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Dezenas de pessoas morrem enquanto a violência sectária aumenta em Kurram, no Paquistão | Notícias sobre religião
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Os combates renovados entre grupos muçulmanos sunitas e xiitas são os últimos de uma série de ataques que atingiram partes da província de Khyber Pakhtunkhwa.
Pelo menos 32 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas em novos combates entre grupos muçulmanos sunitas e xiitas no noroeste do Paquistão, dizem as autoridades.
A violência durante a noite de sábado foi a última a abalar Kurram, um distrito na província de Khyber Pakhtunkhwa, poucos dias depois de um ataque mortal em um comboio na mesma área matou dezenas de pessoas.
Falando à agência de notícias AFP sob condição de anonimato, um alto funcionário administrativo disse que o número de mortos no último incidente incluía 14 muçulmanos sunitas e 18 muçulmanos xiitas. Outros 47 ficaram feridos, acrescentou o funcionário.
Um alto oficial da polícia paquistanesa também confirmou os combates de sábado à agência de notícias Associated Press, estimando o número de mortos em 33 e de feridos em 25.
O oficial, que também falou anonimamente porque não estava autorizado a falar com a mídia, disse que homens armados em Bagan e Bacha Kot incendiaram lojas, casas e propriedades governamentais.
O tiroteio intenso continuava entre as tribos Alizai e Bagan na área de Lower Kurram.
“As instituições educacionais em Kurram estão fechadas devido à forte tensão. Ambos os lados estão atacando um ao outro com armas pesadas e automáticas”, disse o oficial.
Vídeos e imagens postados nas redes sociais mostraram um mercado engolido por fogo e chamas alaranjadas perfurando o céu noturno. Tiros também podem ser ouvidos.
Kamal Hyder, da Al Jazeera, reportando de Islamabad, disse que um toque de recolher foi imposto na área e os serviços móveis foram suspensos.
“As autoridades descrevem esta situação como uma situação muito tensa”, acrescentou.
“As pessoas, por outro lado, queixam-se de que o governo e as autoridades não conseguiram proporcionar segurança aos cidadãos”, disse Hyder, acrescentando que os protestos estão a espalhar-se “devido à incapacidade das autoridades de controlar a situação, que está a agravar-se”. de controle”.
A escalada da violência entre muçulmanos sunitas e xiitas na província montanhosa de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, matou cerca de 150 pessoas nos últimos meses.
Na quinta-feirahomens armados abriram fogo contra dois comboios separados de muçulmanos xiitas que viajavam com escolta policial em Kurram, matando mais de 40. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas.
Um grupo de muçulmanos xiitas lançou então, na noite de sexta-feira, um ataque contra locais sunitas, incluindo o bazar de Bagan, no distrito de Kurram, que já foi uma região semiautônoma, onde a violência sectária resultou na morte de centenas de pessoas ao longo dos anos.
“Depois dos disparos, incendiaram todo o mercado e entraram em casas próximas, despejando gasolina e incendiando-as. Os relatórios iniciais sugerem que mais de 300 lojas e mais de 100 casas foram queimadas”, disse à AFP um oficial da polícia estacionado em Kurram.
Ele disse que os sunitas locais “também atiraram contra os agressores”.
Javedullah Mehsud, um alto funcionário em Kurram, disse à AP que houve “esforços para restaurar a paz… (através) do envio de forças de segurança” e com a ajuda de “anciãos locais”.
Os muçulmanos xiitas representam cerca de 15% dos 240 milhões de pessoas no Paquistão, de maioria sunita, que tem um histórico de animosidade sectária entre as comunidades.
Embora os dois grupos geralmente vivam juntos de forma pacífica, as tensões permanecem, especialmente em Kurram.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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