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‘Devemos permanecer juntos’: líderes europeus alertam Trump sobre a ameaça da Groenlândia | Notícias

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Autoridades europeias alertaram Donald Trump contra a ameaça de “fronteiras soberanas” após o presidente eleito dos EUA recusou para descartar uma ação militar para tomar a Groenlândia.

As repreensões de quarta-feira foram lideradas pelo chanceler alemão, Olaf Scholz, que disse que o princípio da inviolabilidade das fronteiras se aplica a todos os países, não importa quão poderosos sejam.

Ele acrescentou que as declarações de Trump no dia anterior provocaram “notável incompreensão” entre outros líderes da União Europeia com quem conversou.

“As fronteiras não devem ser movidas pela força. Este princípio se aplica a todos os países, seja no Oriente ou no Ocidente”, escreveu Scholz mais tarde no X.

“Nas conversações com os nossos parceiros europeus, há um desconforto relativamente às recentes declarações dos EUA. É claro: devemos permanecer juntos.”

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, também interveio na quarta-feira, dizendo que a Gronelândia era “território europeu” e que “não havia qualquer possibilidade de a UE deixar outras nações do mundo, sejam elas quem forem… atacarem as suas fronteiras soberanas”.

Entretanto, os responsáveis ​​da UE procuraram em grande parte evitar entrar no pântano, embora um porta-voz tenha confirmado aos jornalistas que a Gronelândia estava coberta por uma cláusula de defesa mútua que obrigava os seus membros a ajudarem-se mutuamente em caso de ataque.

“Mas estamos de facto a falar de algo extremamente teórico sobre o qual não queremos entrar em detalhes”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.

‘Precisamos da Groenlândia’

A inquietação surge depois de Trump ter manifestado novamente na terça-feira o seu desejo de que os EUA assumam o controlo da Gronelândia, bem como do Canal do Panamáuma rota de água arterial latino-americana que os EUA cederam o controle ao Panamá em 1999.

Quando um repórter lhe perguntou se descartaria o uso da força militar ou da coerção económica para obter esse controlo, Trump respondeu: “Não me vou comprometer com isso”.

“Precisamos da Gronelândia para fins de segurança nacional”, disse Trump mais tarde, apontando para a posição estratégica da ilha no Árctico, onde a Rússia, a China e os EUA têm disputado o controlo nos últimos anos.

Falando aos jornalistas na quarta-feira, a porta-voz do governo francês, Sophie Primas, alertou que havia uma “forma de imperialismo” nas declarações de Trump.

“Hoje estamos a assistir ao aumento dos blocos, podemos ver isto como uma forma de imperialismo, que se materializa nas declarações que vimos do senhor Trump sobre a anexação de um território inteiro”, disse ela.

“Mais do que nunca, nós e os nossos parceiros europeus precisamos de estar conscientes, de nos afastarmos de uma forma de ingenuidade, de nos protegermos, de nos rearmarmos”, acrescentou.

Por seu lado, o primeiro-ministro da Gronelândia, Mute Bourup Egede, não opinou sobre os comentários mais recentes do presidente eleito dos EUA. No entanto, Mute, que apoia a independência total da Dinamarca, já se opôs às sugestões anteriores de Trump de comprar a ilha.

Entretanto, os responsáveis ​​dinamarqueses adoptaram um tom mais conciliatório do que os seus homólogos europeus.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen, disse que Copenhaga está “aberta a um diálogo com os americanos sobre como podemos cooperar, possivelmente ainda mais estreitamente do que já fazemos, para garantir que as ambições americanas sejam cumpridas”.

No entanto, ele também descartou a possibilidade de a ilha se tornar parte dos EUA.

‘América Mexicana’

Os europeus não foram os únicos irritados com a ampla visão expansionista apresentado por Trump, que toma posse em 20 de janeiro.

Na quarta-feira, o ministro das Finanças canadiano, Dominic LeBlanc, condenou o presidente eleito por dizer repetidamente que tentaria fazer do Canadá o “51º” estado. Na quarta-feira, Trump disse que estava aberto a usar a coerção económica para que isso acontecesse.

“A piada acabou”, disse LeBlanc, que atua como responsável pelas relações EUA-Canadá.

“Acho que é uma forma dele semear confusão, agitar as pessoas, criar o caos sabendo que isso nunca acontecerá.”

Entretanto, o México respondeu ao desejo declarado de Trump de mudar o nome do Golfo do México para “Golfo da América”.

A Presidente Claudia Sheinbaum sugeriu que toda a América do Norte – incluindo os Estados Unidos – deveria ser renomeada como “América Mexicana”, referindo-se a um nome histórico usado num mapa antigo da região.

“América mexicana, isso parece bom”, repreendeu Sheinbaum.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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