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Dezenas de milhares marcham ao parlamento da Nova Zelândia para protestar contra o polêmico projeto de lei do tratado Māori – ao vivo | Nova Zelândia

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Ben Doherty

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Membros do Hīkoi diante da ‘Beehive’ – a ala executiva dos edifícios do parlamento de Aotearoa Nova Zelândia – na manhã de terça-feira. Um hīkoi viajou durante nove dias por toda a Ilha do Norte, culminando hoje no parlamento, enquanto as comunidades Māori marcham para proteger e defender a interpretação do Tratado de Waitangi e dos direitos Māori. (Foto de Joe Allison/Getty Images) Fotografia: Joe Allison/Getty Images

Eva Corlett

O hīkoi chegou ao parlamento, enchendo o terreno e espalhando-se pelas estradas e ruas circundantes.

É ombro a ombro, com pessoas e bandeiras estendidas até onde a vista alcança em todas as direções. O notório Wellington o vento está agitando as bandeiras bem alto, seus movimentos e estalos aumentando a cacofonia.

Alguns manifestantes estão sentados em cima de abrigos de ônibus, outros estão alinhados nos degraus da Suprema Corte e subindo em galhos de árvores para obter uma melhor visão da multidão.

A atmosfera é jovial e energizada, à medida que ondas de grupos iniciam waiata (música) e haka.

Te Haukūnui Hokianga, de 8 anos, explode em uma concha do mar antes de uma marcha dos indígenas Māori ao Parlamento em Wellington, Nova Zelândia (AP Photo/Mark Tantrum) Fotografia: Mark Tantrum/AP

Protestos em Londres também…

Estavam 5 graus, escuro e úmido em uma noite de segunda-feira, mas isso não impediu que centenas de Kiwis aparecessem do lado de fora do alto comissariado da Nova Zelândia aqui em Londres.

O mundo está literalmente observando Aotearoa hoje. 🖤❤️🤍 #toitutetriti pic.twitter.com/AmgSMcQ3DP

-Bayden Harris (@BaydenHarris) 18 de novembro de 2024

Membros da comunidade Māori e seus apoiadores marcham pelas ruas de Wellington (Foto de Sanka Vidanagama/AFP) Fotografia: Sanka Vidanagama/AFP/Getty Images
Indígenas Māori marcham até o Parlamento em Wellington na manhã de terça-feira (AP Photo/Mark Tantrum) Fotografia: Mark Tantrum/AP

Qual é o projeto de lei dos princípios do tratado?

Mais do incansável Eva Corlett – um explicador básico sobre o Projeto de Lei dos Princípios do Tratado.

Desde que o governo de coligação de direita da Nova Zelândia tomou posse há um ano, a sua orientação política para Māori tem dominado as manchetes, mas uma proposta em particular tem enfrentado uma reação estridente: a Lei dos Princípios do Tratado.

O projeto foi apresentado pelo partido libertário menor da Lei ao parlamento na quinta-feira. Procura alterar radicalmente a forma como o Tratado de Waitangio documento fundador da Nova Zelândia e que defende os direitos Māori, é interpretado.

O que o projeto de lei propõe e por que motivou críticas generalizadas?

Cenas incríveis vindas do Hīkoi Mō Te Triti em Poneke, Wellington hoje!

Dezenas de milhares de manifestantes estão a manifestar-se contra a divisiva Lei dos Princípios do Tratado de David Seymour.

Fique forte 🖤🤍♥️ pic.twitter.com/fhKIQ9NEZE

-Nick (@StrayDogNZ) 18 de novembro de 2024

Homem Wellington Gregque é pākeha, disse que apoiava o hīkoi em nome de seu parceiro, que é Maori e não pude comparecer.

“Eu realmente respeito o tratado…não concordo com a direção que este governo tomou. Não acho que este projeto de lei seja a coisa certa para o país, ou para Māori, e quero aparecer e ser contado como uma das vozes que defende o que considero certo.”

Ele disse que o hīkoi estava se sentindo alegre e em paz.

Três amigos – Sandy, Wendy e Pauladisse que a última vez que experimentaram algo semelhante a este protesto foi durante os históricos protestos do Springbok Tour em 1981.

“Acho que o que este governo está fazendo causa muita divisão e acho que isso mostra o quão fraco primeiro-ministro (Christopher) Luxon é, permitindo que (o projeto de lei) avance até o estágio em que está”, disse Sandy.

Mas o tom deste protesto foi diferente, disse Wendy.

“É absolutamente fantástico, há bandeiras por toda parte e pessoas por toda parte e crianças – é uma onda, eu acho.”

Havia uma “vibração unificadora” e as pessoas cuidavam umas das outras, disse Paula.

Olá e seja bem-vindo

Uma hīkoi – uma marcha de protesto – de nove dias ao longo da Ilha do Norte terminará em Aotearoa, capital da Nova Zelândia, na terça-feira, com a expectativa de que até 50 mil manifestantes cheguem ao parlamento do país, opondo-se a um polêmico projeto de lei que, segundo eles, busca diluir o direitos dos Māori.

O Tratado de Waitangi foi assinado em 1840 entre 500 chefes Māori e a Coroa Britânica e é o documento fundamental na defesa dos direitos Māori na Nova Zelândia.

O Princípios do Tratado O projeto de lei, atualmente em apreciação no Parlamento, alteraria dramaticamente a forma como o tratado é interpretado, com os críticos argumentando que retiraria os direitos dos Māori e aumentaria a retórica anti-Māori.

É quase certo que o projecto de lei fracassará – não tem amplo apoio dentro do parlamento – mas mesmo o esforço simbólico para minar os direitos dos Maori está a ser ferozmente contestado.

A apresentação do projeto de lei no plenário do parlamento foi recebida com um extraordinário protesto haka.

Hana-Rāwhiti Maipi-Clarke liderou um protesto no Parlamento para se opor a um projeto de lei que minava o Tratado de Waitangi. Este projeto de lei procura reinterpretar o tratado fundador da Nova Zelândia, ameaçando a soberania Māori. Tais ataques aos direitos indígenas não têm lugar em 2024.
A raiva das mulheres é poderosa 🙌🏼 pic.twitter.com/fxeXitcuhU

– Dra. Charlotte Proudman (@DrProudman) 16 de novembro de 2024

O protesto de terça-feira marchará do – apropriadamente chamado – Parque Waitangi até o parlamento. Proeminente na manhã de terça-feira no parque à beira-mar está o vermelho, branco e preto da bandeira tino rangatiratanga – a bandeira nacional Maori bandeira que se tornou um símbolo proeminente da soberania Māori.

Os manifestantes carregam cartazes apelando ao governo para honrar o tratado e “acabar com a lei”.

O Rainha MaoriNga wai hono i po, indicou que estará entre os manifestantes.

Eva Corlett está em Wellington no protesto do The Guardian. A reportagem dela está aqui:

Isso é Ben Dohertyblogando um dos maiores protestos da história de Aotearoa Nova Zelândia à medida que se desenrola…

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Leia Mais: The Guardian

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Ufac entrega equipamentos para curso de Engenharia Civil — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou solenidade de entrega de novos equipamentos destinados ao curso de Engenharia Civil. O investimento contribuirá para o fortalecimento das atividades de ensino e pesquisa, proporcionando melhores condições para a formação acadêmica dos estudantes. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 16, no hall do bloco do curso.

Foram adquiridos 20 conjuntos para desenho técnico, compostos por pranchetas de desenho e banquetas, já instalados no Laboratório de Projetos. Também foram entregues duas estações totais de topografia, destinadas ao Laboratório de Topografia.

“Todo esse investimento é para eles”, disse a reitora Guida Aquino, referindo-se aos alunos. “A universidade não existe sem estudante.” Segundo ela, a instituição deve continuar avançando e modernizando seus laboratórios para acompanhar as necessidades da formação acadêmica.

O pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, ressaltou que o crescimento da estrutura física e da quantidade de cursos ampliou as demandas da universidade. Para ele, a expansão também representa novos custos para a instituição. “Nós crescemos e atendemos ao plano”, pontuou. “Entretanto, o orçamento não teve o mesmo crescimento.”

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De acordo com o coordenador do curso de Engenharia Civil, Bernardo Antônio Silva Ramos, a aquisição atende a uma demanda antiga do curso. Ele explicou que os equipamentos também poderão ser utilizados por estudantes de outros cursos da instituição, como Engenharia Florestal e Engenharia Agronômica. “Esses equipamentos são muito importantes para nós e serão muito bem utilizados daqui para frente.”

Também participou da solenidade a pró-reitora de Inovação e Tecnologia e vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 



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Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16/08 — Universidade Federal do Acre

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O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, desenvolvido entre a Ufac e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), realizou a abertura do 21º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 14, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e marcou o início da programação, que segue até 16 de agosto, reunindo estudantes, professores, pesquisadores e profissionais interessados no assunto.

Durante a programação, serão debatidos temas relacionados ao desenvolvimento regional, mobilidade urbana, educação, empreendedorismo e gestão pública. As atividades incluem palestras, mesas de discussão e apresentações acadêmicas voltadas à troca de experiências e à divulgação de pesquisas desenvolvidas no âmbito do programa.

Na abertura do evento, a reitora Guida Aquino destacou a expansão da pós-graduação na universidade e o fortalecimento das parcerias institucionais voltadas à qualificação de servidores e profissionais. Ela também ressaltou a importância da cooperação entre a Ufac e a UTFPR para a oferta do programa de pós-graduação.

O coordenador do programa, Rogério Duenhas, disse que o curso contribui para formação de profissionais e pesquisadores na área de planejamento e governança pública, especialmente na região Norte.

Seminário em governança pública ocorre na Ufac até 16_08-interna-1.jpg

A presidente da comissão organizadora, discente Ana Caroline, destacou que o seminário busca promover discussões sobre desafios estruturais enfrentados pelo Acre e incentivar reflexões sobre políticas públicas e planejamento. Segundo ela, a proposta é ampliar o debate sobre temas que impactam diretamente o desenvolvimento do Estado e das instituições públicas.

Também participaram da mesa de abertura o vice-reitor e reitor eleito, Josimar Batista; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Alana Chocorosqui Fernandes, do Ifac; além de representantes da UTFPR, convidados e integrantes da comunidade acadêmica.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

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Projeto Capes/Cofecub executa missão de trabalho em MG — Universidade Federal do Acre

O projeto “Agricultura Tropical e Subtropical, Pecuária e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, coordenado pela Ufac, realizou visitas técnicas em Minas Gerais, entre 26 de junho e 5 de julho. Aprovado em chamada pública do programa Capes/Cofecub, o Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil, o projeto está no segundo ano de execução, num total de quatro anos.

A missão ocorreu no Centro de Pesquisa de Cana-de-açúcar da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa); na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Melhoramento Genético e Sistemas de Produção de Palmáceas e Outras Oleaginosas; na Universidade Federal de Viçosa (UFV); nas fazendas São Pedro, Guimarinho, Santa Cruz e Serra das Cabeças, além do sítio Jardim.

É a primeira vez na história do programa Capes/Cofecub, iniciado na década de 1970, que uma instituição acreana coordena um projeto aprovado, cuja execução fica a cargo de professores e pós-graduandos das Universidade Federais do Acre, de Viçosa e do Paraná, além do Instituto Agrícola de Dijon (Agro Dijon, França).

Participaram das visitas os pesquisadores Almecina Balbino e Eduardo Mattar, da Ufac; Natalia Torres, do PPG em Produção Vegetal, da Ufac; Luís Cláudio da Silveira, Denise Cunha, Raquel Barro e Aziz da Silva Junior, da UFV; Ridha Ibidhi e Christelle Phileppeau, do Agro Dijon.

Rede de trabalho

O projeto formou uma rede de trabalho internacional que objetiva propor sistemas integrados de produção focados em uma sustentabilidade econômica, social e ambiental, através de proposição de sistemas e execução de pesquisas aplicadas. Até o momento, estão sendo executados estes projetos de pesquisa em cooperação:

– Early Development of Trichanthera Gigantea Under Different Light Conditions;

– ‘Cratylia argentea’ (Desv.) Kuntze: Da Prospecção de Acessos à Conservação Ex Situ na Amazônia Ocidental;

– Caracterização Ecológica de Espécies Forrageiras Não Convencionais Arbóreas e Arbustivas para Uso de Sistemas Silvipastoris;

– Representação Dasimétrica da Lotação Animal Bovina: Um Estudo de Caso no Acre;

– Sistema Silvipastoril Sucessional: Opção para Recomposição de Reserva Legal na Amazônia Sul-Ocidental Brasileira;

– Ecosystem Services in Livestock-Based Integrated Systems in South America: A Bibliometric and Qualitative Review;

– Agroecological Performance of Dairy Farms in the Brazilian Amazon: An Assessment Using the TAPE Methodology;

– Agroecological Performance of Integrated Farming Systems in the Brazilian Amazon: Evidence from Reca Cooperative Using the TAPE Methodology.

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