fez eventos para relembrar a invasão. Em 2024, já em clima de campanha, escolheu para a cerimônia um lugar simbólico da Pensilvânia, ligado à guerra da independência. “Ao tentar reescrever os acontecimentos de 6 de janeiro, Trump está tentando roubar a história da mesma forma que tentou roubar a eleição”, disse.
No mesmo dia, o republicano postava nas redes sociais mensagens acusando o FBI de interferir em favor do adversário em 2020.
Nos dois anos anteriores, Biden também fez cerimônias para homenagear policiais que estavam no dia do ataque e exaltar a defesa da democracia.
Diferentemente do Brasil, em que os atos do 8 de janeiro têm a presença de governadores e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), cuja sede foi atacada, nos Estados Unidos, os eventos não têm membros do Judiciário.
Trump e seus apoiadores dizem que o 6 de janeiro foi um evento de “patriotas”. O republicano já se referiu aos invasores também como “heróis”.
Neste ano, Biden escreveu um artigo no jornal Washington Post no qual pediu aos americanos que não se esqueçam da invasão do Capitólio. Na segunda-feira (6), o Congresso certificou a vitória de Trump numa sessão protocolar, bem diferente da de quatro anos atrás.
O republicano, por sua vez, aproveitou para postar imagens dos apoiadores em frente ao Congresso e defendeu a invasão.
Ele virou réu em 2023 acusado de instigar o 6 de janeiro para se manter no poder. Mas, antes mesmo de tomar posse, teve uma das primeiras vitórias judiciais. No final do ano passado, o procurador especial Jack Smith arquivou a investigação federal contra o republicano, argumentando que o Departamento de Justiça não processa presidentes no poder.
O próximo passo do republicano será perdoar apoiadores acusados de invasão, segundo já anunciou. O presidente dos EUA tem, segundo a Constituição, o direito de dar perdões, sem a necessidade de a anistia ser analisada por algum tribunal ou órgão do governo.
No Brasil, as investigações caminham para um desfecho diferente, segundo a expectativa de autoridades no poder hoje. Jair Bolsonaro e mais 39 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal no final do ano passado por participação em uma trama para impedir a posse de Lula (PT).
A Procuradoria-Geral da República também denunciou 1.682 pessoas sob a acusação de participação no 8 de janeiro. O STF já condenou 375 dos réus à prisão, a maior parte com pena de 14 anos de prisão, mas houve quem fosse punido com até 17 anos e seis meses. Outras 527 pessoas fizeram acordos para cumprir medidas alternativas.
Bolsonaro diz que não houve tentativa de impedir a posse de Lula e insiste em aprovar no Congresso um projeto de lei para anistiar os condenados ao que seu campo político diz ver como penas excessivas pelo Supremo.
A ideia contava até o meio do ano passado com o apoio inclusive de alguns integrantes do centrão e expectativa de que pudesse ser aprovada.
O clima mudou, porém, depois de a PF revelar que, na trama para subverter a eleição, foi planejado o assassinato de Lula, do vice, Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes.
O ex-presidente ainda nutre esperanças de conseguir aval para ser candidato em 2026, apostando principalmente no TSE. Bolsonaro já disse a pessoas próximas que a corte terá no ano eleitoral uma composição mais favorável a si, com Kassio Nunes Marques, indicado por ele ao STF, na presidência.
Mesmo assim, um eventual recurso para autorizá-lo a disputar a eleição acabaria no Supremo, que hoje tem maioria crítica ao ex-presidente. A expectativa no Judiciário é que Bolsonaro seja condenado por participar da trama golpista.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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4 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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