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Didier Pineau-Valencienne, figura dos empregadores industriais franceses e presidente da Schneider, morreu
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Figura dos empregadores industriais franceses, Didier Pineau-Valencienne morreu quinta-feira aos 93 anos, anunciou sua família no domingo, 22 de dezembro. Apelidado de “DPV”, permaneceu à frente do grupo de equipamentos elétricos da Schneider durante dezoito anos, antes de entregar as rédeas em 1999.
A missa fúnebre será celebrada terça-feira, 24 de dezembro, em Boulogne-Billancourt, perto de Paris, e ele será sepultado sexta-feira, 27 de dezembro, no cemitério de Saint-Hilaire-du-Bois, em Vendée, de onde era, segundo aviso. publicado em Le Fígaro.
Nascido em 21 de março de 1931 em uma família de médicos da Vendéia, este pai de quatro filhos, católico praticante, escolheu os negócios para sua parte. Depois do colégio Janson de Sailly, em Paris, ingressou na HEC, então escola de negócios do Dartmouth College, nos Estados Unidos, uma incursão americana incomum na época.
A sua carreira começou nas Edições Gallimard, onde este entusiasta da literatura satisfez o seu amor pela poesia e conheceu os manuscritos de André Malraux e Albert Camus. Mas o mundo editorial revela-se demasiado estreito para Didier Pineau-Valencienne. Em 1958 juntou-se ao grupo franco-belga Empain-Schneider. Ali administrou subsidiárias em dificuldade, antes de ingressar na Rhône-Poulenc em 1973, onde aprimorou sua imagem de recuperação empresarial sob a autoridade de Jean Gandois, futuro chefe dos patrões.
Porta-bandeira do capitalismo puro
Retornando à Schneider em 1981, como presidente, ele voltou a se concentrar nas profissões de eletricidade que esta empresa criou 45 anos antes pelos irmãos Schneider e que se tornou um conglomerado heterogêneo de 150 empresas. São comercializados a siderurgia e os estaleiros navais, embalagens, máquinas-ferramenta, atividades esportivas e de lazer, telefonia, imóveis, etc. “Do Schneider de 1981 não resta nada, exceto o nome”ele disse.
Em 1984, não conseguiu evitar a liquidação retumbante de Creusot-Loire, a maior falência da indústria francesa, com cerca de 30.000 trabalhadores afetados. Apelidos complicados florescem para descrever esse chefe de aparência redonda, mas o porta-estandarte do capitalismo puro e duro: “coveiro”, « boucher », “invasor sem escrúpulos”…Em suas memórias, o Barão Empain o compara a “um sanguinário Doutor Átila que não hesitou em fazer as pessoas sangrarem e chorarem para colocar a sociedade de pé”.
Em 1988, a DPV adquiriu o grupo Télémécanique de Grenoble e fundiu-o com a sua filial Merlin Gerin. Sua efígie é queimada por funcionários descontentes. Outra batalha, a oferta hostil de aquisição, em 1991, do eletricista americano Square D. “Foi necessária uma vontade de ferro”lembra Gaël de la Rochère, um de seus colaboradores, para a Agence France-Presse.
A operação abre as portas dos Estados Unidos para Schneider. The New Economist elege DPV “gerente do ano 1991”. Em dezoito anos, o volume de negócios multiplicou-se por 17, o grupo foi reduzido de dívidas. “Devemos ao DPV a limpeza do conglomerado deixado pela aventura familiar”Jean-Pascal Tricoire, atual CEO da Schneider Electric, disse à Agence France-Presse, acrescentando: “Foi preciso essa coragem, nos anos 80 que não eram muito favoráveis à reestruturação: estávamos mais em processo de nacionalização de tudo! » .
Considerado culpado de falsificação e fraude
Mas em 1994, Didier Pineau-Valencienne foi acusado de falsificação e fraude por alegadas irregularidades na gestão de duas subsidiárias belgas. Chegando a Bruxelas para interrogatório, ficou encarcerado durante doze dias. O evento marca a comunidade empresarial e prejudica as relações diplomáticas franco-belgas.
Este caso forçou-o a afastar-se em 1997 de Ernest-Antoine Seillière, quando sucedeu a Jean Gandois como presidente do Conselho Nacional dos Empregadores Franceses (CNPF, agora Medef). No final das contas, ele foi considerado culpado em 2006, mas não foi condenado devido, principalmente, à antiguidade dos fatos.
No início de 2020, apareceu, alerta e sorridente, nos televisores, para um livro dedicado ao seu amor pela leitura. Com Gaël de la Rochère ele investiu recentemente na empresa de equipamentos elétricos Comeca “muito diligente nos conselhos”aos 90 anos.
O mundo com AFP
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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