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Dezenas de milhares marcham ao parlamento da Nova Zelândia para protestar contra o polêmico projeto de lei do tratado Māori – ao vivo | Nova Zelândia
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Ben Doherty
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Eva Corlett
O hīkoi chegou ao parlamento, enchendo o terreno e espalhando-se pelas estradas e ruas circundantes.
É ombro a ombro, com pessoas e bandeiras estendidas até onde a vista alcança em todas as direções. O notório Wellington o vento está agitando as bandeiras bem alto, seus movimentos e estalos aumentando a cacofonia.
Alguns manifestantes estão sentados em cima de abrigos de ônibus, outros estão alinhados nos degraus da Suprema Corte e subindo em galhos de árvores para obter uma melhor visão da multidão.
A atmosfera é jovial e energizada, à medida que ondas de grupos iniciam waiata (música) e haka.
Protestos em Londres também…
Estavam 5 graus, escuro e úmido em uma noite de segunda-feira, mas isso não impediu que centenas de Kiwis aparecessem do lado de fora do alto comissariado da Nova Zelândia aqui em Londres.
O mundo está literalmente observando Aotearoa hoje. 🖤❤️🤍 #toitutetriti pic.twitter.com/AmgSMcQ3DP
-Bayden Harris (@BaydenHarris) 18 de novembro de 2024
Qual é o projeto de lei dos princípios do tratado?
Mais do incansável Eva Corlett – um explicador básico sobre o Projeto de Lei dos Princípios do Tratado.
Desde que o governo de coligação de direita da Nova Zelândia tomou posse há um ano, a sua orientação política para Māori tem dominado as manchetes, mas uma proposta em particular tem enfrentado uma reação estridente: a Lei dos Princípios do Tratado.
O projeto foi apresentado pelo partido libertário menor da Lei ao parlamento na quinta-feira. Procura alterar radicalmente a forma como o Tratado de Waitangio documento fundador da Nova Zelândia e que defende os direitos Māori, é interpretado.
O que o projeto de lei propõe e por que motivou críticas generalizadas?
Cenas incríveis vindas do Hīkoi Mō Te Triti em Poneke, Wellington hoje!
Dezenas de milhares de manifestantes estão a manifestar-se contra a divisiva Lei dos Princípios do Tratado de David Seymour.
Fique forte 🖤🤍♥️ pic.twitter.com/fhKIQ9NEZE
-Nick (@StrayDogNZ) 18 de novembro de 2024
Homem Wellington Gregque é pākeha, disse que apoiava o hīkoi em nome de seu parceiro, que é Maori e não pude comparecer.
“Eu realmente respeito o tratado…não concordo com a direção que este governo tomou. Não acho que este projeto de lei seja a coisa certa para o país, ou para Māori, e quero aparecer e ser contado como uma das vozes que defende o que considero certo.”
Ele disse que o hīkoi estava se sentindo alegre e em paz.
Três amigos – Sandy, Wendy e Pauladisse que a última vez que experimentaram algo semelhante a este protesto foi durante os históricos protestos do Springbok Tour em 1981.
“Acho que o que este governo está fazendo causa muita divisão e acho que isso mostra o quão fraco primeiro-ministro (Christopher) Luxon é, permitindo que (o projeto de lei) avance até o estágio em que está”, disse Sandy.
Mas o tom deste protesto foi diferente, disse Wendy.
“É absolutamente fantástico, há bandeiras por toda parte e pessoas por toda parte e crianças – é uma onda, eu acho.”
Havia uma “vibração unificadora” e as pessoas cuidavam umas das outras, disse Paula.
Digo isso sem uma palavra de exagero. Nunca vi Wellington tão lotado! A atmosfera no Waitangi Park é incrível. Parque Waitangi, arredores, toda a orla marítima até a estação de trem lotada.
É só um carro, vamos andar nele, vamos andar de Tangaroa.#ToitūTeTiriti pic.twitter.com/3LkutWWZmh
-Ernest Cunningham (@gingofthesouth) 18 de novembro de 2024
Olá e seja bem-vindo
Uma hīkoi – uma marcha de protesto – de nove dias ao longo da Ilha do Norte terminará em Aotearoa, capital da Nova Zelândia, na terça-feira, com a expectativa de que até 50 mil manifestantes cheguem ao parlamento do país, opondo-se a um polêmico projeto de lei que, segundo eles, busca diluir o direitos dos Māori.
O Tratado de Waitangi foi assinado em 1840 entre 500 chefes Māori e a Coroa Britânica e é o documento fundamental na defesa dos direitos Māori na Nova Zelândia.
O Princípios do Tratado O projeto de lei, atualmente em apreciação no Parlamento, alteraria dramaticamente a forma como o tratado é interpretado, com os críticos argumentando que retiraria os direitos dos Māori e aumentaria a retórica anti-Māori.
É quase certo que o projecto de lei fracassará – não tem amplo apoio dentro do parlamento – mas mesmo o esforço simbólico para minar os direitos dos Maori está a ser ferozmente contestado.
A apresentação do projeto de lei no plenário do parlamento foi recebida com um extraordinário protesto haka.
Hana-Rāwhiti Maipi-Clarke liderou um protesto no Parlamento para se opor a um projeto de lei que minava o Tratado de Waitangi. Este projeto de lei procura reinterpretar o tratado fundador da Nova Zelândia, ameaçando a soberania Māori. Tais ataques aos direitos indígenas não têm lugar em 2024.
A raiva das mulheres é poderosa 🙌🏼 pic.twitter.com/fxeXitcuhU– Dra. Charlotte Proudman (@DrProudman) 16 de novembro de 2024
O protesto de terça-feira marchará do – apropriadamente chamado – Parque Waitangi até o parlamento. Proeminente na manhã de terça-feira no parque à beira-mar está o vermelho, branco e preto da bandeira tino rangatiratanga – a bandeira nacional Maori bandeira que se tornou um símbolo proeminente da soberania Māori.
Os manifestantes carregam cartazes apelando ao governo para honrar o tratado e “acabar com a lei”.
O Rainha MaoriNga wai hono i po, indicou que estará entre os manifestantes.
Eva Corlett está em Wellington no protesto do The Guardian. A reportagem dela está aqui:
Isso é Ben Dohertyblogando um dos maiores protestos da história de Aotearoa Nova Zelândia à medida que se desenrola…
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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