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Dia da Consciência Negra: 15 pessoas que fizeram a história do Brasil

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No “Dia da Consciência Negra”, relembrar essas 15 personalidades históricas é também prestar uma homenagem a aqueles que contribuíram para uma sociedade mais justa e igualitária.

Em meio a dificuldades, como a desigualdade e o racismo, esses brasileiros deram a volta por cima e fizeram história no país. Começando pelo grande Zumbi dos Palmares, talvez um dos mais conhecidos. Responsável pelo Quilombo dos Palmares, Zumbi se tornou um símbolo de resistência frente a escravidão no Brasil.

Destaque também para Carolina Maria de Jesus, ou Carolina de Jesus, considerada uma das primeiras e mais destacadas escritoras pretas do país.Neta de escravos e filha de uma lavadeira analfabeta, Carolina chegou a receber homenagem da Academia Paulista de Letras.

15 personalidades

Em 2024 o “Dia da Consciência Negra” será comemorado como feriado nacional pela primeira vez.

A data marca a morte de Zumbi dos Palmares, mas também é um convite a refletir: estamos avançando para uma sociedade mais igualitária?

Essas 15 personalidades nos mostram o caminho para um Brasil mais justo. Veja quem são!

  1. Zumbi dos Palmares: uma das personalidades pretas mais lembradas do país é, sem dúvida, Zumbi. Nascido em Alagoas, liderou o Quilombo dos Palmares até 20 de novembro de 1695, quando foi capturado. Além de lutar pela liberdade religiosa, defendeu a herança cultural de seu povo.
  2. Carolina de Jesus: Carolina de Jesus teve uma vida extremamente difícil. Nascida em Minas Gerais, se mudou para São Paulo ainda pequena. Suas primeiras obras foram publicadas na década de 1940, quando passou a ter poemas no jornal “Folha da Manhã”. Conhecida como “A Poetisa Negra”, Carolina tem livros como “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, uma das principais obras nacionais.
  3. Mãe Menininha do Gantois: descendente de escravos libertos, Mãe Menininha é de Salvador. A mulher assumiu o Terreiro do Gantois, considerado um dos mais importantes do país, quando tinha 28 anos. Na luta pela aceitação e divulgação do candomblé no Brasil, Menininha foi fundamental.
  4. Milton Santos: um dos principais geógrafos do mundo e ganhador do Prêmio Vautrin Lud de Geografia, Milton Santos nasceu na cidade de Brotas de Macaúbas, Bahia. Com “A Natureza do Espaço”, venceu o 39° Prêmio Jabuti do Brasil de melhor livro de ciências humanas.
  5. Taís Araújo: carioca, Taís Araújo ganhou destaque em 1996, ao ser protagonista da novela Xica da Silva. Em 2004 interpretou Preta em “Da Cor do Pecado”. Com o feito Taís fez história e se tornou a primeira atriz preta com papel principal na Globo. Atualmente, Taís comanda o reality musical “PopStar”.
  6. Elza Soares: uma das maiores cantoras da música brasileira, a carioca Elza Soares lançou 34 discos. Durante a carreira, que se iniciou no final dos anos 50, Elza variou entre os diversos estilos do país como hip hop, funk, jazz, eletrônico e samba. Em 2020 foi enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel e desfilou como destaque no último carro.
  7. Pelé: nascido em Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Rei Pelé, é, para muitos até hoje, o melhor jogador de futebol do mundo. Com a seleção brasileira, Pelé brilhou nas copas de 58,62 e 70. Ao longo da carreira, recebeu diversos prêmios, foi nomeado como Ministro do Esporte e Embaixador da Boa Vontade da UNESCO.
  8. Glória Maria: filha de um alfaiate com uma dona de casa, Glória Maria começou a trabalhar cedo. Em 1971 teve a grande primeira oportunidade como repórter e cobriu o desabamento do Elevado Paulo Frontin. Uma das primeiras pretas atuando na área no país, Glória participou de vários programas jornalísticos como Globo Repórter e Fantástico.
  9. Milton Nascimento: cantor e compositor, Milton Nascimento é um dos nomes mais importantes da Música Popular Brasileira (MPB). Nascido no Rio de Janeiro, mas morador de Minas Gerais desde criança, Milton começou a tocar violão aos 15 com um grupo de amigos. Dono de quatro Grammys, tem canções como “Canção da América”, “Maria, Maria” e “Coração de Estudante”.
  10. Elisa Lucinda: atriz, poeta, cantora e jornalista, essa é Elisa Lucinda. Em 1994 publicou “O semelhante”, livro que virou peça de teatro. Dona de vários poemas autorais e publicações literárias, a artista é multifacetada e tem uma associação que promove saraus e estimula a declamação de poesias.
  11. Daiane dos Santos: a talentosa Daiane dos Santos foi descoberta ainda criança, com 11 anos de idade, em uma praça de Porto Alegre. A brincadeira de pular e saltar virou profissão. Referência na ginástica, Daiane conquistou duas medalhas nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg, Canadá. Em 2003 se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro no Mundial de Ginástica.
  12. Conceição Evaristo: a mineira Conceição Evaristo é uma expoente da literatura contemporânea. Em 2019 foi homenageado como Personalidade Literária do Ano pelo Prêmio Jabuti. Contista, poeta e romancista, Conceição traz em suas obras a vivência das mulheres pretas, sempre representadas por suas protagonistas.
  13. Gilberto Gil: a carreira de Gil começou na infância, mais precisamente aos 9 anos de idade, quando ganhou um violão. Em 1963 conheceu grandes nomes como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Tom Zé e Gal Costa e, juntos, criaram o Movimento Tropicalista. Gil é um dos pretos na composição dos imortais da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a 20 cadeira.
  14. Milton Gonçalves: nascido em Minas Gerais, Milton foi um dos primeiros artistas pretos da TV brasileira. Em São Paulo, construiu uma carreira sólida, aparecendo em tramas como “Sinhá Moça”. Milton também foi o primeiro brasileiro a apresentar um prêmio Emmy internacional. Na época, o ator subiu ao palco ao lado da atriz americana Susan Sarandon.
  15. Lázaro Ramos: Lázaro iniciou sua carreira como ator no Bando de Teatro Olodum. Depois de ganhar fama, Lázaro participou de filmes e novelas, além de também atuar como diretor e dirigiu “Medida Provisório”, seu primeiro filme lançado em 2022.

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Dia da Consciência Negra

Em 1695 Zumbi foi assassinado em uma emboscada. Desde então, a data se tornou um marco para o movimento negro brasileiro.

Por sua importância histórica, o dia 20 de novembro ficou reservado como o “Dia da Consciência Negra”.

Desde a lei sancionada em 2023 pelo presidente Lula (PT), passou a ser um feriado nacional.

A data é também um momento de reflexão sobre a igualdade racial e a valorização da cultura afro-brasileira.

Taís Araújo brilha nas telas da Globoo como uma das principais atrizes do elenco da emissora. Reprodução/Instagram Taís Araújo brilha nas telas da Globoo como uma das principais atrizes do elenco da emissora. Reprodução/Instagram Até hoje Pelé é tipo como um dos maiores jogadores de futebol do mundo. - Foto: Divulgação/FIFA Até hoje Pelé é tipo como um dos maiores jogadores de futebol do mundo. – Foto: Divulgação/FIFA Glória Maria começou a trabalhar cedo e se tornou uma grande jornalista brasileira. - Foto: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo Glória Maria começou a trabalhar cedo e se tornou uma grande jornalista brasileira. – Foto: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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